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    Nome do Colunista Nícea Helena Nogueira 18/02/2016

    Trabalhos acadêmicos sem dificuldade: Orientação Acadêmica

    fotoQualquer Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) deve ser orientado ou, pelo menos, supervisionado. A orientação é obrigatória em cursos de pós-graduação stricto (Mestrado e Doutorado) e lato sensu (Especialização ou Aperfeiçoamento): cada aluno será atendido, individualmente, por um orientador, que pode ter, no máximo, 8 orientandos. No entanto, para a monografia de conclusão de curso de graduação, esse papel é exercido por um professor também chamado de supervisor que, em alguns casos, é designado para acompanhar as monografias de uma turma inteira de alunos. O necessário é ter alguém com quem você possa conversar e discutir a pesquisa, desde como vai ser feita, se o tema escolhido é relevante, até como o TCC vai ser submetido à banca de defesa no final.

    Como toda orientação é uma relação entre duas pessoas, alguns cuidados devem ser observados. A dica mais importante é manter um relacionamento profissional entre orientador e aluno. Durante a orientação, não é aconselhável ir discutir a pesquisa em mesa de bar nem fazer da orientação um confessionário onde as lamúrias pessoais de ambos abrem a conversa. Você pode ser amigo do seu orientador, pode gostar muito dele e admirá-lo. Entretanto, na hora de sentarem juntos para a orientação, deve ficar bem claro quem é o professor, quem é o aluno. Esses papéis requerem direitos e deveres que, quando respeitados, fotogarantem o sucesso do TCC.

    Na verdade, o mais recomendado é que a amizade comece mesmo depois da banca de defesa. Resolvam primeiro o TCC, depois sejam amigos do peito. Há casos extremos em que orientadores se casam com orientandos, como também há o caso em que o orientando matou o orientador com um machado. Relações passionais não devem encontrar lugar nas sessões de orientação. Não é para isso que se faz pesquisa e, sim, para produzir conhecimento.

    Vamos aos direitos e deveres dessa relação profissional de orientação:

    - É direito do aluno ter sessões de orientação periódicas e ter um orientador experiente na sua área de pesquisa. Se você não tem orientador ou se a orientação não está dando certo, se os interesses acadêmicos dos dois apresentam divergências, está na hora de você procurar o coordenador do curso, expor a situação e pedir uma solução. Você não está fazendo nada demais, só exigindo o seu direito. E, lembre-se, todos estão sendo pagos para resolverem o seu problema: o orientador e o coordenador, seja por meio da sua mensalidade ou pelo governo com dinheiro público.

    foto- É dever do aluno respeitar o seu orientador, assumir uma postura humilde perante o mestre, acatar as suas sugestões, argumentar de forma educada quando discordar, desempenhar as tarefas por ele atribuídas dentro do tempo estipulado e, acima de tudo, respeitar os horários do orientador. Combine com o seu orientador quando vocês podem conversar e também qual o melhor meio de comunicação para ambos. E quando não puder comparecer a uma sessão de orientação, avise-o com antecedência. Não fale mal do seu orientador, nem se ele merecer. Seja ético.

    - É direito do orientador escolher o orientando de acordo com a sua linha de pesquisa, exigir que ele desenvolva um plano de estudos para a conclusão do TCC dentro do prazo previsto pelo curso, pedir a troca de orientação se o aluno não estiver cumprindo o plano ou se o aluno assumir uma postura desrespeitosa durante a elaboração do TCC. Desentendimentos acontecem e o seu orientador pode dispensá-lo a qualquer momento, ele tem esse direito. Então, ande na linha. O orientador também pode desenvolver pesquisas tendo o orientando como auxiliar.

    foto- É dever do orientador passar a bibliografia inicial do tema da pesquisa para o orientando, assim como motivar o orientado a publicar artigos científicos e participar em eventos da área. Cabe ao orientador ler e corrigir o TCC, pelo menos uma vez, antes da banca de defesa, além de verificar se a pesquisa não contém plágio e se é original em cursos de Doutorado. O orientador é responsável pela montagem e documentação da banca de defesa. É ele quem convida os examinadores e seus respectivos suplentes para participarem da banca. Não é o aluno quem deve convidar.

    Com os meios de comunicação tão eficientes de hoje em dia, parece que alguns alunos esquecem que o orientador dorme, tem família, descansa no domingo e tira férias. Há alunos ansiosos que ligam, mandam mensagens e se aborrecem se o orientador não responde logo. Final de semana não é o momento apropriado para telefonar nem mandar mensagem pedindo a solução de uma dúvida na pesquisa. Lembre-se, é uma relação profissional e deve observar os horários e espaços de ambas as partes. Espere a segunda-feira de manhã, dentro do horário comercial, e, então, entre em contato. Se você tem urgência, no máximo mande um e-mail e reze para ele abrir a caixa postal eletrônica no domingo.

    Evite orientações na casa do orientador ou na casa do orientando. Procurem um lugar adequado e neutro para conversarem, de preferência dentro da faculdade, como o gabinete do orientador ou mesmo uma sala de aula vazia naquele horário. Há cursos que disponibilizam gabinetes ou salas de orientação. Utilize-os. Intimidade não combina com pesquisa científica!

    Na nossa próxima coluna, vamos dar dicas de apresentações de trabalhos em eventos científicos, como congressos, seminários, jornadas e encontros. See ya!


    Nícea Helena Nogueira é revisora de textos acadêmicos. Doutora em Letras pela UNESP-São José do Rio Preto, SP. Professora de Inglês e Literaturas de Língua Inglesa da Faculdade de Letras da UFJF. Coordenadora Geral do Programa Idiomas Sem Fronteiras (IsF) da UFJF. Licenciada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Foi Professora Titular e Coordenadora do Programa de Mestrado em Letras, do Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (CES/JF) e Diretora do Centro de Pesquisa na mesma Instituição. Lecionou, também, na Faculdade Suprema, na Unipac e na Faculdade de Direito do Instituto Vianna Júnior. Autora do livro Laurence Sterne e Machado de Assis: a tradição da sátira menipéia, entre outras publicações. Professora de Metodologia de Pesquisa desde 2000.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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