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    Audiolivro utiliza ponto cruz para ilustrar história

    Obra, acompanhada de um CD, narra a aventura de dois meninos que partem em uma jornada de aventura atrás da voz de uma amiga

    Andréa Moreira
    Repórter
    22/4/2013
    O Caso da Menina que Perdeu a Voz

    Quem pensa que livros são formados apenas por palavras e ilustrações, irá se surpreender com O Caso da Menina que perdeu a voz. De autoria de Fernando Abritta, a obra traz em suas 60 páginas muito mais do que uma fábula. "A história surgiu em 2005. Após finalizá-la comecei a fazer as ilustrações. Quando terminei, queria algo mais. E como a narrativa era muito mineira, resolvi transportar todos aqueles desenhos para o ponto cruz. Afinal, nada mais mineiro do que o bordado," explica Abritta, ressaltado que o trabalho também é composto por um CD.

    Surge assim um audiolivro que, como todo trabalho artesanal, contou com as mãos, e neste caso em particular, com as mãos de muitas pessoas, entre bordadeiras, fotógrafos e narradores. "Seria impossível fazer este audiolivro sem a ajuda de tantos amigos e o apoio da lei Murilo Mendes, da Funalfa [Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage], que juntamente comigo, abraçaram este sonho," afirma o autor.

    O ponto inicial foi dado por Ligia Quaglio, como ressalta Abritta. "Não sabia nada sobre a arte do ponto cruz. Então, contei com a ajuda da minha companheira Ligia, que me ensinou tudo sobre bordado. Inclusive foi ela quem deu vida a minha história, bordando os personagens, e fazendo com que a narrativa se materializa-se em uma tela de 1,30m x 1,00m," afirma Abritta, lembrando ainda que a obra contou com o apoio e a admiração de outras pessoas, entre fotógrafos, narradores e as bordeiras Josemira Correia e Ligia Maria Soares.

    A história

    O Caso da Menina que perdeu a voz conta a história de dois meninos que saem a procura da voz de uma amiga. Durante o percurso eles se deparam com personagens fantásticos e lugares mágicos. "Apesar da obra ter uma vestimenta infantil, a mensagem é muito mais abrangente, atingindo pessoas de todas as idades," explica o autor.

    As histórias populares também são uma marca da obra. Causos mineiros, como O homem que nunca vestia roupa, A cobra e o colar de esmeraldas e Nhô Ju e Dona Jô são introduzidas na narrativa, através da figura de um gigante, que entrega aos meninos uma caixa de palavras, na qual possivelmente, estaria a voz de sua amiga. "São contos aterrorizantes e fantásticos que estão dentro da nossa cultura," destaca Abritta.

    O audiolivro

    Este é o terceiro trabalho de Fernando Abritta. O primeiro livro intitulado umÁrvore também contou com recursos extras, como explica o autor. "A obra foi disponibilizada em CD e em HTML, pois acredito que a junção do livro objeto com o computador faz com que mais pessoas tenham acesso a literatura."

    Pensando nessa democratização, Abritta resolveu apostar novamente no CD, para atingir um público maior. "O senso comum é que ninguém mais lê. Mas eu não concordo com isso, acho que atualmente as pessoas leem ainda mais, devido, principalmente a internet. Para mim, o que acontece é que a vida agitada das pessoas, faz com que elas não tenham tempo de ler. Então, se elas não podem parar para ler, que pelo menos parem para ouvir," explica.

    Para elaborar o CD, Abritta contou com o apoio do Grupo de Contadores de Histórias do Granbery. Ao todo, seis vozes se alternam para contar as peripécias das três crianças e outros personagens como o gigante, o bicho de goiaba e as pedras que conversam.

    Lançamento

    O audiolivro será lançado nesta terça-feira, 23 de abril, às 20h, no Espaço Mezcla, localizado na rua Benjamin Constant 720, Centro. A entrada é franca. No lançamento, a obra irá custar R$ 30. O audilivro também será comercializado nas livrarias Terceira Margem, localizada na Galeria Pio X; e Cadore, no Braz Shopping, ao preço de R$ 40.

    As pessoas que forem prestigiar o lançamento, também terão a oportunidade de ver a tela bordada, que ilustra o livro. A obra é financiada com recursos da Lei Murilo Mendes de Incentivo à Cultura, da Prefeitura de Juiz de Fora, através da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).

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