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    Ator se veste de Papai Noel há sete anos

    Conheça a história de Mario Galvanni, que destaca o lado espiritualista do personagem natalino

    Lucas Soares
    Repórter
    13/12/2013
    Papai Noel

    Uma rápida conversa com o ator e produtor teatral Mário Galvanni, de 59 anos, intérprete do Papai Noel da loja Kika Colorida, lhe faz rever alguns conceitos. Não que alguém vá passar a acreditar ou em desacreditar no "Bom Velhinho" após o papo, mas sim, a felicidade que Mario transmite ao encarnar o personagem.

    Trabalho que começou em sua vida ao acaso, como ele mesmo comenta. "Meu filho trabalhava na loja como Papai Noel. Surgiu uma vaga e fui trabalhar no Mister Shopping, e acabei ficando por dois anos. Quando meu filho se mudou, eu vim pra cá e permaneço já há sete anos", diz. A preparação para o personagem, segundo ele, não demora mais do que 20 minutos. "Faço uma preparação nas cordas vocálicas e depois disso, coloco as vestimentas, as sobrancelhas e a barba. O cenário já é montado, mas entre 15 e 20 minutos eu fico pronto", confirma.

    A história contatada por Galvanni é assim: durante toda a conversa, ele refere-se ao próprio personagem na terceira pessoa. É sempre o Papai Noel. Talvez seja algo comum entre atores. "O Papai Noel é mágico. É muito interessante ver as crianças se envolvendo com esse encantamento, e os adultos também. O Papai Noel que eu faço é muito espiritualista. Não quero sentar lá e ficar só no "Ho ho ho" e tirar fotos. Tenho que ir muito mais além, há um preparo, um estudo, uma história por trás disso tudo. Tem o lado espiritual, por exemplo, já que toda criança que conversa comigo eu abençoo depois", garante.

    E assim Mário volta no século III para explicar um pouco da história de Santa Claus, o legítimo Papai Noel. "A história dele é muito interessante. Ele nasceu na Grécia e, naquela época e região, toda família que tinha uma filha que chegasse na idade de casar, o pai teria que pagar um dote, ou vender a própria filha. Um comerciante, não muito próximo de Nicolau, tinha três meninas e não possuía dinheiro para pagar o dote. Como teria que vender, ficou desesperado e essa história rodou a cidade. Nicolau ficou sabendo disso, encheu um saquinho com moedas de ouro e jogou na chaminé, daí surge a história de colocar a meia e o saco de presentes na lareira. Com a segunda filha aconteceu a mesma coisa. Na terceira filha, o comerciante acabou vendo Nicolau fazendo isso e promoveu essa história. Isso traduz o que é a figura do Papai Noel ao mundo inteiro: bondade, austeridade e generosidade", explica.

    Papai Noel Papai Noel

    Presentes

    Natal e presentes estão diretamente ligados. O materialismo, assim, torna a data comercial. Rótulo que Galvanni busca rechaçar. "O Papai Noel é tão explorado comercialmente que eu não quero ele perca a característica espiritualista. Temos que tirar a imagem materialista. Ele é um símbolo do amor, da bondade, da caridade e principalmente da generosidade", explica. E um exemplo veio do próprio ator. "Logo que eu comecei, atendi uma família e a mãe explicou que o filho tinha uma perninha torta e que precisava fazer uma cirurgia ortopédica para corrigir e que não teria como pagar essa cirurgia. Então, o Papai Noel correu atrás disso e conseguiu que a criança realizasse essa operação. Isso me tocou profundamente. Corremos atrás, mobilizamos as pessoas. Demos cesta básica também", afirma, orgulhoso.

    Os pedidos mais comuns são os brinquedos. Mas Mário diz ouvir também itens básicos, principalmente de crianças de baixa renda. "A maioria pede brinquedo. Já ouvi pedidos de roupas e de material escolar vindas de crianças com baixa renda. Gosto de trabalhar com essa troca, na consciência da criança. A criança é um ser maravilhoso dentro da sua inocência, dentro do seu acreditar. Então essa crença do Papai Noel mistura fantasia com a espiritualidade", conclui.

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