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    Terça-feira, 1 de novembro de 2011, atualizada às 13h11

    AGU vai recorrer da decisão que anulou questões do Enem 

    Victor Machado
    *Colaboração
    Provas

    A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer até quinta-feira, 3 de novembro, da decisão da Justiça Federal no Ceará que anulou 13 questões das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. O pedido para que os itens fossem cancelados foi feito pelo Ministério Público Federal naquele estado após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram cobradas no exame. Os itens estavam em apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010. O pré-teste é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC), para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma.

    Em nota divulgada nesta terça, o MEC e o Inep reforçaram a intenção de recorrer da decisão da Justiça Federal. Os órgãos avaliaram que a sentença foi "desproporcional", mas que preserva o exame já que afasta a possibilidade de cancelamento da prova em todo o país, hipótese defendida pelo Ministério Público. Desde que se constatou o vazamento das questões, o MEC passou a defender que fossem canceladas apenas as provas dos alunos do Colégio Christus, que teriam uma nova oportunidade de fazer o Enem no fim de novembro.

    Decisão da Justiça não deve afetar alunos

    Para o coordenador pedagógico de um curso pré-vestibular de Juiz de Fora, Sérgio Castro, a decisão não deve afetar os estudantes da cidade. "Não acredito que nossos estudantes serão prejudicados com a anulação dessas questões. Obviamente, quem se sentir prejudicado poderá entrar na Justiça. O método da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que é uma análise das respostas do aluno, não dificulta o prejuízo nas anulações."

    Castro não acredita que a decisão será mantida. "Visto o que ocorreu no ano passado, é muito improvável. O poder do Governo Federal é muito grande nessas decisões. O histórico é que elas são sempre favoráveis a quem pede anulação, mas na hora do recurso, o MEC ganha."

    Para o coordenador pedagógico, no final, apenas os 639 alunos do Colégio Christus terão que refazer a prova e serão os mais prejudicados. "Eles terão que passar pelo processo todo novamente e serão os principais afetados. O universo do Enem é muito grande e falhas na segurança já eram previstas." Segundo ele, os estudantes do cursinho seguem o calendário acadêmico normalmente e já estão se preparando para a segunda fase do Vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

    *Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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