Lucas Soares Lucas Soares 4/08/2014

Sem times brasileiros fica difícil, EA Sports!

A ausência de equipes brasileiras no Fifa 15, anunciada pela EA Sports na última semana, deixou muitos gamers decepcionados. Este, que vos fala, é um que já lamentou pra caramba a ausência dos nossos times e jogadores do game - fato que não acontecia há 16 anos! Mas por que diabos isso aconteceu?

Pesquisando, pesquisando e pesquisando consegui chegar a conclusão de que a culpa disso é o fim do Clube dos Treze. Por quê? Porque não há mais uma entidade que responda pelos clubes brasileiros no país. A EA Sports teria que negociar individualmente com as agremiações, e, simplesmente, achou mais fácil não fazer isso. No comunicado emitido, a empresa anunciou que "o processo de licenciamento dos jogadores do campeonato brasileiro sofreu algumas mudanças" e "que seguirá na busca de ter um relacionamento cada vez mais próximo dos fãs, assim como manter uma linha de comunicação aberta com os detentores dos direitos brasileiros."

E onde que entra a nossa situação com o futebol e essa bagunça gerada pelos próprios organizadores do campeonato? Quem paga o pato, mais uma vez, somos nós. É mais um gol pra conta do "7 a 1". Culpa da desorganização e do amadorismo.

Mas estranha-me ainda mais o único clube a se pronunciar de forma oficial perante à esta decisão ter sido o Santos. Em nota, o time da baixada afirmou que possuí contrato vigente com a empresa até 2018 e que em "nenhum momento foi procurado pela empresa para qualquer acordo." Nota que reforce a tese de que a EA achou mais prático não negociar individualmente com os times.

Pense de forma simples agora: os clubes vão expor suas marcas em um game de profundidade internacional, tornando-se reconhecidos por fãs de futebol no mundo inteiro. Que clube em sã consciência dificultaria tal negociação, principalmente sendo conhecida a atual situação financeira dos times daqui e a vontade de internacionalizar a marca? Todos saem ganhando. Poderia ter sido de forma fácil, mas não foi.

Essa história da EA Sports fica mais mal contada ainda quando o maior concorrente deles, o Pro Evolution Soccer, da Konami, terá, mais uma vez, todos os times da Série A do Brasileirão licenciados e com os rostos reais da maioria dos jogadores. Sério, eu tento entender, mas quanto mais eu tento, mais difícil fica... Os caras não querem vender?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 4/08/2014

Sem times brasileiros fica difícil, EA Sports!

A ausência de equipes brasileiras no Fifa 15, anunciada pela EA Sports na última semana, deixou muitos gamers decepcionados. Este, que vos fala, é um que já lamentou pra caramba a ausência dos nossos times e jogadores do game - fato que não acontecia há 16 anos! Mas por que diabos isso aconteceu?

Pesquisando, pesquisando e pesquisando consegui chegar a conclusão de que a culpa disso é o fim do Clube dos Treze. Por quê? Porque não há mais uma entidade que responda pelos clubes brasileiros no país. A EA Sports teria que negociar individualmente com as agremiações, e, simplesmente, achou mais fácil não fazer isso. No comunicado emitido, a empresa anunciou que "o processo de licenciamento dos jogadores do campeonato brasileiro sofreu algumas mudanças" e "que seguirá na busca de ter um relacionamento cada vez mais próximo dos fãs, assim como manter uma linha de comunicação aberta com os detentores dos direitos brasileiros."

E onde que entra a nossa situação com o futebol e essa bagunça gerada pelos próprios organizadores do campeonato? Quem paga o pato, mais uma vez, somos nós. É mais um gol pra conta do "7 a 1". Culpa da desorganização e do amadorismo.

Mas estranha-me ainda mais o único clube a se pronunciar de forma oficial perante à esta decisão ter sido o Santos. Em nota, o time da baixada afirmou que possuí contrato vigente com a empresa até 2018 e que em "nenhum momento foi procurado pela empresa para qualquer acordo." Nota que reforce a tese de que a EA achou mais prático não negociar individualmente com os times.

Pense de forma simples agora: os clubes vão expor suas marcas em um game de profundidade internacional, tornando-se reconhecidos por fãs de futebol no mundo inteiro. Que clube em sã consciência dificultaria tal negociação, principalmente sendo conhecida a atual situação financeira dos times daqui e a vontade de internacionalizar a marca? Todos saem ganhando. Poderia ter sido de forma fácil, mas não foi.

Essa história da EA Sports fica mais mal contada ainda quando o maior concorrente deles, o Pro Evolution Soccer, da Konami, terá, mais uma vez, todos os times da Série A do Brasileirão licenciados e com os rostos reais da maioria dos jogadores. Sério, eu tento entender, mas quanto mais eu tento, mais difícil fica... Os caras não querem vender?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 4/08/2014

Sem times brasileiros fica difícil, EA Sports!

A ausência de equipes brasileiras no Fifa 15, anunciada pela EA Sports na última semana, deixou muitos gamers decepcionados. Este, que vos fala, é um que já lamentou pra caramba a ausência dos nossos times e jogadores do game - fato que não acontecia há 16 anos! Mas por que diabos isso aconteceu?

Pesquisando, pesquisando e pesquisando consegui chegar a conclusão de que a culpa disso é o fim do Clube dos Treze. Por quê? Porque não há mais uma entidade que responda pelos clubes brasileiros no país. A EA Sports teria que negociar individualmente com as agremiações, e, simplesmente, achou mais fácil não fazer isso. No comunicado emitido, a empresa anunciou que "o processo de licenciamento dos jogadores do campeonato brasileiro sofreu algumas mudanças" e "que seguirá na busca de ter um relacionamento cada vez mais próximo dos fãs, assim como manter uma linha de comunicação aberta com os detentores dos direitos brasileiros."

E onde que entra a nossa situação com o futebol e essa bagunça gerada pelos próprios organizadores do campeonato? Quem paga o pato, mais uma vez, somos nós. É mais um gol pra conta do "7 a 1". Culpa da desorganização e do amadorismo.

Mas estranha-me ainda mais o único clube a se pronunciar de forma oficial perante à esta decisão ter sido o Santos. Em nota, o time da baixada afirmou que possuí contrato vigente com a empresa até 2018 e que em "nenhum momento foi procurado pela empresa para qualquer acordo." Nota que reforce a tese de que a EA achou mais prático não negociar individualmente com os times.

Pense de forma simples agora: os clubes vão expor suas marcas em um game de profundidade internacional, tornando-se reconhecidos por fãs de futebol no mundo inteiro. Que clube em sã consciência dificultaria tal negociação, principalmente sendo conhecida a atual situação financeira dos times daqui e a vontade de internacionalizar a marca? Todos saem ganhando. Poderia ter sido de forma fácil, mas não foi.

Essa história da EA Sports fica mais mal contada ainda quando o maior concorrente deles, o Pro Evolution Soccer, da Konami, terá, mais uma vez, todos os times da Série A do Brasileirão licenciados e com os rostos reais da maioria dos jogadores. Sério, eu tento entender, mas quanto mais eu tento, mais difícil fica... Os caras não querem vender?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.