Lucas Soares Lucas Soares 18/05/2015

Zico! Zico! Zico!

Era uma tarde de sol, no fim de dezembro em 2013, no Rio de Janeiro. No lendário Maracanã, craques do presente e do passado iriam se reunir para fazer a tradicional pelada de fim de ano do Rio, o Jogo das Estrelas. Um torcedor fanático do Flamengo estava pertinho, em Copacabana, mas não conseguiu ir ao Maraca. Logo ele, que havia acompanhado de perto o tri-campeonato da Copa do Brasil um mês antes, o hexa-campeonato Brasileiro uns anos antes, dentro daquele mesmo Maracanã. A tristeza era tão grande que nem quis ver pela TV. Mais tarde, quando foi ler sobre a partida, os olhos ficaram mais úmidos do que o habitual com a manchete pós jogo. "Zico agradece amigos e parceiros por sucesso do Jogo das Estrelas e confirma 'segunda aposentadoria'". Bateu tristeza.

Aquilo era o fim. A última chance de ver em campo aquele que é protagonista das principais glórias do Flamengo, mesmo que com 60 anos, aposentado do futebol, havia passado. Ficariam apenas as imagens construídas através de videotapes da televisão, do Youtube, e as histórias contadas por quem viveu a década de 1980. O Galinho de Quintino, sofrendo com as dores no joelho, havia abandonado, de novo, os gramados.

Quis o destino que o Palmeiras, que pouco tem a ver com o Flamengo, tivesse um papel fundamental para virar essa história. Ao inaugurar o Alliaz Parque, novo estádio do Verdão, entre os convidados estava Ademir da Guia, o maior ídolo do time paulista. Com 72 anos, o ex-craque teve a chance de se despedir de sua torcida, jogou uma partida festiva e ainda marcou um gol. Zico, ao ver tudo aquilo, decidiu que jogaria até onde pudesse.

Quis o destino, novamente, que justamente em 2014, fariam 25 anos que o Eterno Camisa 10 da Gávea deixava o futebol profissional. A partida havia acontecido em Juiz de Fora, com uma Goleada de 5 a 0 sobre o Fluminense, dessas com G maiúsculo mesmo, e entrado para a história. E, para celebrar a data, um jogo festivo foi marcado na cidade onde reside e morava aquele torcedor fanático do rubro-negro carioca.

Foram quase um mês de expectativa. Será que Zico daria entrevista coletiva? Atenderia pedidos da imprensa para tirar fotos, autografaria um Manto Sagrado? Nada disso era previsto em contrato, mas aos poucos, tudo foi se acertando. A coletiva foi marcada e o torcedor, que é jornalista, logo pensou: "é ali, a oportunidade é essa!". Na noite anterior, nem dormiu direito. Acordava várias vezes pensando em como seria estar perto de Zico, aquele que foi responsável direto pela grandeza do seu clube. O que falaria? Tinha umas 20 perguntas de cabeça, um agradecimento que precisava ser dito, uma foto para ser tirada...

O trânsito no Rio de Janeiro fez tudo demorar mais do que o previsto. Com mais de uma hora de atraso, o Galinho chegou ao local marcado. Atendeu pacientemente vários fãs que o esperavam do lado de fora do hotel, deixando a imprensa e os torcedores ainda mais ansiosos. Em um dia frio e chuvoso, por baixo da blusa de frio era possível sentir o suor do torcedor escorrendo. As mãos estavam úmidas de nervosismo. Era uma coisa que não podia ser explicada. Será que tudo daria certo?

Zico chegou. Cumprimentou à todos com um aceno geral. Foram explicadas as regras da coletiva: uma pergunta por veículo. Danou-se! Como faria para perguntar tudo o que o jornalista queria saber? Calma, guarde sua pergunta, deixe os outros também falarem. O Galinho pegou a palavra. Pediu que ajudássemos o Victor, torcedor do Vasco, que precisa fazer uma cirurgia na Tailândia e sua família não tem como arcar. Marcou seu primeiro gol do dia. Logo depois, pediu desculpas pelo atraso. Começou a coletiva. Perguntas sobre sua expectativa para o jogo, sua visão do futebol do interior, sua opinião sobre a falta de jogadores como ele no futebol mundial, sobre Seleção Brasileira foram sendo feitas. O jornalista, então, disse sua pergunta:

Zico, primeiramente queria agradecer a tudo o que você fez pelo Flamengo. Em 2013 você anunciou que não jogaria mais em atividades festivas. O que te fez mudar de ideia?

Zico agradeceu. Outra pessoa poderia se gabar, mas não Zico. Zico agradeceu e respondeu. "O Ademir da Guia, com 72 anos. Ele não fez seis cirurgias como eu, mas eu gosto de jogar minhas peladas, vou jogando até onde der. Os médicos estão loucos, querem botar prótese, mas eu vou levando. Não estou sentindo dor, está tudo bem".

De 20 perguntas, a escolhida foi quase que pessoal. O que teria acontecido para que aquele jornalista realizasse seu sonho estava respondido. Um "obrigado" saiu, com sentido duplo. Primeiro por ter respondido a pergunta, e em seguida, por continuar jogando e permitir que um sonho, que Zico sequer desconfia que existisse, fosse realizado.

O dia seguiu de forma intensa. Após a coletiva, pose com fotos com quem o pedisse. Muitos elogios por parte de todos, um depoimento emocionado de um torcedor fez com que os presentes naquela sala de entrevista batessem palmas. Zico era mesmo um craque em campo e continua sendo fora dele. Atendeu todos que o pediram, mesmo com agenda apertada. Até enquanto comia, foi solicito com quem o chamou para uma rápida foto e um autógrafo.

No estádio, para mais de 4 mil torcedores, marcou o seu único gol em campo e foi chamado, novamente, de Rei pela torcida do Flamengo. Disse para os presentes sobre a história do Victor no microfone, sendo entrevistado pela imprensa, e com certeza, ajudou ao jovem. Hoje, com 62 anos, Zico segue marcando seus gols, mesmo aposentado. Alguns, talvez nem se dá conta de que marca. Mas não é isso mesmo que faz um grande artilheiro?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 18/05/2015

Zico! Zico! Zico!

Era uma tarde de sol, no fim de dezembro em 2013, no Rio de Janeiro. No lendário Maracanã, craques do presente e do passado iriam se reunir para fazer a tradicional pelada de fim de ano do Rio, o Jogo das Estrelas. Um torcedor fanático do Flamengo estava pertinho, em Copacabana, mas não conseguiu ir ao Maraca. Logo ele, que havia acompanhado de perto o tri-campeonato da Copa do Brasil um mês antes, o hexa-campeonato Brasileiro uns anos antes, dentro daquele mesmo Maracanã. A tristeza era tão grande que nem quis ver pela TV. Mais tarde, quando foi ler sobre a partida, os olhos ficaram mais úmidos do que o habitual com a manchete pós jogo. "Zico agradece amigos e parceiros por sucesso do Jogo das Estrelas e confirma 'segunda aposentadoria'". Bateu tristeza.

Aquilo era o fim. A última chance de ver em campo aquele que é protagonista das principais glórias do Flamengo, mesmo que com 60 anos, aposentado do futebol, havia passado. Ficariam apenas as imagens construídas através de videotapes da televisão, do Youtube, e as histórias contadas por quem viveu a década de 1980. O Galinho de Quintino, sofrendo com as dores no joelho, havia abandonado, de novo, os gramados.

Quis o destino que o Palmeiras, que pouco tem a ver com o Flamengo, tivesse um papel fundamental para virar essa história. Ao inaugurar o Alliaz Parque, novo estádio do Verdão, entre os convidados estava Ademir da Guia, o maior ídolo do time paulista. Com 72 anos, o ex-craque teve a chance de se despedir de sua torcida, jogou uma partida festiva e ainda marcou um gol. Zico, ao ver tudo aquilo, decidiu que jogaria até onde pudesse.

Quis o destino, novamente, que justamente em 2014, fariam 25 anos que o Eterno Camisa 10 da Gávea deixava o futebol profissional. A partida havia acontecido em Juiz de Fora, com uma Goleada de 5 a 0 sobre o Fluminense, dessas com G maiúsculo mesmo, e entrado para a história. E, para celebrar a data, um jogo festivo foi marcado na cidade onde reside e morava aquele torcedor fanático do rubro-negro carioca.

Foram quase um mês de expectativa. Será que Zico daria entrevista coletiva? Atenderia pedidos da imprensa para tirar fotos, autografaria um Manto Sagrado? Nada disso era previsto em contrato, mas aos poucos, tudo foi se acertando. A coletiva foi marcada e o torcedor, que é jornalista, logo pensou: "é ali, a oportunidade é essa!". Na noite anterior, nem dormiu direito. Acordava várias vezes pensando em como seria estar perto de Zico, aquele que foi responsável direto pela grandeza do seu clube. O que falaria? Tinha umas 20 perguntas de cabeça, um agradecimento que precisava ser dito, uma foto para ser tirada...

O trânsito no Rio de Janeiro fez tudo demorar mais do que o previsto. Com mais de uma hora de atraso, o Galinho chegou ao local marcado. Atendeu pacientemente vários fãs que o esperavam do lado de fora do hotel, deixando a imprensa e os torcedores ainda mais ansiosos. Em um dia frio e chuvoso, por baixo da blusa de frio era possível sentir o suor do torcedor escorrendo. As mãos estavam úmidas de nervosismo. Era uma coisa que não podia ser explicada. Será que tudo daria certo?

Zico chegou. Cumprimentou à todos com um aceno geral. Foram explicadas as regras da coletiva: uma pergunta por veículo. Danou-se! Como faria para perguntar tudo o que o jornalista queria saber? Calma, guarde sua pergunta, deixe os outros também falarem. O Galinho pegou a palavra. Pediu que ajudássemos o Victor, torcedor do Vasco, que precisa fazer uma cirurgia na Tailândia e sua família não tem como arcar. Marcou seu primeiro gol do dia. Logo depois, pediu desculpas pelo atraso. Começou a coletiva. Perguntas sobre sua expectativa para o jogo, sua visão do futebol do interior, sua opinião sobre a falta de jogadores como ele no futebol mundial, sobre Seleção Brasileira foram sendo feitas. O jornalista, então, disse sua pergunta:

Zico, primeiramente queria agradecer a tudo o que você fez pelo Flamengo. Em 2013 você anunciou que não jogaria mais em atividades festivas. O que te fez mudar de ideia?

Zico agradeceu. Outra pessoa poderia se gabar, mas não Zico. Zico agradeceu e respondeu. "O Ademir da Guia, com 72 anos. Ele não fez seis cirurgias como eu, mas eu gosto de jogar minhas peladas, vou jogando até onde der. Os médicos estão loucos, querem botar prótese, mas eu vou levando. Não estou sentindo dor, está tudo bem".

De 20 perguntas, a escolhida foi quase que pessoal. O que teria acontecido para que aquele jornalista realizasse seu sonho estava respondido. Um "obrigado" saiu, com sentido duplo. Primeiro por ter respondido a pergunta, e em seguida, por continuar jogando e permitir que um sonho, que Zico sequer desconfia que existisse, fosse realizado.

O dia seguiu de forma intensa. Após a coletiva, pose com fotos com quem o pedisse. Muitos elogios por parte de todos, um depoimento emocionado de um torcedor fez com que os presentes naquela sala de entrevista batessem palmas. Zico era mesmo um craque em campo e continua sendo fora dele. Atendeu todos que o pediram, mesmo com agenda apertada. Até enquanto comia, foi solicito com quem o chamou para uma rápida foto e um autógrafo.

No estádio, para mais de 4 mil torcedores, marcou o seu único gol em campo e foi chamado, novamente, de Rei pela torcida do Flamengo. Disse para os presentes sobre a história do Victor no microfone, sendo entrevistado pela imprensa, e com certeza, ajudou ao jovem. Hoje, com 62 anos, Zico segue marcando seus gols, mesmo aposentado. Alguns, talvez nem se dá conta de que marca. Mas não é isso mesmo que faz um grande artilheiro?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 18/05/2015

Zico! Zico! Zico!

Era uma tarde de sol, no fim de dezembro em 2013, no Rio de Janeiro. No lendário Maracanã, craques do presente e do passado iriam se reunir para fazer a tradicional pelada de fim de ano do Rio, o Jogo das Estrelas. Um torcedor fanático do Flamengo estava pertinho, em Copacabana, mas não conseguiu ir ao Maraca. Logo ele, que havia acompanhado de perto o tri-campeonato da Copa do Brasil um mês antes, o hexa-campeonato Brasileiro uns anos antes, dentro daquele mesmo Maracanã. A tristeza era tão grande que nem quis ver pela TV. Mais tarde, quando foi ler sobre a partida, os olhos ficaram mais úmidos do que o habitual com a manchete pós jogo. "Zico agradece amigos e parceiros por sucesso do Jogo das Estrelas e confirma 'segunda aposentadoria'". Bateu tristeza.

Aquilo era o fim. A última chance de ver em campo aquele que é protagonista das principais glórias do Flamengo, mesmo que com 60 anos, aposentado do futebol, havia passado. Ficariam apenas as imagens construídas através de videotapes da televisão, do Youtube, e as histórias contadas por quem viveu a década de 1980. O Galinho de Quintino, sofrendo com as dores no joelho, havia abandonado, de novo, os gramados.

Quis o destino que o Palmeiras, que pouco tem a ver com o Flamengo, tivesse um papel fundamental para virar essa história. Ao inaugurar o Alliaz Parque, novo estádio do Verdão, entre os convidados estava Ademir da Guia, o maior ídolo do time paulista. Com 72 anos, o ex-craque teve a chance de se despedir de sua torcida, jogou uma partida festiva e ainda marcou um gol. Zico, ao ver tudo aquilo, decidiu que jogaria até onde pudesse.

Quis o destino, novamente, que justamente em 2014, fariam 25 anos que o Eterno Camisa 10 da Gávea deixava o futebol profissional. A partida havia acontecido em Juiz de Fora, com uma Goleada de 5 a 0 sobre o Fluminense, dessas com G maiúsculo mesmo, e entrado para a história. E, para celebrar a data, um jogo festivo foi marcado na cidade onde reside e morava aquele torcedor fanático do rubro-negro carioca.

Foram quase um mês de expectativa. Será que Zico daria entrevista coletiva? Atenderia pedidos da imprensa para tirar fotos, autografaria um Manto Sagrado? Nada disso era previsto em contrato, mas aos poucos, tudo foi se acertando. A coletiva foi marcada e o torcedor, que é jornalista, logo pensou: "é ali, a oportunidade é essa!". Na noite anterior, nem dormiu direito. Acordava várias vezes pensando em como seria estar perto de Zico, aquele que foi responsável direto pela grandeza do seu clube. O que falaria? Tinha umas 20 perguntas de cabeça, um agradecimento que precisava ser dito, uma foto para ser tirada...

O trânsito no Rio de Janeiro fez tudo demorar mais do que o previsto. Com mais de uma hora de atraso, o Galinho chegou ao local marcado. Atendeu pacientemente vários fãs que o esperavam do lado de fora do hotel, deixando a imprensa e os torcedores ainda mais ansiosos. Em um dia frio e chuvoso, por baixo da blusa de frio era possível sentir o suor do torcedor escorrendo. As mãos estavam úmidas de nervosismo. Era uma coisa que não podia ser explicada. Será que tudo daria certo?

Zico chegou. Cumprimentou à todos com um aceno geral. Foram explicadas as regras da coletiva: uma pergunta por veículo. Danou-se! Como faria para perguntar tudo o que o jornalista queria saber? Calma, guarde sua pergunta, deixe os outros também falarem. O Galinho pegou a palavra. Pediu que ajudássemos o Victor, torcedor do Vasco, que precisa fazer uma cirurgia na Tailândia e sua família não tem como arcar. Marcou seu primeiro gol do dia. Logo depois, pediu desculpas pelo atraso. Começou a coletiva. Perguntas sobre sua expectativa para o jogo, sua visão do futebol do interior, sua opinião sobre a falta de jogadores como ele no futebol mundial, sobre Seleção Brasileira foram sendo feitas. O jornalista, então, disse sua pergunta:

Zico, primeiramente queria agradecer a tudo o que você fez pelo Flamengo. Em 2013 você anunciou que não jogaria mais em atividades festivas. O que te fez mudar de ideia?

Zico agradeceu. Outra pessoa poderia se gabar, mas não Zico. Zico agradeceu e respondeu. "O Ademir da Guia, com 72 anos. Ele não fez seis cirurgias como eu, mas eu gosto de jogar minhas peladas, vou jogando até onde der. Os médicos estão loucos, querem botar prótese, mas eu vou levando. Não estou sentindo dor, está tudo bem".

De 20 perguntas, a escolhida foi quase que pessoal. O que teria acontecido para que aquele jornalista realizasse seu sonho estava respondido. Um "obrigado" saiu, com sentido duplo. Primeiro por ter respondido a pergunta, e em seguida, por continuar jogando e permitir que um sonho, que Zico sequer desconfia que existisse, fosse realizado.

O dia seguiu de forma intensa. Após a coletiva, pose com fotos com quem o pedisse. Muitos elogios por parte de todos, um depoimento emocionado de um torcedor fez com que os presentes naquela sala de entrevista batessem palmas. Zico era mesmo um craque em campo e continua sendo fora dele. Atendeu todos que o pediram, mesmo com agenda apertada. Até enquanto comia, foi solicito com quem o chamou para uma rápida foto e um autógrafo.

No estádio, para mais de 4 mil torcedores, marcou o seu único gol em campo e foi chamado, novamente, de Rei pela torcida do Flamengo. Disse para os presentes sobre a história do Victor no microfone, sendo entrevistado pela imprensa, e com certeza, ajudou ao jovem. Hoje, com 62 anos, Zico segue marcando seus gols, mesmo aposentado. Alguns, talvez nem se dá conta de que marca. Mas não é isso mesmo que faz um grande artilheiro?


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.