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    Aline MaiaAline Maia 29/3/2012

    Em busca do eleitor: "Brasileiro que vota não foge à luta"

    Urna eletrônicaO compromisso está marcado: 7 de outubro de 2012, primeiro turno das eleições municipais. Em Minas Gerais, mais de 14 milhões de pessoas devem ir às urnas escolher prefeito, vice e vereadores para suas cidades. Em preparação para o pleito, já foi dada a largada para sensibilizar os cidadãos sobre a importância da participação neste processo. No rádio e na televisão, por exemplo, a campanha nacional da Justiça Eleitoral sobre o alistamento de eleitores é enfática: "Brasileiro que vota não foge à luta".

    Paralelamente, outras ações são realizadas para "fisgar" o eleitor. Com a proposta de estimular o envolvimento político de jovens entre 16 e 17 anos - inclusive por meio do cadastramento eleitoral - o Expresso Cidadania retomou as atividades em escolas da rede estadual. Até o fim de abril, o projeto pretende visitar dez cidades mineiras, levando ao público estudantil a emissão do título eleitoral. A iniciativa é resultado de parceria entre a Assembleia Legislativa, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) e a Secretaria de Estado da Educação.

    As eleições são de interesse de toda a comunidade. Ao menos deveriam ser. Mas há quem demonstre apatia quando o assunto é a escolha dos representantes políticos. No discurso dos mais pessimistas, o direito ao voto transforma-se em um pesado fardo. As justificativas são muitas, como o desânimo frente a constantes denúncias de corrupção envolvendo homens e mulheres que deveriam lutar pelo bem comum. E é neste cenário que se justificam as campanhas para conquistar brasileiros e brasileiras, conscientizando-os sobre sua missão e poder diante da urna eletrônica.

    O desinteresse é um risco, pois, como bem escreveu João Ubaldo Ribeiro, "a Política não é apenas uma coisa que envolve discursos, promessas, eleições e, como se diz frequentemente, 'muita sujeira'. Não é uma coisa distinta de nós. É a condução da nossa própria existência coletiva, com reflexos imediatos sobre nossa existência individual, nossa prosperidade ou pobreza, nossa educação ou falta de educação, nossa felicidade ou infelicidade."

    Em uma conotação bastante simplória (e até reducionista, admito) de política como forma de poder, vale destacar que este poder primeiro está na ponta do dedo do eleitor. Sem clichês, mas com compromisso. Naturalmente, junto com o poder vêm as múltiplas consequências do exercício de impor obediência. Sim, é do cidadão esta missão. A autoridade do voto é intrínseca a cada eleitor, mas precisa ser bem exercida. Enquanto os partidos já se articulam para outubro, cabe a cada cidadão também se preparar, desde já, avaliando valores e instituições. Vale a reflexão. É tempo.

    De olho nas datas

    • O prazo para tirar, transferir e regularizar o título eleitoral termina no dia 9 de maio. Consulte aqui o endereço e o horário de atendimento ao público dos cartórios eleitorais da região.
    • Já está disponível, na página do TRE-MG, o link para denúncia de propaganda eleitoral extemporânea, ou seja, aquela feita antes do dia 6 de julho, data marcada pela legislação para o início da propaganda eleitoral em geral. Saiba mais aqui.


    Aline Maia é jornalista e professora universitária. Graduada e Mestre em Comunicação pela UFJF, tem experiência em rádio, TV e internet. Interessa-se por pesquisas sobre televisão, telejornalismo, cidadania e juventude.Também é atuante em movimentos populares e religiosos.

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