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    Filme repetido! Tupi perde em casa e dá adeus ao sonho do acesso à Série B em 2015

    Galo Carijó não consegue furar bloqueio defensivo do Paysandu, leva gol no contra-ataque e é eliminado na Série C

    Lucas Soares
    Repórter
    25/10/2014

    Foram 17 anos de espera por uma chance real de disputar, pela primeira vez, a Série B do Campeonato Brasileiro. Mas o sonho do Tupi chegou ao fim na tarde deste sábado, 25 de outubro, após o time perder para o Paysandu (PA) por 1 a 0 e ser eliminado da Série C de 2014, no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora. O jogo lembrou uma das partidas mais tristes da história do clube, quando, em 1997, o Carijó perdeu em casa para o Sampaio Corrêa (MA) pelo mesmo placar desta tarde e deu adeus ao sonho de disputar a segunda divisão.

    O roteiro era propício para festa, já que uma vitória simples bastava para a classificação: a torcida, que atendeu o pedido da diretoria, compareceu em peso ao estádio, com mais de 15 mil pagantes, o maior público do clube em 2014. Nem a chuva que caiu antes e durante o jogo atrapalhou os torcedores. Faltou, no entanto, avisar ao convidado quem pagaria a conta. Sobrou para o Tupi.

    Com uma equipe montada para se defender, o Paysandu veio à Juiz de Fora disposto a não sofrer gols, o que garantia a classificação, e jogar no contra-ataque. Após um primeiro tempo com poucas chances para os dois times, o Tupi foi para o tudo ou nada na segunda etapa e deixou muitos espaços na defesa, principalmente nas laterais.

    Aos 36 minutos do segundo tempo, o zagueiro Wesley Ladeira, do Tupi, acabou expulso após impedir um dos contra-ataques paraenses e a torcida começou a deixar o estádio. Com um homem a menos da defesa, o Carijó seguiu pressionando, mas deixou muitos espaços e acabou sofrendo o gol, aos 42, em mais um contra-golpe: Ruan apareceu livre na ponta esquerda e tocou por cima do goleiro Rodrigo, que estava adiantado e abriu o placar. Na comemoração, o atacante acabou expulso por ter tirado a camisa e levado o segundo amarelo.

    Nos minutos restantes, enquanto o Tupi pressionava o Paysandu em busca de um gol para incendiar a partida, a torcida deixava o Estádio Radialista Mário Helênio com sentimento de revolta. "É muito triste ver o que aconteceu aqui hoje. No jogo mais importante do campeonato o time resolve não jogar. Não dá pra entender", lamenta o estudante Vitor Gonçalves, 21.

    Nervosismo

    Na coletiva de imprensa pós-jogo, o técnico do Tupi, Léo Condé, falou do nervosismo em que a equipe entrou em campo. "A gente fez uma campanha espetacular na primeira fase, conquistamos o objetivo de manter a equipe na divisão. Pegamos um adversário que está acostumado com esse tipo de decisão, e quando saiu esse confronto, sabíamos que seria difícil. Eles largaram na frente com o placar de 2 a 1 e a gente tinha que tomar a iniciativa. Talvez por isso o time tenha entrado nervoso. Ficamos na expectativa de agora a equipe se acostume a disputar decisões assim", afirma.

    De acordo com Condé, a arbitragem errou ao não expulsar um atleta paraense. "Eu precisava marcar, então tirei o Henrique e coloquei o Ademilson mais enfiado. Continuamos em cima e o gol não saia. Em um momento decisivo, o volante deles matou três contra-ataques nossos, já estava com cartão amarelo, e não foi expulso. Tanto que o treinador tirou o atleta que era o melhor jogador deles logo em seguida. E do nosso lado ele realizou a expulsão do Ladeira. Não transfiro a responsabilidade para a arbitragem, até porque o time não atuou bem", explica.

    Gramado

    O gramado do Estádio Municipal foi alvo de críticas por parte do técnico do Paysandu, Mazola Júnior. "Uma das coisas que facilitou nosso trabalho foi o campo. O Tupi é uma equipe de toque de bola, posse, virada de flanco. Esse campo é indecente! Não permite o bom futebol que o Tupi tem. Um dos fatores que nos ajudou foi o péssimo estado do terreno aqui. Conseguimos marcar, abafar, e no nosso contra-ataque acertamos um e fizemos o gol", diz.

    Segundo Júnior, é uma injustiça o clube mineiro não ir à Série B. "É uma injustiça o Tupi não subir, pelo belo campeonato que fez. Acho que a CBF tem que repensar o modelo da Série C. Eu acho que já cabe 38 rodadas, ou pelo menos, na segunda fase, ter pelo menos mais seis jogos. Acho uma injustiça o Tupi ficar fora", garante.

    48h de viagem

    Ao todo, mais de 100 torcedores do Paysandu vieram à Juiz de Fora para assistir à volta do clube 45 vezes campeão paraense à Segunda Divisão Nacional. Segundo o feirante Carlos Alberto Rodrigues Silva, 52, a viagem foi longa. "Viemos de Belém na quinta-feira de madrugada, de ônibus, chegamos essa madrugada. Fazer uma festa bonita dessas, na terra dos outros, não é fácil não. Fomos muito bem recebidos na cidade, o povo é muito acolhedor, estão de parabéns! Apenas fomos nós que subimos e eles vão ter que esperar mais um ano, pelo menos", comemora.

    O torcedor Marcos Frota, de Belém, veio com amigos de Juiz de Fora torcer para o time do coração. "O Paysandu representa uma nação esportiva do estado do Pará, um clube de grande torcida. Estamos querendo levar ele para a primeira divisão. Estamos sendo bem tratados, o povo aqui é bem legal", relata.

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