Lucas Soares Lucas Soares 14/07/2014

A hora da reconstrução

A expectativa por parte da torcida era enorme. O sonho do hexa no nosso país estava mais vivo do que nunca, faltavam apenas dois passos. Era preciso superar o favoritismo da Alemanha e os desfalques de Thiago Silva e Neymar. E, como já sabemos, fomos humilhados futebolisticamente falando e acabamos nem subindo ao "pódio" da Copa do Mundo, no nosso país. Por quê?

Se no meu último texto eu falava da necessidade de se superar diante da Alemanha, hoje o papo é a necessidade de reconstruir os cacos que sobraram desta Seleção. É verdade que o material humano não é dos melhores, que a produção de jogadores nas categorias de base é vergonhosa, que os clubes devem, e muito, à bancos, governos, atletas e funcionários. Então como pontuar tais melhorias ao futebol?

O primeiro passo seria a melhora da saúde financeira dos clubes. Obrigá-los a honrar com os próprios compromissos, pagar impostos e salários em dia. A Lei da Responsabilidade Fiscal do Esporte está prevista para ser votada ainda este mês no Congresso Nacional e, caso passe pelos deputados, depois pelos senadores e seja sancionada pela presidente Dilma, punirá os clubes que não honrarem sua missão social e seus compromissos com rebaixamento para divisões anteriores e da responsabilização dos dirigentes. Saiba mais aqui.

Tomada esta medida, obrigatoriamente, os clubes vão parar de contratar jogadores caros, que são praticamente impossíveis de manter na atual situação financeira do nosso futebol. Teremos, necessariamente, que olhar para as categorias de base, investindo mais em nossos garotos, em metodologias de treino e ensino. Àqueles que desejarem trabalhar com futebol, que sejam instruídos desde pequeno a seguir carreira. Algo semelhante ao que é efeito na Alemanha, como foi mostrado pelo Esporte Espetacular, da Rede Globo. Veja.

Dado início à resolução deste problema, é preciso reciclar o que temos hoje aqui. Treinadores que já fizeram sucesso, mas caíram no ostracismo e que são frequentemente lembrados para este ou aquele trabalho, já são cartas fora do baralho há tempos. Casos de Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana, Emerson Leão e o próprio Felipão, responsável por rebaixar o Palmeiras, são apenas alguns exemplos. Por outro lado, um exemplo positivo é Valdir Espinosa que retirou-se dos gramados justamente para aprender novos métodos de trabalho. O trabalho que ele vem desenvolvendo pode ser conhecido no Twitter pessoal de Espinosa, inclusive trocando informações com o público, cada vez mais inteirado no futebol internacional. Ele está hoje com 66 anos e já afirmou que voltaria aos gramados, caso surja uma proposta. Por que não?

Com este problema dos treinadores em andamento, agora é pensar no que acontece dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Oligarquias, interesses pessoais, financeiros e afastamento da Seleção do próprio país são apenas alguns exemplos. Quantas vezes o Brasil jogou um amistoso em solo canarinho desde 2010, quando começou a preparação para o Mundial? Qual foi a ligação que estes jogadores, convocados para a Copa, tinham com a nossa torcida? É de conhecimento público que os amistosos da Seleção Brasileira são vendidos para uma empresa, esta responsável por escolher os adversários e os locais da partida. Convém àqueles que lhes pagarem mais.

Falando em dinheiro, também apresentamos a imensa desigualdade das cotas de televisão e os salários astronômicos de jogadores comuns. É justo, por exemplo, que pelo triênio 2015-2017 Corinthians, Flamengo e São Paulo levem, cada um, R$ 500 milhões (valor estimado) da Rede Globo como bônus de exibição na TV aberta, enquanto o pequeno Chapecoense não leva nem 10% disso? Todos fazem o campeonato de forma igualitária, e por mais que eu saiba que o Corinthians, o Flamengo e o São Paulo tragam mais audiência para o jogo na TV, que fim terá os times que são mal pagos? Rebaixamento por falta de recursos para se manter, e ser obrigado a manter um elenco de custo menor?

Percebam que o problema citado no início, da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, volta a aparecer aqui no último argumento. Se um determinado clube tem mais dinheiro para gastar, vai poder pagar melhores salários e trazer melhores jogadores, mesmo que isso comprometa os próximos dois anos, afinal, a cota de TV vai salvar aquele período. Novamente pego o exemplo do Flamengo - que estou mais familiarizado, para expor as dívidas do clube: em dezembro 2011, devia-se R$ 355,5 milhões; em 2012, 803,7 milhões!! Este período coincidiu com a chegada de Ronaldinho Gaúcho ao clube. Quando a nova diretoria assumiu, a dívida foi para R$ 757,4 milhões e caminha para números menores. Então porque não falar do Cruzeiro, já muito elogiado nesta coluna. Os números apontam um aumento de 40% nas dívidas do clube mineiro. Investiu-se em contratações, em um treinador com uma metodologia de ensino nova, reformulou o próprio elenco. Foi campeão em 2013 e lidera em 2014. O tempo dirá se o investimento inicial, somada à aparente boa administração, fará o Cruzeiro reduzir seus números.

Por fim, é preciso escutar o movimento Bom Senso F.C., formado por jogadores que já atuaram no exterior e buscam trazer o que viram de melhor por lá, pra cá. Espaçar e equalizar o calendário, fidelizar o torcedor, tornar o futebol um evento atrativo, familiar e seguro. Temos 12 arenas esportivas "padrão FIFA", que devem ser utilizadas para a prática do futebol.

No entanto, o resultado destas sugestões, caso aceitas, não virá em 2018 ou 2022. Pode até ser que conquistemos o hexa, mas se não vier, não é hora de desesperar e querer mudar tudo de novo. O que aconteceu aqui no dia 8 de julho jamais deve ser esquecido. Deve ser lembrado, para tornar-se o pontapé inicial de uma nova e vitoriosa geração. Lembrem-se sempre: o sucesso alemão demorou 14 anos, mas veio. O nosso pode demorar, pode ser mais rápido, ou pode nem chegar com um título de Copa do Mundo. Mas a necessidade de mudança, começando imediatamente, é enorme.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 14/07/2014

A hora da reconstrução

A expectativa por parte da torcida era enorme. O sonho do hexa no nosso país estava mais vivo do que nunca, faltavam apenas dois passos. Era preciso superar o favoritismo da Alemanha e os desfalques de Thiago Silva e Neymar. E, como já sabemos, fomos humilhados futebolisticamente falando e acabamos nem subindo ao "pódio" da Copa do Mundo, no nosso país. Por quê?

Se no meu último texto eu falava da necessidade de se superar diante da Alemanha, hoje o papo é a necessidade de reconstruir os cacos que sobraram desta Seleção. É verdade que o material humano não é dos melhores, que a produção de jogadores nas categorias de base é vergonhosa, que os clubes devem, e muito, à bancos, governos, atletas e funcionários. Então como pontuar tais melhorias ao futebol?

O primeiro passo seria a melhora da saúde financeira dos clubes. Obrigá-los a honrar com os próprios compromissos, pagar impostos e salários em dia. A Lei da Responsabilidade Fiscal do Esporte está prevista para ser votada ainda este mês no Congresso Nacional e, caso passe pelos deputados, depois pelos senadores e seja sancionada pela presidente Dilma, punirá os clubes que não honrarem sua missão social e seus compromissos com rebaixamento para divisões anteriores e da responsabilização dos dirigentes. Saiba mais aqui.

Tomada esta medida, obrigatoriamente, os clubes vão parar de contratar jogadores caros, que são praticamente impossíveis de manter na atual situação financeira do nosso futebol. Teremos, necessariamente, que olhar para as categorias de base, investindo mais em nossos garotos, em metodologias de treino e ensino. Àqueles que desejarem trabalhar com futebol, que sejam instruídos desde pequeno a seguir carreira. Algo semelhante ao que é efeito na Alemanha, como foi mostrado pelo Esporte Espetacular, da Rede Globo. Veja.

Dado início à resolução deste problema, é preciso reciclar o que temos hoje aqui. Treinadores que já fizeram sucesso, mas caíram no ostracismo e que são frequentemente lembrados para este ou aquele trabalho, já são cartas fora do baralho há tempos. Casos de Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana, Emerson Leão e o próprio Felipão, responsável por rebaixar o Palmeiras, são apenas alguns exemplos. Por outro lado, um exemplo positivo é Valdir Espinosa que retirou-se dos gramados justamente para aprender novos métodos de trabalho. O trabalho que ele vem desenvolvendo pode ser conhecido no Twitter pessoal de Espinosa, inclusive trocando informações com o público, cada vez mais inteirado no futebol internacional. Ele está hoje com 66 anos e já afirmou que voltaria aos gramados, caso surja uma proposta. Por que não?

Com este problema dos treinadores em andamento, agora é pensar no que acontece dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Oligarquias, interesses pessoais, financeiros e afastamento da Seleção do próprio país são apenas alguns exemplos. Quantas vezes o Brasil jogou um amistoso em solo canarinho desde 2010, quando começou a preparação para o Mundial? Qual foi a ligação que estes jogadores, convocados para a Copa, tinham com a nossa torcida? É de conhecimento público que os amistosos da Seleção Brasileira são vendidos para uma empresa, esta responsável por escolher os adversários e os locais da partida. Convém àqueles que lhes pagarem mais.

Falando em dinheiro, também apresentamos a imensa desigualdade das cotas de televisão e os salários astronômicos de jogadores comuns. É justo, por exemplo, que pelo triênio 2015-2017 Corinthians, Flamengo e São Paulo levem, cada um, R$ 500 milhões (valor estimado) da Rede Globo como bônus de exibição na TV aberta, enquanto o pequeno Chapecoense não leva nem 10% disso? Todos fazem o campeonato de forma igualitária, e por mais que eu saiba que o Corinthians, o Flamengo e o São Paulo tragam mais audiência para o jogo na TV, que fim terá os times que são mal pagos? Rebaixamento por falta de recursos para se manter, e ser obrigado a manter um elenco de custo menor?

Percebam que o problema citado no início, da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, volta a aparecer aqui no último argumento. Se um determinado clube tem mais dinheiro para gastar, vai poder pagar melhores salários e trazer melhores jogadores, mesmo que isso comprometa os próximos dois anos, afinal, a cota de TV vai salvar aquele período. Novamente pego o exemplo do Flamengo - que estou mais familiarizado, para expor as dívidas do clube: em dezembro 2011, devia-se R$ 355,5 milhões; em 2012, 803,7 milhões!! Este período coincidiu com a chegada de Ronaldinho Gaúcho ao clube. Quando a nova diretoria assumiu, a dívida foi para R$ 757,4 milhões e caminha para números menores. Então porque não falar do Cruzeiro, já muito elogiado nesta coluna. Os números apontam um aumento de 40% nas dívidas do clube mineiro. Investiu-se em contratações, em um treinador com uma metodologia de ensino nova, reformulou o próprio elenco. Foi campeão em 2013 e lidera em 2014. O tempo dirá se o investimento inicial, somada à aparente boa administração, fará o Cruzeiro reduzir seus números.

Por fim, é preciso escutar o movimento Bom Senso F.C., formado por jogadores que já atuaram no exterior e buscam trazer o que viram de melhor por lá, pra cá. Espaçar e equalizar o calendário, fidelizar o torcedor, tornar o futebol um evento atrativo, familiar e seguro. Temos 12 arenas esportivas "padrão FIFA", que devem ser utilizadas para a prática do futebol.

No entanto, o resultado destas sugestões, caso aceitas, não virá em 2018 ou 2022. Pode até ser que conquistemos o hexa, mas se não vier, não é hora de desesperar e querer mudar tudo de novo. O que aconteceu aqui no dia 8 de julho jamais deve ser esquecido. Deve ser lembrado, para tornar-se o pontapé inicial de uma nova e vitoriosa geração. Lembrem-se sempre: o sucesso alemão demorou 14 anos, mas veio. O nosso pode demorar, pode ser mais rápido, ou pode nem chegar com um título de Copa do Mundo. Mas a necessidade de mudança, começando imediatamente, é enorme.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 14/07/2014

A hora da reconstrução

A expectativa por parte da torcida era enorme. O sonho do hexa no nosso país estava mais vivo do que nunca, faltavam apenas dois passos. Era preciso superar o favoritismo da Alemanha e os desfalques de Thiago Silva e Neymar. E, como já sabemos, fomos humilhados futebolisticamente falando e acabamos nem subindo ao "pódio" da Copa do Mundo, no nosso país. Por quê?

Se no meu último texto eu falava da necessidade de se superar diante da Alemanha, hoje o papo é a necessidade de reconstruir os cacos que sobraram desta Seleção. É verdade que o material humano não é dos melhores, que a produção de jogadores nas categorias de base é vergonhosa, que os clubes devem, e muito, à bancos, governos, atletas e funcionários. Então como pontuar tais melhorias ao futebol?

O primeiro passo seria a melhora da saúde financeira dos clubes. Obrigá-los a honrar com os próprios compromissos, pagar impostos e salários em dia. A Lei da Responsabilidade Fiscal do Esporte está prevista para ser votada ainda este mês no Congresso Nacional e, caso passe pelos deputados, depois pelos senadores e seja sancionada pela presidente Dilma, punirá os clubes que não honrarem sua missão social e seus compromissos com rebaixamento para divisões anteriores e da responsabilização dos dirigentes. Saiba mais aqui.

Tomada esta medida, obrigatoriamente, os clubes vão parar de contratar jogadores caros, que são praticamente impossíveis de manter na atual situação financeira do nosso futebol. Teremos, necessariamente, que olhar para as categorias de base, investindo mais em nossos garotos, em metodologias de treino e ensino. Àqueles que desejarem trabalhar com futebol, que sejam instruídos desde pequeno a seguir carreira. Algo semelhante ao que é efeito na Alemanha, como foi mostrado pelo Esporte Espetacular, da Rede Globo. Veja.

Dado início à resolução deste problema, é preciso reciclar o que temos hoje aqui. Treinadores que já fizeram sucesso, mas caíram no ostracismo e que são frequentemente lembrados para este ou aquele trabalho, já são cartas fora do baralho há tempos. Casos de Vanderlei Luxemburgo, Joel Santana, Emerson Leão e o próprio Felipão, responsável por rebaixar o Palmeiras, são apenas alguns exemplos. Por outro lado, um exemplo positivo é Valdir Espinosa que retirou-se dos gramados justamente para aprender novos métodos de trabalho. O trabalho que ele vem desenvolvendo pode ser conhecido no Twitter pessoal de Espinosa, inclusive trocando informações com o público, cada vez mais inteirado no futebol internacional. Ele está hoje com 66 anos e já afirmou que voltaria aos gramados, caso surja uma proposta. Por que não?

Com este problema dos treinadores em andamento, agora é pensar no que acontece dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Oligarquias, interesses pessoais, financeiros e afastamento da Seleção do próprio país são apenas alguns exemplos. Quantas vezes o Brasil jogou um amistoso em solo canarinho desde 2010, quando começou a preparação para o Mundial? Qual foi a ligação que estes jogadores, convocados para a Copa, tinham com a nossa torcida? É de conhecimento público que os amistosos da Seleção Brasileira são vendidos para uma empresa, esta responsável por escolher os adversários e os locais da partida. Convém àqueles que lhes pagarem mais.

Falando em dinheiro, também apresentamos a imensa desigualdade das cotas de televisão e os salários astronômicos de jogadores comuns. É justo, por exemplo, que pelo triênio 2015-2017 Corinthians, Flamengo e São Paulo levem, cada um, R$ 500 milhões (valor estimado) da Rede Globo como bônus de exibição na TV aberta, enquanto o pequeno Chapecoense não leva nem 10% disso? Todos fazem o campeonato de forma igualitária, e por mais que eu saiba que o Corinthians, o Flamengo e o São Paulo tragam mais audiência para o jogo na TV, que fim terá os times que são mal pagos? Rebaixamento por falta de recursos para se manter, e ser obrigado a manter um elenco de custo menor?

Percebam que o problema citado no início, da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, volta a aparecer aqui no último argumento. Se um determinado clube tem mais dinheiro para gastar, vai poder pagar melhores salários e trazer melhores jogadores, mesmo que isso comprometa os próximos dois anos, afinal, a cota de TV vai salvar aquele período. Novamente pego o exemplo do Flamengo - que estou mais familiarizado, para expor as dívidas do clube: em dezembro 2011, devia-se R$ 355,5 milhões; em 2012, 803,7 milhões!! Este período coincidiu com a chegada de Ronaldinho Gaúcho ao clube. Quando a nova diretoria assumiu, a dívida foi para R$ 757,4 milhões e caminha para números menores. Então porque não falar do Cruzeiro, já muito elogiado nesta coluna. Os números apontam um aumento de 40% nas dívidas do clube mineiro. Investiu-se em contratações, em um treinador com uma metodologia de ensino nova, reformulou o próprio elenco. Foi campeão em 2013 e lidera em 2014. O tempo dirá se o investimento inicial, somada à aparente boa administração, fará o Cruzeiro reduzir seus números.

Por fim, é preciso escutar o movimento Bom Senso F.C., formado por jogadores que já atuaram no exterior e buscam trazer o que viram de melhor por lá, pra cá. Espaçar e equalizar o calendário, fidelizar o torcedor, tornar o futebol um evento atrativo, familiar e seguro. Temos 12 arenas esportivas "padrão FIFA", que devem ser utilizadas para a prática do futebol.

No entanto, o resultado destas sugestões, caso aceitas, não virá em 2018 ou 2022. Pode até ser que conquistemos o hexa, mas se não vier, não é hora de desesperar e querer mudar tudo de novo. O que aconteceu aqui no dia 8 de julho jamais deve ser esquecido. Deve ser lembrado, para tornar-se o pontapé inicial de uma nova e vitoriosa geração. Lembrem-se sempre: o sucesso alemão demorou 14 anos, mas veio. O nosso pode demorar, pode ser mais rápido, ou pode nem chegar com um título de Copa do Mundo. Mas a necessidade de mudança, começando imediatamente, é enorme.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, é jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e apaixonado por futebol. Atualmente, é aluno de pós-graduação em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora, Repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.