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    Estudantes da UFJF buscam financiamento para apresentação de trabalho científico em Singapura

    Com corte de recursos vindos do Governo Federal, alunas de fisioterapia buscam alternativas para viajar e garantir apresentação internacional

    Lucas Soares
    Repórter
    10/03/2015

    As estudantes do 10º período do curso de fisioterapia da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Amanda Madeira Zancanelli (à esquerda), 26, e Natasha Riniere Barbosa (à direita), 23, estão em busca de financiamento para viajar para Singapura e apresentar um estudo científico na área da fisioterapia do trabalho no país asiático. A viagem que poderia ter apoio da instituição, segundo as estudantes, foi cancelada devido ao corte de 30% do orçamento do Programa de Apoio à Qualificação (Proquali).  

    De acordo com as alunas, a análise foi realizada durante um ano e meio em uma empresa público/privado em Juiz de Fora, onde as profissionais realizaram intervenção fisioterapêutica preventiva para acometimentos e agravos de distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, chamados de DORTs. Esta é a segunda causa de adoecimento de trabalhadores no Brasil e são provocados por movimentos repetidos de qualquer parte do corpo, que podem provocar lesões em tendões, músculos e articulações, principalmente em braços, ombros e pescoço, devido ao uso constante ou a manutenção de posturas inadequadas. O estudo também foi baseado em dados do boletim estatístico da Previdência Social e alcançou resultados satisfatórios em 72% dos pacientes.

    O projeto foi enviado para a Confederação Mundial de Fisioterapeutas (WCPT – World Confederation for Physical Therapy), aprovado e agendado para ser apresentado no dia 2 de maio deste ano, no maior fórum internacional de fisioterapia. Sem recursos, as estudantes buscam um financiamento coletivo de R$ 7 mil para viajar. "Vão profissionais de todos os continentes a fim de demonstrar, apresentar e discutir novas propostas em distintas áreas de conhecimento científico e do campo de atuação do fisioterapeuta, responsável por prevenir, cuidar e promover a saúde funcional humana. Também são apresentados no congresso as últimas tecnologias e conhecimentos acerca da saúde funcional", explica Amanda.

    Falta de incentivo

    Segundo Natasha, a falta de incentivo que o Brasil dá para a área é um fator motivacional em busca de reconhecimento do trabalho em território internacional. "Aqui a produção de conhecimento científico acerca da saúde funcional ainda é muito incipiente e pouco divulgada, carece de apoio dos órgãos públicos e das agencias de fomento de modo democrático, principalmente na área da fisioterapia, que constantemente é desvalorizada. Devido ao momento crítico que o nosso país atravessa, não obtivemos o possível apoio da UFJF, que teve seu orçamento drasticamente reduzido. Acreditamos que são poucos os fóruns científicos específicos sobre a saúde funcional no Brasil. Este evento permite uma internacionalização e integração de fisioterapeutas brasileiros com o restante do mundo, e acredito ser importante para a troca de experiências, mais divulgação de resultados das pesquisas, constituindo uma forma de estímulo para os pesquisadores brasileiros, implantação de novas tecnologias e formas de tratamento para o paciente daqui", opina.  

    Por meio de nota, a UFJF esclarece que "passa por um momento de reestruturação orçamentária, resultado dos cortes anunciados pelo Governo Federal e que atingem todos os ministérios, incluindo o da Educação. O repasse mensal de custeio às universidades federais do país tem sido de 1/18 do orçamento anual (ao contrário de 1/12), refletindo o contingenciamento de 30% definido pelo Governo. Desta forma, a UFJF, como todas as universidades brasileiras, precisa realizar ajustes para ter um desempenho financeiro dentro destes limites. Entre estas medidas estão a redução de 30% do orçamento destinado a diárias e passagens nacionais e a suspensão temporária da emissão de passagens internacionais."

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