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    Aline Maia Aline Maia 4/3/2013

    Informação é imprescindível para decisão

    InformaçãoProvavelmente, você é alvo de uma avalanche diária de informações... Notícias, mensagens publicitárias, entretenimento. Porém, você sabe o que está acontecendo na sua rua? No seu bairro? Sabe quais são as questões mais urgentes da sua cidade? Do seu país? E no mundo? De todos os conteúdos que chegam a você, quais são os realmente úteis, quais lhe oferecem os argumentos necessários à compreensão dos seus direitos e deveres? Pois, o pleno exercício da cidadania passa pelo pleno acesso à informação. Como escreve o jurista brasileiro Dalmo Dallari, "o primeiro passo para se chegar à plena proteção dos direitos é informar e conscientizar as pessoas sobre a existência de seus direitos".

    Digo isto me posicionando (e também me questionando, a autocrítica é sempre bem-vinda) como jornalista que sou. Considerando a informação uma necessidade social, temos o jornalismo como uma atividade indispensável para o exercício da cidadania. Em uma sociedade onde o acesso à realidade ocorre, prioritariamente, via meios de comunicação, o jornalismo deve ofertar aos cidadãos as informações de que precisam para tomar suas decisões e fazer suas escolhas a respeito dos assuntos que lhe interesse. Como expôs Victor Gentilli, há quase duas décadas, a atividade jornalística é fundamental para a vida moderna: para que cada pessoa se localize no mundo, em seu país, em sua cidade, situe-se ante as circunstâncias cotidianas.

    A visão popular de sociedade e política no Brasil advém, prioritariamente, dos meios eletrônicos de comunicação. Em um país onde poucos leem, a televisão e o rádio assumem papel central entre as formas de informação e de entretenimento dos indivíduos. A internet – agora com suas inúmeras redes sociais e possibilidades de interação – também tem conquistado, a cada dia, mais espaço na programação diária das pessoas. Neste cenário, parece irrelevante chamar atenção para a necessidade de informação. Afinal, ela está aí, aos montes, para quem quiser. Mas, retomo: a questão é obter informação crítica, de qualidade, isenta. Uma vez que os meios de comunicação não podem registrar tudo, sendo necessário selecionar, a questão é saber o quê chamará a atenção do público, sendo os temas priorizados determinados culturalmente.

    Cada vez mais presentes entre os seres humanos, os meios de comunicação consolidam-se como mediadores da realidade. Pensando em qual seria a função da mídia na sociedade brasileira, evocamos a Constituição Federal, que determina às emissoras de rádio e de televisão a construção de programação que atenda, preferencialmente, à divulgação de conteúdos educativos, artísticos e informativos que colaborem para a promoção da cultura nacional e regional, respeitando valores éticos e sociais da pessoa e da família.

    A cada homem e mulher, cabe o papel de refletir sobre o que lhe é oferecido em termos de informação, de conteúdo. É preciso buscar - e, sobretudo, cobrar dos veículos de comunicação - informação plural. Não basta quantidade. Também precisamos de qualidade. A sociedade necessita de um jornalismo que ofereça as informações que o cidadão tem o direito de receber para que possa exercer plenamente sua cidadania. Ao jornalista, cabe a compreensão da relevância de seu trabalho, pois este profissional acaba por exercer o papel tanto de mediador como de representante do próprio povo. É o resultado do seu trabalho que irá conferir visibilidade ao mundo.


    Aline Maia é jornalista e professora universitária. Graduada e Mestre em Comunicação pela UFJF, tem experiência em rádio, TV e internet. Interessa-se por pesquisas sobre televisão, telejornalismo, cidadania e juventude.Também é atuante em movimentos populares e religiosos.

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