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    Em sua 25ª edição, Festival Internacional de Música Colonial tem início nesta segunda 

    Eduardo Maia
    Repórter
    13/07/2014
    Orquestra Filarmônica

    Tombado como patrimônio imaterial da cidade de Juiz de Fora e reconhecido mundialmente pela preservação e divulgação da música clássica, o Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga chega à 25ª edição em 2014. Dentro da programação que inicia nesta segunda-feira, 14 de julho, reúne mais de 30 concertos gratuitos e se estende ao longo de 14 dias em apresentações de altíssimo nível artístico e cultural.

    Os concertos serão apresentados durante a tarde e à noite em teatros, igrejas e ao ar livre, como o Calçadão da Rua Halfeld e a Concha Acústica da UFJF, além de espaços públicos. "Este festival é a comprovação de que a cidade possui a capacidade e a eficiência para prosseguir com esta tradição que já dura 25 anos. Um evento de alto nível, que mantém as expectativas de seu público e não possui nada que sinalize um retrocesso em sua proposta", atesta o vice-presidente do Pró-Música, Júlio César Souza Santos.

    Músicos e conjuntos de renome integram a programação, como a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e a Orquestra Petrobras Sinfônica (RJ). Um dos destaques é o cravista holandês Jacques Ogg, que fará um recital inteiramente dedicado a Carl Phillip Emmanuel Bach, em comemoração aos 300 anos de nascimento do músico e compositor alemão, segundo filho de Johann Sebastian Bach. Na programação ainda se apresentam Helsink Baroque, da Finlândia, do Quinteto Villa-Lobos (RJ) e da Orquestra Sesiminas (MG).

    Santos destaca que uma das principais propostas do festival é levar a música clássica aos mais diversos públicos, principalmente em espaços de grande circulação, como o Parque Halfeld. "Esta sempre foi uma política do festival, a formação de público. Com a entrada franca, a gente assegura que as pessoas possam participar, tanto em espaços fechados quanto em apresentações ao ar livre. No parque Halfeld, a gente prioriza a produção cultural dos artistas de juiz de fora. É uma vitrine para a divulgação dos talentos", reforça.

    Orquestra Barroca do Festival grava o seu 15º CD nesta edição

    Um dos pontos altos é a apresentação da Orquestra Barroca do Festival, que este ano lança seu 15º CD. Para celebrar os 25 anos do Festival, o grupo grava, pela primeira vez no Brasil, Beethoven interpretado com instrumentos de época. A orquestra formada por músicos brasileiros e estrangeiros grava a Sinfonia n. 1, op 21, em Dó maior, um desafio mesmo para estes experientes especialistas. O CD contempla, ainda, a Sinfonia n. 40 KV 550, em sol menor, de Mozart, obra canônica do repertório clássico, também em registro inédito no país. O acervo nacional tem espaço com a abertura da ópera "Zaíra" (1816), de Bernardo Souza Queiroz, a mais antiga ópera composta no Brasil cuja partitura sobrevive.

    A orquestra se apresenta na abertura do Festival, no dia 14 de julho, às 20h30, no Cine-Theatro Central. A Orquestra Barroca tem a mais extensa e expressiva discografia do gênero no Brasil. Este ano, o Festival promove também lançamento de dois livros – "Pró-Música 40 anos – Milhares nos palcos, milhões na plateia" e "Anais do 9º Encontro de Musicologia Histórica", palestras/master classes e exposição de artes plásticas.

    Oficinas e master classes

    Um grupo de quase 50 músicos que vai ministrar cursos, palestras e master class durante a 25ª edição do Festival. Dentre eles, dez nomes estrangeiros, como o professor do Conservatório Real de Haia, o holandês Jacques Ogg (cravo), participam das ofertas pedagógicas o professor francês Georges Barthel (traverso) e os americanos Keith Allen Teepen (piano), Ashley Sandor Sidon (violoncelo), Yi-Ping Chen (oboé), Clarence Padilla (clarineta), Stephanie Willow Patterson (fagote) e Heather B. Suchodolski (trompa).

    Além de ministrarem cursos de seus instrumentos, os professores vindos dos Estados Unidos ainda se apresentam para o grande público. Os músicos estarão acompanhados de três professores brasileiros radicados naquele país: Lucas Borges (trombone), Clayton Miranda (trompete) e Patrícia Silva (contrabaixo).

    Nesta 25ª edição do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, o público terá a oportunidade, mais uma vez, de participar de um bate-papo sobre a apresentação programada. Todas as noite, durante os 14 dias do evento, às 19h30, o professor Rodolfo Valverde fala sobre o programa que será executado e sobre o grupo/artista que estará se apresentando.

    Quatro palestras, sendo uma master class, ampliam a discussão e os estudos sobre música antiga durante o Festival. No dia 15 de julho, o professor Alexandre Rosa realiza uma palestra recital sobre "O contrabaixo e suas técnicas estendidas". Na ocasião ainda acontece o lançamento do CD "Bass XXI". No dia seguinte, "A ópera: do nascimento aristocrático ao estilo veneziano" é o tema da palestra do professor Rodolfo Valverde. Já no dia 17, o cravista holandês Jacques Ogg fala sobre "Cadências e fantasias livres no Barroco". Por fim, o professor Rodolfo Valverde volta para falar sobre a "A ópera barroca Italiana: a ópera seria e a Era dos Castrati". As palestras acontecem sempre às 10h, no auditório do Instituto Granbery.

    "O objetivo dos cursos é para músicos de performances de alto nível, todos eles experientes. Para iniciantes, as opções são apenas para as crianças, nas oficinas de violinos e flauta doce, com intuito de formar uma geração nova. Com o domínio do instrumento, a gente espera estimulá-los para que continuem estudando", destaca Júlio. A programação completa do festival está disponível no site e será também divulgada nas páginas do festival no Facebook e no Instagram. 

    Com informações da Assessoria de Comunicação do Pró-Música

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