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    Dia Mundial de Conscientização da Violência contra o Idoso é celebrado com ações em JF

    Segundo dados, a maioria das agressões acontece dentro da própria família, o que faz com que os idosos não procurem ajuda

    Nathália Carvalho
    *Colaboração
    15/6/2012
    Dia Mundial de Combate à violência contra o idoso

    O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, celebrado nesta sexta-feira, 15 de junho, foi marcado pela realização de ações de conscientização, atendimento médico e apresentações de teatro e coral em Juiz de Fora. No Parque Halfeld foi realizada, durante a manhã, a campanha "Dê um basta à violência: rompa o silêncio", organizada pelo Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Cerca de 500 idosos fora atendidos ao longo do dia.

    De acordo com a organizadora do evento e geriatra do HU, Eliane Baião, o objetivo da campanha era realizar mobilização e sensibilização das pessoas para o combate à violência cometida contra os idosos. "A maioria desses casos acontece dentro da própria família e, por isso, muitos acabam não identificando os agressores. É preciso orientar os idosos e as pessoas que convivem com esse tipo de violência a respeito de como e onde denunciar e procurar ajuda."

    Além de atividades de conscientização, o evento contou, ainda, com aferição de pressão, orientação nutricional, testes de glicemia e uma apresentação do coral da Associação dos Aposentados de Juiz de Fora. Na sede do Centro de Convivência do Idoso, foram realizadas palestras de orientações e a apresentação de uma peça teatral sobre o tema. No encerramento do evento, foi realizado um grande abraço ao Parque Halfeld.

    A aposentada Hellenice Fidélis, 75 anos, participa do coral e é atuante em diversos projetos voltados para os idosos. Para ela, atualmente, são oferecidos importantes direitos e manifestações de auxílio à terceira idade. "Temos muita forma de ajuda, muitos serviços e pessoas que atuam a nosso favor. É importante que se tenha paciência e respeito com os idosos, principalmente os próprios familiares. E, já que temos os nossos direitos, devemos buscá-los."

    Tipos de agressão

    Dia Mundial de Combate à violência contra o idoso

    Diversos são os tipos de violência contra os idosos: física, sexual, psicológica (agressões verbais ou gestuais), econômica ou financeira (exploração imprópria ou ilegal dos idosos e uso de seus recursos financeiros e patrimoniais sem consentimento), abandono (ausência ou deserção dos responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro ao idoso que precise de proteção), negligência (recusa ou omissão de cuidados aos idosos) e autonegligência (refere-se ao próprio idoso que se recusa a ter cuidados consigo mesmo, ocorre quando sua conduta ameaça a própria saúde ou segurança).

    Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), de 626 notificações em serviços de saúde 54% ocorreram em casa por familiares, sendo que do total 55% foram violência psicológica, 27% física, 22% abandono e 21% financeira. Entre os meses de janeiro e junho desse ano, o Disque Direitos Humanos já recebeu 145 ligações e no período de um ano (junho de 2011 a junho de 2012), 305 denúncias foram feitas. Apesar das pesquisas, Eliane explica que é difícil avaliar precisamente a situação vivida pelos idosos devido a falta de dados a respeito. "Muitas vezes os idosos não sabem que estão sofrendo algum tipo de violência e por isso não conseguimos saber especificamente quais são os casos mais recorrentes."

    De acordo com o analista da área de saúde do Sesc, José Ricardo, a dificuldade de denúncia da vítima está veiculada, ainda, com o medo da solidão e do abando por parte da família. "Normalmente, além do parentesco, eles são dependentes dos agressores. É necessário reverter essa situação de humilhações, para que o idoso conquiste sua independência." Em Juiz de Fora, são oferecidos diversos serviços de assistência ao idoso, tanto pela Prefeitura, pela Secretaria de Assistência Social, quanto por outras instituições privadas.

    *Nathália Carvalho é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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