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    Sexta-feira, 17 de maio de 2013, atualizada às 17h

    Cláudio Ramos pede mais atenção para o teatro de Juiz de Fora

    Jorge Júnior
    Subeditor
    toninho

    O anúncio chegou por e-mail e em caixa alta: Cláudio Ramos Pede Socorro, mas não se tratava de um novo espetáculo, como a princípio parecia, mas de um desabafo, pedindo mais atenção aos atores de Juiz de Fora que, segundo Cláudio Ramos, são tratados como lixo.

    Como forma de demonstrar a indignação, o ator, que atua há cinco anos em Juiz de fora, fez um apelo na manhã desta sexta-feira, 17 de maio, em frente ao prédio da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa). "Quero deixar bem claro que eu nunca pedi um centavo à Funalfa para realizar os meus espetáculos. O que eu estou questionando é motivo de o teatro não entrar na previsão orçamentária do departamento. Queria que o Toninho Dutra [superintendente da Funalfa] mostrasse qual o projeto de teatro local que ele tem beneficiado", diz. De acordo com o artista, "a Funalfa recebe mais de R$ 10 milhões em verba, gasta uma grande parte com o Carnaval, o Corredor Cultural, mas para o teatro, não tem verba."

    Além disso, Ramos afirma que a Campanha de Popularização Teatro & Dança, que já tem 12 anos em Juiz de Fora, também não entra no orçamento do departamento. "Ele tem coragem de disponibilizar apenas R$ 8 mil para o evento, que na verdade, é mantido pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas (Sinparc), que criou o projeto e trouxe para o município. Fora isso, tem o Festival Nacional de Teatro, que também acontece na cidade, mas que não tem espaço para os locais, somente para os grupos de fora, que recebem além do cache, serviços de hospedagem, transporte e alimentação. Queria saber o motivo de sermos tratados como lixo", indaga.

    Outro acontecimento cultural que, segundo o ator, não tem apoio da Prefeitura é a Mostra de Teatro Local, realizada pela Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (APAC). "No ano passado participei de graça. Foi uma semana de espetáculos e a Funalfa disponibilizou apenas R$ 3 mil, ou seja, impossível realizar a divulgação de um evento e pagar os atores com esse dinheiro. Eu apresentei, mas preferi não receber a esmola de R$ 250", reclama.

    Contudo, Ramos também enfatiza a insatisfação que teve quando solicitou a liberação do trailer da APAC para vender os ingressos do Festival de Gargalhadas, que ele está promovendo, entre os dias 8 e 23 de julho, no Pró-Música. "Criei o evento para suprir uma necessidade da cidade, novamente, sem precisar de apoio da Prefeitura, pois estou fazendo com ajuda das empresas que me apoiam e, nem o posto eu consegui, pois a solicitação, que fiz com antecedência, foi negada pelo Conselho Municipal de Cultura, que alegou que o trailer só pode ser instalado no Parque Halfeld duas vezes ao ano."

    No entanto, Dutra afirma que a avalização do órgão é bem diferente da visão de Ramos. "A Funalfa apoia várias atividades culturais da cidade, entre elas, o teatro. Temos a Lei Murilo Mendes, que este ano vai disponibilizar R$ 1 milhão para os artistas locais, estamos na quinta edição do curso de teatro do Centro Cultural Bernado Mascarenhas. Produzimos o Festival de Cenas Curtas, além de outros apoios esporádicos que surgem durante o ano. Todas essas verbas são disponibilizadas na dimensão do que a cidade dispõe."

    Conforme Dutra, essas reclamações surgiram por causa de uma mágoa do ator, que teve o pedido da instalação do trailer negado. "O Parque Halfeld é um patrimônio cultural, que tem quatro bens tombados, então, existe uma regulamentação para instalar o trailer."

    Sobre os outros eventos, o representante da pasta destaca que a campanha é uma promoção do Sinparc, com a Apac, e apoiada pela Funalfa, "portando, um apoio de R$ 10 mil eu acho que é suficiente." Fora isso, Dutra diz que o Conselho Muncipal de Cultura tem mantido uma boa relação com os artistas locais e com a diretoria da APAC. "Como a Funalfa é um departamento público, estamos sempre dispostos a ouvir corrigir, quando necessário."

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