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    Quinta-feira, 5 de março de 2009, atualizada às 17h

    Estádio Municipal volta a ser reprovado em vistoria

    Guilherme Arêas
    Repórter

    O Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, voltou a ser barrado para jogos oficiais no Campeonato Mineiro. A última vistoria aconteceu nesta terça-feira, 3 de março. A Federação Mineira de Futebol (FMF) não informou quais os problemas encontrados no estádio, mas agendou uma reunião com o Ministério Público de Belo Horizonte amanhã, às 16h, na tentativa de encontrar uma solução para as pendências.

    De acordo com o responsável pelo estádio, Paulo Tavares, a FMF e o Ministério Público se basearam em laudos antigos para tomar a decisão. "Tudo o que foi previsto já está sendo feito. Nessa reunião vamos apenas documentar essas obras", explicou.

    Além do reforço na divisória das torcidas, a PM exigiu que a divisão se estenda para o morro que fica atrás das arquibancadas. Um muro com portão será instalado no local para atender à solicitação.

    Entre as mudanças que já ficaram prontas está a sinalização da saída do estádio. Também está em fase final a instalação do sistema de iluminação para jogos noturnos.

    Para o administrador do estádio as solicitações são exageradas, mas ele garante que antes da próxima partida do Tupi em casa, no dia 13 de março, sexta-feira, contra o Rio Branco de Andradas, todas as obras estarão concluídas.

    Além do Helenão, outros quatro estádios foram reprovados na última vistoria: Parque do Sabiá (Uberlândia), Louis Ensch (Coronel Fabriciano), Fazendinha (Ituiutaba) e Farião (Divinópolis).

    Entenda a novela do Mário Helênio

    O principal estádio de Juiz de Fora parece estar vivendo seu inferno astral em 2009. No ano em que o popular Helenão completa duas décadas de existência, vários impedimentos começaram a surgir para o funcionamento do estádio.

    A primeira polêmica surgiu com a reforma de aniversário do local, ainda em 2008, momento considerado histórico por atender a uma demanda antiga da torcida. Com a tão sonhada cobertura das arquibancadas, muitos torcedores se mostraram insatisfeitos com a proteção para apenas cinco mil pessoas - o estádio tem capacidade para abrigar cerca de 30 mil.

    Além disso, técnicos chegaram a criticar a segurança da estrutura que sustenta a cobertura. Polêmica superada, as atenções se voltaram ao placar eletrônico que viria do estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, outra melhoria especulada há vários anos. Após dias de promessa do poder público municipal de que o placar chegaria a Juiz de Fora, o equipamento finalmente pousou no Helenão.

    Porém, a expectativa tornou-se decepção quando a Prefeitura anunciou que o placar não seria instalado devido à tecnologia ser considerada ultrapassada e o custo para instalação e manutenção, muito elevado.

    Como se não bastasse tanta dor de cabeça, em menos de dois meses de mudanças intensas, algumas obras da reforma começaram a não ser aprovadas pelos Bombeiros e Polícia Militar, que consideraram frágil a separação da torcida adversária. O primeiro susto chegou logo antes do clássico contra o Atlético, no dia 20 de janeiro.

    Depois de pequenos ajustes e a promessa de que as obras de segurança estariam finalizadas em pouco tempo, o estádio foi liberado com limitação para 12 mil torcedores, até ser novamente barrado esta semana.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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