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    Terça-feira, 16 de março de 2010, atualizada às 19h20

    Professores municipais paralisam atividades e aprovam, em assembleia, proposta de pauta de reivindicações

    Aline Furtado
    Repórter

    Em assembleia realizada nesta terça-feira, 16 de março, professores da rede municipal de Juiz de Fora aprovaram a proposta de pauta de reivindicações a ser apresentada à Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) nos próximos dias.

    Durante a reunião foi definido o índice de reajuste salarial da categoria, que deverá ficar entre 15% e 16%. A proposta prevê a correção do piso salarial, tendo como base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do período de 30 de abril de 2009 a 1º de maio de 2010. Os prováveis 5% referentes a esta correção seriam somados ao reajuste de 5,53% relacionados às perdas salariais do ano de 2009 e a 5% referentes a perdas salariais históricas.

    O presidente do Sindicato dos Professores de Juiz de Fora (Sinpro), Flávio Bitarello, destaca que a intenção é entregar ao Poder Executivo, de forma conjunta, as propostas de todos os sindicatos, entre eles, professores, médicos, engenheiros e demais servidores públicos municipais. "Vamos aguardar a realização das assembleias de cada um dos sindicatos para apresentar nossas propostas à Prefeitura."

    Segundo Bitarello, a expectativa é de que a reunião entre os representantes dos trabalhadores e o Executivo ocorra no início do mês de abril. Na próxima terça-feira, dia 23, será realizada a assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu). O coordenador do Sinpro, vereador Roberto Cupolillo (Betão - PT), ressalta que a intenção é apresentar um índice único para reajuste de todas as categorias, enquanto as reivindicações específicas devem ser entregues separadamente.

    Entre as principais reivindicações da categoria estão a efetivação imediata dos professores concursados, a redução de carga horária dos secretários escolares para 30 horas semanais, o direito a vale-transporte para todos os professores que recebem até cinco salários mínimos, o reajuste do valor da Ajuda de Custo para Valorização do Magistério (ACVM) para R$ 780, a ampliação do número de dirigentes sindicais liberados para o Sinpro, a ampliação da Casa do Servidor e a garantia da vacinação contra a Gripe A para todos os professores.

    A classe luta ainda pelo pagamento de gratificação para diretores e vices sobre dois salários, pela criação de cargo de professor eventual, para que as salas de Educação Infantil e do primeiro ano do Ensino Fundamental tenham número máximo de 17 alunos, que turmas do segundo ao sexto ano do Ensino Fundamental tenham no máximo 25 alunos e turmas do sétimo ao nono ano do Ensino Fundamental contem com no máximo 30 alunos. Além disso, os professores querem a implantação do serviço social nas escolas municipais, o número máximo de dez turmas por coordenador escolar, sendo um por turno, a imediata implementação da Lei 11.738/08, que trata do piso salarial do magistério, e a imediata reversão da terceirização das creches municipais.

    Segundo a assessoria de comunicação da PJF, das 102 escolas do município, 50 tiveram as atividades totalmente paralisadas e 52 funcionaram parcialmente. A adesão dos professores municipais ao movimento foi de 70%.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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