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    Livro reúne mais de 150 fotografias sobre a arquitetura de JF

    Com o apoio da tecnologia digital, o artista retrata fragmentos do espaço urbano e da arquitetura local na ótica do não cotidiano

    Andréa Moreira
    Repórter
    3/12/2012
    CCBM

    Uma mistura de fotografia, gravura e pintura. Esse trabalho pode ser conferido no livro Paisagem Urbana: Aspecto Arquitetônico, do fotógrafo Lodônio Di Figueiredo. Nascido no norte de Minas, na cidade de Pedra Azul, Figueiredo vive em Juiz de Fora há 14 anos. Durante esse tempo, vagando pelas ruas da cidade, o fotógrafo pôde observar e contemplar o que muitos juiz-foranos não percebem no decorrer de uma vida toda. "Desde quando cheguei nesta cidade, observei a riqueza arquitetônica das construções, mas que, infelizmente, muitas vezes está camuflada. Então eu quis descobrir uma forma de mostrar para as pessoas a nossa beleza local."

    Para o artista, essa realidade que insiste em esconder a arquitetura de Juiz de Fora acontece devido à falta de incentivo. "A política de preservação, não só em Juiz de Fora, mas em todo o Brasil, ainda é embrionária. Os proprietários de imóveis tombados têm como compensação apenas a isenção do IPTU, mas para conseguir esse abono, o imóvel tem que estar pintado. Daí, muitas vezes, vemos imóveis com arquiteturas singulares, que se escondem atrás de cores pálidas. Existem outras leis compensatórias no país, algumas embasadas no potencial de construção, em que o imóvel pode atingir até o patamar de R$ 20 milhões. Entretanto, essas leis são desconhecidas pela maioria da população."

    Fotógrafo há mais de 40 anos, Figueiredo releva que ficou um tempo afastado das lentes. "Trabalhei muitos anos como repórter fotográfico, mas me afastei por um período. Costumo dizer que dormi analógico e acordei digital," revela o artista, ressaltando um ar de admiração por esta tecnologia. "Sou fascinado pelo digital, pois esses novos equipamentos nos permitem criar e fazer coisas, que antes eram muito demoradas e trabalhosas."

    Fotógrafo autodidata, foi com a alma de artista e com o espírito inovador, que Figueiredo desenvolveu uma técnica para dar mais vida e cores à arquitetura da cidade. "Utilizei uma câmera de 4 megapixels. Em momento algum realizei cortes nas imagens, apenas usei as figuras captadas como negativo e trabalhei as imagens como um todo."

    Figueiredo revela que o livro teve o objetivo central de mostrar a importância da preservação. "Dedico este livro aos proprietários dos imóveis, pois sei que antes de eles serem donos, eles são historiadores convictos. Por isso, se eu conseguir mostrar para as pessoas como é importante preservar a arquitetura, me sentirei com o dever cumprido", afirma.

    O livro

    Esta é a primeira publicação do artista. A obra, que será dividida em duas partes, foi confeccionada entre maio de 2008 e agosto de 2012. Nesse período, Figueiredo fotografou pessoas e fragmentos da paisagem urbana e da arquitetura de Juiz de Fora. "No primeiro exemplar, apresento apenas a arquitetura. Claro que em algumas fotografias existe a presença de pessoas, mas elas apenas compõem o cenário. Aqui eu trabalhei a minha relação com a arquitetura. Já no segundo livro, irei apresentar o aspecto humano. Outro lado que me encanta."

    O livro Paisagem Urbana: Aspecto Arquitetônico reúne mais de 150 imagens, e foi financiado pela Lei Murilo Mendes, da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), através da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa).

    O lançamento será nesta terça-feira, 4 de dezembro, às 20h, no Museu do Crédito Real, localizado na avenida Getúlio Vargas, 455, no Centro. Na noite de lançamento, o livro será vendido pelo preço de R$ 50. Após a data, poderá se adquirido por R$ 80 na livraria A Terceira Margem ou pelo site do fotógrafo. 

    Os textos são revisados por Juliana França

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