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    Alessandra de Castro auxilia na promoção de famílias por meio do voluntariado O trabalho voluntário da pedagoga teve início há 15 anos. Atualmente, ela coordena o Projeto Social Santa Edwiges, desenvolvido na Paróquia Sagrado Coração de Jesus

    Aline Furtado
    Repórter
    29/10/2010
    Projeto Social Santa Edwiges

    A doação de tempo, carinho e conhecimento ao próximo começou há, aproximadamente, 15 anos, quando a pedagoga Alessandra de Castro deu início ao trabalho de catequizar crianças e adolescentes na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Bairu.

    "Tudo partiu de uma iniciativa pessoal. Basta um pouco de vontade e dedicação. Qualquer um pode fazer o bem", destaca Alessandra, que hoje é coordenadora voluntária do Projeto Social Santa Edwiges, desenvolvido na paróquia. O trabalho é voltado para a promoção de famílias moradoras de áreas socialmente vulneráveis, próximas à paróquia.

    Atualmente, o projeto é desenvolvido junto a 98 crianças e adolescentes, além de aproximadamente 50 adultos da terceira idade. Os mais jovens, com idades que variam de 7 a 15 anos, têm aulas de reforço escolar, capoeira, hip-hop, flauta, violão, decupagem, teatro, desenho, fuxico, crochê, tapeçaria e biscuit. Já aos adultos são oferecidas aulas de artes manuais e de alongamento. Integram o projeto pessoas dos bairros vizinhos à paróquia, como Santa Rita, Nossa Senhora Aparecida, Progresso, Santa Paula, Marumbi, Bonfim e Centenário (ver mapas).

    Alessandra conta que o projeto, criado há três anos, funciona como um braço das famílias atendidas, sendo, portanto, fundamental o trabalho dos voluntários. "Contamos com 40 colaboradores e posso afirmar que o retorno é muito positivo porque acompanhamos a promoção destas famílias." A pedagoga conta que muitas crianças chegam ao projeto sem alfabetização, embora estejam frequentando a escola. "A evolução delas como alunos e como pessoas é muito gratificante."

    Outro ponto destacado pela coordenadora é a possibilidade de interação com assistidos. "Muitos chegam a demonstrar agressividade devido ao próprio histórico familiar. Mas aqui encontram atenção, carinho e respeito, o que é um diferencial. É um ganho para eles, mas creio que ganhamos e aprendemos muito mais. Talvez o ganho possa parecer pequeno para quem olha de fora, mas o mínimo é muito para nós", afirma Alessandra.

    Ela conta que as oficinas são realizadas ao longo da semana, de segunda a sexta-feira. Entretanto, ela dedica apenas um dia da semana ao trabalho, já que concilia a jornada como conselheira tutelar com o voluntariado. "É preciso dedicação. Venho colaborar no meu dia de folga e sinto-me feliz por poder ajudar um pouco para o crescimento do próximo. Lidamos com muitas dificuldades, mas afirmo, com toda certeza, que vale a pena."

    Alessandra acredita que muitas pessoas utilizam desculpas para não se envolverem no voluntariado. "Vivemos em um mundo capitalista, é preciso trabalhar, ganhar dinheiro para nosso sustento, mas, se cada um doasse um pouco de si e do seu tempo, tudo seria mais fácil."

    Projeto Social Santa Edwiges Projeto Social Santa Edwiges
    Voluntárias

    As mães dos jovens assistidos atuam como voluntárias. "Oferecemos uma cesta básica às famílias. Em contrapartida, as mães trabalham no preparo do lanche oferecido pela manhã e à tarde." Além das oficinas destinadas a crianças, adolescentes e à terceira idade, o Projeto Social Santa Edwiges oferece orientação de psicólogos e fonoaudiólogos às famílias.

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken


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