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    Pequenos bilíngües Crianças com apenas três anos já estão aptas para aprender uma nova língua de forma lúdica e concreta, baseando-se na própria vivência infantil

    Marinella Souza
    *Colaboração
    14/03/2008

    Em uma sociedade cada vez mais competitiva, falar uma segunda língua tornou-se uma necessidade básica e quanto mais cedo, melhor. Alguns especialistas acreditam que a melhor hora para iniciar uma criança em outro idioma é quando ela começa a ser alfabetizada, mas há quem acredite que aos três anos a criança já está preparada para esse aprendizado.

    Diretora de uma escola infantil de Juiz de Fora, Andreza Giacomini (foto abaixo), acredita que desde o momento que a criança começa a desenvolver sua oralidade está pronta para aprender uma nova língua, mas a forma de abordagem tem que ser diferenciada, de acordo com a faixa etária. "A abordagem do inglês segue a dos outros conteúdos, ou seja, trabalhamos a língua de uma forma lúdica, baseada no concreto, no que eles conhecem".

    Na sua escola, o inglês é ensinado através de um material desenvolvido pelo próprio professor, que criou um projeto que trabalha os conhecimentos básicos do inglês, como as cores, as frutas ... A cada semana, a escola desenvolve pequenos projetos temáticos para todas as crianças e o professor aproveita isso para incrementar as aulas de inglês. A pedagoga e sócia de Andreza, Daniele Gobira (foto abaixo), acredita que essa é uma forma de trabalhar o idioma através do concreto.

    Foto da 
  diretora Andreza "Já fizemos, entre outras coisas, a semana dos animais. As crianças que trouxeram seus animaizinhos de estimação e o professor ensinou os nomes de cada animal, o tipo de revestimento corporal, o que eles comem. A resposta é muito positiva, porque as crianças podem interagir com o aprendizado", comenta.

    Para as pedagogas, o aprendizado, de qualquer conteúdo e, em especial, o de um novo idioma, deve ser contextualizado para surtir o efeito desejado. Respeitar a vivência e a bagagem de cada criança é fundamental para o aprendizado, que deve ser prazeroso para os pequenos. "Já dizia Rubem Alves que tudo o que é saboroso deixa boas recordações, o mesmo vale para o aprendizado: quanto mais gostoso, mais fácil".

    Quanto mais cedo, melhor

    Andreza conta que desde que montaram a escola têm parceria com uma escola de inglês para ensinar a língua para crianças de quatro anos, mas esse ano anteciparam o ensino por acreditarem que quanto antes as crianças tiverem contato com a língua mais fácil será o aprendizado e a resposta foi excelente. "As crianças respondem bem ao que é ensinado porque o conhecimento vem de forma natural, através de histórias coloridas, de músicas atraentes, enfim, de coisas que fazem parte do universo deles. Isso facilita bastante".

    Foto de
 Daniele Para atrair a atenção dos pequenos para a novidade, o método escolhido pelo professor é o mais simples. Ele já entra na sala falando tudo em inglês e a garotada fica maravilhada com aquela língua estranha. Uma vez entretidos, querem entender o que está acontecendo e ele explica que está falando do mesmo jeito que o Mickey e o Pato Donald, aí a identificação é imediata e o aprendizado vem naturalmente.

    Para Daniele, o importante no ensino infantil é a socialização, não se pode cobrar demais nem exigir muito das crianças nessa faixa etária, tem que respeitar o ritmo delas. "A abordagem tem que ser diferenciada, leve, prazerosa, senão não vai funcionar. Ao contrário do que acontece com as crianças maiores, de sete anos, por exemplo, com os pequenos não há cobrança de nota, a avaliação é natural e, às vezes, eles mesmo trazem a pequena bagagem de vida que possuem para a sala de aula e isso acrescenta muito para a dinâmica professor/aluno", explica.

    Despertando a criatividade
    Andreza explica que o grande "pulo do gato" é transformar as aulas para depois transferir isso para o papel, ou seja, se o projeto da semana são as frutas, antes de fazer uma atividade no papel, as frutas são levadas para a sala de aula para facilitar a identificação. Só depois desse contato inicial é que as atividades são realizadas. "Aos três, quatro anos, a criança já está com a oralidade solidificada, já interage com as coisas ao seu redor, a idéia é aproveitar essa interação para criar situações de aprendizagem", ensina.

    Seguindo essa filosofia da interação, a escola de Andreza e Daniele já trabalhou, além dos animais e das frutas, temas como saúde, dia das mães, dia dos pais, diversidade, páscoa, circo e as demais datas comemorativas a fim de trazer o aprendizado mais para perto das crianças, facilitando a assimilação. "O aprendizado do inglês começa pelas coisas simples como o nome da criança e dos amigos, os objetos da sala de aula".

    Foto de material
de inglês para crianças Foto de sala
de aula de inglês para crianças com o professor Foto de sala
de aula de crianças de quatro anos

    Tanto no material desenvolvido pelo professor como o oferecido pela escola de línguas conveniada, o objetivo é trabalhar com as crianças menores usando imagem e música para chamar a atenção. Segundo Daniele, o professor apresenta a história e desenvolve a didática em cima dela. "Através das imagens que mostra ele vai ensinando as palavrinhas que fazem parte daquele contexto. Usa elementos da história para ensinar o inglês e isso dá supercerto", comenta.

    Os pais estão adorando a novidade e contam orgulhosos o progresso de seus filhos. Há pouco tempo, Andreza ouviu o relato de uma mãe que estava feliz porque o filho de apenas três anos já reconhecia as cores. "Ela chegou aqui toda feliz porque o filho olhou para uma blusa azul e disse blue! Isso é muito gostoso. E as crianças também adoram falar a língua dos seus personagens favoritos", diz.

    Esse primeiro contato com o idioma é muito importante para que, mais tarde, as crianças aprendam a ler e escrever na língua. "É importante porque com a pronúncia assimilada o restante do aprendizado fica mais fácil". O importante é não ter medo de arriscar e ter em mente que a criança tem capacidade para aprender tal conteúdo da maneira adequada. Essa postura só vem a facilitar o futuro dos pequenos.

    *Marinella Souza é estudante de Comunicação da UFJF

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