Lucas Soares Lucas Soares 4/05/2015

O respeito ainda não voltou, Eurico

Ao eliminar o Flamengo do Campeonato Carioca, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, declarou: "O respeito voltou, ponto". Duas semanas depois, o Gigante da Colina se sagra campeão do torneio, fato que não acontecia desde 2003, e a torcida entoa para todos os cantos que "o respeito voltou", o mesmo que disse seu presidente.

No entanto, convido principalmente os vascaínos à fazer uma análise sobre os últimos anos do clube e questionar se apenas um título é suficiente para o "respeito voltar". Vejamos: nos últimos onze anos, o Vasco ganhou uma Taça Rio (2004), uma Série B (2009) e uma Copa do Brasil (2011), além do título Carioca de ontem. Em onze anos, foram quatro títulos, sendo que a Taça Rio sequer tem relevância no cenário nacional, e dois rebaixamentos da Série A.

A qual respeito Eurico se referiu ao afirmar que "o respeito voltou"? O "respeito" da influência pró-Vasco na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e de sentar na cadeira do presidente da instituição, colocando as cartas na mesa? O respeito de peitar a TV Globo em relação ao dinheiro das cotas de transmissão? Ou o respeito de que hoje o Vasco tem um time razoável, diferente de anos anteriores, com potencial para levantar um Estadual? Todos estes juntos?

É preciso levar algo muito importante em consideração ao se falar de respeito. Respeito se conquista, não se impõe. A impressão de que eu tenho é de que esta frase, dita aos quatro cantos no Brasil desde às 18h de domingo, está sendo imposta. Eu acredito que falta muito pro respeito (no real significado da palavra) do Vasco voltar. No entanto, o Vasco se dá o respeito, o que é diferente.

Eurico assumiu o Vasco no fim de 2014 e diz tentar arrumar a casa. Mantém salários em dia, paga contas e impostos, e vai reformar o ginásio do clube, com apoio da torcida. Montou um time razoável, com um ótimo treinador, e os resultados apareceram no Carioca. Dizem que o resultado em campo é reflexo do trabalho entre diretoria, comissão técnica e jogadores. O Vasco foi melhor que os adversários nos quatro jogos decisivos do Carioca e mereceu completamente o título.

Mas é importante que, principalmente os vascaínos mais ligados na vida política do time, não se esquecerem quem é Eurico Miranda. Na festa do título, botou uma família de torcedores para fora porque a música, que ele mesmo idolatra, foi puxada. Disse que aquela não era para qualquer ocasião, que ninguém ali estava pagando nada e exigiu que o grupo deixasse o local. Isso, pra mim, não é respeito. 

Se o presidente vascaíno faz mais bem ou mais mal ao Vasco, isso cabe a cada torcedor julgar. Pra mim, que não sou torcedor, acredito que sua influência é mais negativa do que positiva. Já li gente que o apóia, e gente que o critica. Mas hoje, assim como foi ontem e será amanhã, é dia de festa para os vascaínos. Meus parabéns pelo título! Hoje o Rio é de vocês!


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

Lucas Soares Lucas Soares 4/05/2015

O respeito ainda não voltou, Eurico

Ao eliminar o Flamengo do Campeonato Carioca, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, declarou: "O respeito voltou, ponto". Duas semanas depois, o Gigante da Colina se sagra campeão do torneio, fato que não acontecia desde 2003, e a torcida entoa para todos os cantos que "o respeito voltou", o mesmo que disse seu presidente.

No entanto, convido principalmente os vascaínos à fazer uma análise sobre os últimos anos do clube e questionar se apenas um título é suficiente para o "respeito voltar". Vejamos: nos últimos onze anos, o Vasco ganhou uma Taça Rio (2004), uma Série B (2009) e uma Copa do Brasil (2011), além do título Carioca de ontem. Em onze anos, foram quatro títulos, sendo que a Taça Rio sequer tem relevância no cenário nacional, e dois rebaixamentos da Série A.

A qual respeito Eurico se referiu ao afirmar que "o respeito voltou"? O "respeito" da influência pró-Vasco na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e de sentar na cadeira do presidente da instituição, colocando as cartas na mesa? O respeito de peitar a TV Globo em relação ao dinheiro das cotas de transmissão? Ou o respeito de que hoje o Vasco tem um time razoável, diferente de anos anteriores, com potencial para levantar um Estadual? Todos estes juntos?

É preciso levar algo muito importante em consideração ao se falar de respeito. Respeito se conquista, não se impõe. A impressão de que eu tenho é de que esta frase, dita aos quatro cantos no Brasil desde às 18h de domingo, está sendo imposta. Eu acredito que falta muito pro respeito (no real significado da palavra) do Vasco voltar. No entanto, o Vasco se dá o respeito, o que é diferente.

Eurico assumiu o Vasco no fim de 2014 e diz tentar arrumar a casa. Mantém salários em dia, paga contas e impostos, e vai reformar o ginásio do clube, com apoio da torcida. Montou um time razoável, com um ótimo treinador, e os resultados apareceram no Carioca. Dizem que o resultado em campo é reflexo do trabalho entre diretoria, comissão técnica e jogadores. O Vasco foi melhor que os adversários nos quatro jogos decisivos do Carioca e mereceu completamente o título.

Mas é importante que, principalmente os vascaínos mais ligados na vida política do time, não se esquecerem quem é Eurico Miranda. Na festa do título, botou uma família de torcedores para fora porque a música, que ele mesmo idolatra, foi puxada. Disse que aquela não era para qualquer ocasião, que ninguém ali estava pagando nada e exigiu que o grupo deixasse o local. Isso, pra mim, não é respeito. 

Se o presidente vascaíno faz mais bem ou mais mal ao Vasco, isso cabe a cada torcedor julgar. Pra mim, que não sou torcedor, acredito que sua influência é mais negativa do que positiva. Já li gente que o apóia, e gente que o critica. Mas hoje, assim como foi ontem e será amanhã, é dia de festa para os vascaínos. Meus parabéns pelo título! Hoje o Rio é de vocês!


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.

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Lucas Soares Lucas Soares 4/05/2015

O respeito ainda não voltou, Eurico

Ao eliminar o Flamengo do Campeonato Carioca, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, declarou: "O respeito voltou, ponto". Duas semanas depois, o Gigante da Colina se sagra campeão do torneio, fato que não acontecia desde 2003, e a torcida entoa para todos os cantos que "o respeito voltou", o mesmo que disse seu presidente.

No entanto, convido principalmente os vascaínos à fazer uma análise sobre os últimos anos do clube e questionar se apenas um título é suficiente para o "respeito voltar". Vejamos: nos últimos onze anos, o Vasco ganhou uma Taça Rio (2004), uma Série B (2009) e uma Copa do Brasil (2011), além do título Carioca de ontem. Em onze anos, foram quatro títulos, sendo que a Taça Rio sequer tem relevância no cenário nacional, e dois rebaixamentos da Série A.

A qual respeito Eurico se referiu ao afirmar que "o respeito voltou"? O "respeito" da influência pró-Vasco na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e de sentar na cadeira do presidente da instituição, colocando as cartas na mesa? O respeito de peitar a TV Globo em relação ao dinheiro das cotas de transmissão? Ou o respeito de que hoje o Vasco tem um time razoável, diferente de anos anteriores, com potencial para levantar um Estadual? Todos estes juntos?

É preciso levar algo muito importante em consideração ao se falar de respeito. Respeito se conquista, não se impõe. A impressão de que eu tenho é de que esta frase, dita aos quatro cantos no Brasil desde às 18h de domingo, está sendo imposta. Eu acredito que falta muito pro respeito (no real significado da palavra) do Vasco voltar. No entanto, o Vasco se dá o respeito, o que é diferente.

Eurico assumiu o Vasco no fim de 2014 e diz tentar arrumar a casa. Mantém salários em dia, paga contas e impostos, e vai reformar o ginásio do clube, com apoio da torcida. Montou um time razoável, com um ótimo treinador, e os resultados apareceram no Carioca. Dizem que o resultado em campo é reflexo do trabalho entre diretoria, comissão técnica e jogadores. O Vasco foi melhor que os adversários nos quatro jogos decisivos do Carioca e mereceu completamente o título.

Mas é importante que, principalmente os vascaínos mais ligados na vida política do time, não se esquecerem quem é Eurico Miranda. Na festa do título, botou uma família de torcedores para fora porque a música, que ele mesmo idolatra, foi puxada. Disse que aquela não era para qualquer ocasião, que ninguém ali estava pagando nada e exigiu que o grupo deixasse o local. Isso, pra mim, não é respeito. 

Se o presidente vascaíno faz mais bem ou mais mal ao Vasco, isso cabe a cada torcedor julgar. Pra mim, que não sou torcedor, acredito que sua influência é mais negativa do que positiva. Já li gente que o apóia, e gente que o critica. Mas hoje, assim como foi ontem e será amanhã, é dia de festa para os vascaínos. Meus parabéns pelo título! Hoje o Rio é de vocês!


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol, repórter no portal Acessa.com e Editor-chefe do blog Flamengo em Foco. Já atuou em veículos impressos da cidade e como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal.