Lucas Soares Lucas Soares 19/10/2015

Os flamenguistas jogam a toalha. E querem um novo time

"Acabou o amor". A clássica frase dita pela torcida do Flamengo quando o time vai mal voltou, com força, na tarde do último domingo, 18 de outubro. Depois do show de horrores protagonizado pela equipe do técnico Oswaldo de Oliveira, que conseguiu ser derrotada cinco vezes nos últimos seis jogos, a Nação soltou o verbo contra o time montado para 2015 e não perdoou ninguém.

Estive no Maracanã assistindo ao jogo. Foi ruim, muito ruim, de se ver. Imagina torcer. Simplesmente não dava para não ficar p*** da vida com cada passe errado e chance desperdiçada pelos jogadores. O Fla ficou com a bola, teve posse, finalizou mais e, mesmo assim, não conseguiu marcar. O Inter, com o placar favorável, recuou e só se defendeu.

Guerrero, a estrela maior da companhia rubro-negra, desperdiçou várias chances de empatar a partida e mostra, a cada rodada, seu desconforto com o Rio de Janeiro. O ex-corintiano chegou com banca, a contratação do ano, mas parece não ter se adaptado ao novo clube. Mostra nervosismo, faz excessivas faltas e parece desatento em campo. Claro que o grupo não ajuda, mas a Seleção Peruana também não é grandes coisas e ele parece muito mais confortável jogando por lá.

Não convém cobrar jogadores sem talento que seguem sendo escalados como titulares jogo após jogo, treinador após treinador. Pará, César Martins, Márcio Araújo e Canteros, com a bola que jogam hoje, não seriam titulares em nenhum outro time da Série A, mas são incontestáveis no time do Flamengo. Quando mais de 28 mil corajosos torcedores esbravejam "time sem vergonha" após mais uma partida, é porque algo deve ser feito. Já passou da hora de pensar. Deve-se cobrar de quem os contrata.

Se forem culpar alguém, culpe quem os contratou, quem criou expectativas em uma participação melhor no campeonato e prometeu algo que não pode cumprir. Quando Eduardo Bandeira de Mello, Rodrigo Caetano, Vanderlei Luxemburgo (técnico no início do ano) montaram essa equipe e prometeram um 2015 melhor, nem o rubro-negro mais pessimista contava em ser eliminado duas vezes para o Vasco em duas competições diferentes e somar, até o momento, 15 derrotas em 31 jogos pelo Brasileirão. Só Vasco, Goiás e Avaí perderam mais vezes.

Sem chances de rebaixamento e sem chances de Libertadores (apesar dos matemágicos darem 3%), o Flamengo deve começar a planejar 2016 agora. Que se faça uma avaliação completa do elenco, dispense/venda os jogadores sem talento e contrate pontualmente. O dinheiro já não é desculpa, afinal, o clube tem uma das maiores folhas salariais do país e não consegue montar bons elencos.

Um entrave, no entanto, vai fazer esse possível planejamento nem sair. Em dezembro, haverá novas eleições presidenciais na Gávea e nenhuma decisão deve ser tomada antes do resultado. Os rubro-negros já podem torcer para 2017 chegar rápido.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol e repórter no portal Acessa.com. Já atuou em veículos impressos da cidade, como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal e foi editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

Lucas Soares Lucas Soares 19/10/2015

Os flamenguistas jogam a toalha. E querem um novo time

"Acabou o amor". A clássica frase dita pela torcida do Flamengo quando o time vai mal voltou, com força, na tarde do último domingo, 18 de outubro. Depois do show de horrores protagonizado pela equipe do técnico Oswaldo de Oliveira, que conseguiu ser derrotada cinco vezes nos últimos seis jogos, a Nação soltou o verbo contra o time montado para 2015 e não perdoou ninguém.

Estive no Maracanã assistindo ao jogo. Foi ruim, muito ruim, de se ver. Imagina torcer. Simplesmente não dava para não ficar p*** da vida com cada passe errado e chance desperdiçada pelos jogadores. O Fla ficou com a bola, teve posse, finalizou mais e, mesmo assim, não conseguiu marcar. O Inter, com o placar favorável, recuou e só se defendeu.

Guerrero, a estrela maior da companhia rubro-negra, desperdiçou várias chances de empatar a partida e mostra, a cada rodada, seu desconforto com o Rio de Janeiro. O ex-corintiano chegou com banca, a contratação do ano, mas parece não ter se adaptado ao novo clube. Mostra nervosismo, faz excessivas faltas e parece desatento em campo. Claro que o grupo não ajuda, mas a Seleção Peruana também não é grandes coisas e ele parece muito mais confortável jogando por lá.

Não convém cobrar jogadores sem talento que seguem sendo escalados como titulares jogo após jogo, treinador após treinador. Pará, César Martins, Márcio Araújo e Canteros, com a bola que jogam hoje, não seriam titulares em nenhum outro time da Série A, mas são incontestáveis no time do Flamengo. Quando mais de 28 mil corajosos torcedores esbravejam "time sem vergonha" após mais uma partida, é porque algo deve ser feito. Já passou da hora de pensar. Deve-se cobrar de quem os contrata.

Se forem culpar alguém, culpe quem os contratou, quem criou expectativas em uma participação melhor no campeonato e prometeu algo que não pode cumprir. Quando Eduardo Bandeira de Mello, Rodrigo Caetano, Vanderlei Luxemburgo (técnico no início do ano) montaram essa equipe e prometeram um 2015 melhor, nem o rubro-negro mais pessimista contava em ser eliminado duas vezes para o Vasco em duas competições diferentes e somar, até o momento, 15 derrotas em 31 jogos pelo Brasileirão. Só Vasco, Goiás e Avaí perderam mais vezes.

Sem chances de rebaixamento e sem chances de Libertadores (apesar dos matemágicos darem 3%), o Flamengo deve começar a planejar 2016 agora. Que se faça uma avaliação completa do elenco, dispense/venda os jogadores sem talento e contrate pontualmente. O dinheiro já não é desculpa, afinal, o clube tem uma das maiores folhas salariais do país e não consegue montar bons elencos.

Um entrave, no entanto, vai fazer esse possível planejamento nem sair. Em dezembro, haverá novas eleições presidenciais na Gávea e nenhuma decisão deve ser tomada antes do resultado. Os rubro-negros já podem torcer para 2017 chegar rápido.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol e repórter no portal Acessa.com. Já atuou em veículos impressos da cidade, como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal e foi editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.

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Lucas Soares Lucas Soares 19/10/2015

Os flamenguistas jogam a toalha. E querem um novo time

"Acabou o amor". A clássica frase dita pela torcida do Flamengo quando o time vai mal voltou, com força, na tarde do último domingo, 18 de outubro. Depois do show de horrores protagonizado pela equipe do técnico Oswaldo de Oliveira, que conseguiu ser derrotada cinco vezes nos últimos seis jogos, a Nação soltou o verbo contra o time montado para 2015 e não perdoou ninguém.

Estive no Maracanã assistindo ao jogo. Foi ruim, muito ruim, de se ver. Imagina torcer. Simplesmente não dava para não ficar p*** da vida com cada passe errado e chance desperdiçada pelos jogadores. O Fla ficou com a bola, teve posse, finalizou mais e, mesmo assim, não conseguiu marcar. O Inter, com o placar favorável, recuou e só se defendeu.

Guerrero, a estrela maior da companhia rubro-negra, desperdiçou várias chances de empatar a partida e mostra, a cada rodada, seu desconforto com o Rio de Janeiro. O ex-corintiano chegou com banca, a contratação do ano, mas parece não ter se adaptado ao novo clube. Mostra nervosismo, faz excessivas faltas e parece desatento em campo. Claro que o grupo não ajuda, mas a Seleção Peruana também não é grandes coisas e ele parece muito mais confortável jogando por lá.

Não convém cobrar jogadores sem talento que seguem sendo escalados como titulares jogo após jogo, treinador após treinador. Pará, César Martins, Márcio Araújo e Canteros, com a bola que jogam hoje, não seriam titulares em nenhum outro time da Série A, mas são incontestáveis no time do Flamengo. Quando mais de 28 mil corajosos torcedores esbravejam "time sem vergonha" após mais uma partida, é porque algo deve ser feito. Já passou da hora de pensar. Deve-se cobrar de quem os contrata.

Se forem culpar alguém, culpe quem os contratou, quem criou expectativas em uma participação melhor no campeonato e prometeu algo que não pode cumprir. Quando Eduardo Bandeira de Mello, Rodrigo Caetano, Vanderlei Luxemburgo (técnico no início do ano) montaram essa equipe e prometeram um 2015 melhor, nem o rubro-negro mais pessimista contava em ser eliminado duas vezes para o Vasco em duas competições diferentes e somar, até o momento, 15 derrotas em 31 jogos pelo Brasileirão. Só Vasco, Goiás e Avaí perderam mais vezes.

Sem chances de rebaixamento e sem chances de Libertadores (apesar dos matemágicos darem 3%), o Flamengo deve começar a planejar 2016 agora. Que se faça uma avaliação completa do elenco, dispense/venda os jogadores sem talento e contrate pontualmente. O dinheiro já não é desculpa, afinal, o clube tem uma das maiores folhas salariais do país e não consegue montar bons elencos.

Um entrave, no entanto, vai fazer esse possível planejamento nem sair. Em dezembro, haverá novas eleições presidenciais na Gávea e nenhuma decisão deve ser tomada antes do resultado. Os rubro-negros já podem torcer para 2017 chegar rápido.


Lucas Soares é natural de Juiz de Fora, jornalista formado pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora em dezembro de 2012 e pós-graduado em Jornalismo Multiplataforma na Universidade Federal de Juiz de Fora. Apaixonado por futebol e repórter no portal Acessa.com. Já atuou em veículos impressos da cidade, como assessor de imprensa na PJF e na Câmara Municipal e foi editor-chefe do blog Flamengo em Foco por dois anos e sete meses.