Matheus Brum Matheus Brum 23/03/2015

O gol de placa da MP

mpCaro (a) internauta, você deve ter visto que nessa semana foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Medida Provisória (MP) que regulariza as dívidas dos clubes brasileiros, que segundo dados do governo, variam entre R$3,5 a R$3,8 bilhões. Nos últimos anos, o esporte bretão tem entrado em um processo inflacionário muito grande, devido à elevação dos valores de patrocínio, que consequentemente, acarretam em um valor maior nos vencimentos dos atletas. A vinda de jogadores de renome para o Brasil aumentou ainda mais esse processo, já que eles não abriram mão de receber um valor aproximado àquele que recebiam na Europa. Tudo isso era muito bom, muito bonito, até o momento em que o país entrou em uma crise financeira que atingiu diretamente os cofres futebolísticos. Menos investidores, menos dinheiro entrando. Porém, os salários não diminuíram. Isso tudo gerou uma bolha que está prestes a explodir, e por isso, a MP se torna vital para o processo de mudança e re-organização do futebol nacional.

Os principais tópicos da medida provisória estão na foto acima. O texto completo você encontra aqui. Nesse "Papo Reto" vou discutir sobre os pontos positivos e negativos das principais medidas:

Prazo para renegociação das dívidas: a padronização do tempo de pagamento dos débitos pode ser um problema, já que cada clube tem suas dívidas e suas receitas. Por exemplo: o Flamengo é o clube que mais deve no país, porém é um dos que tem maior receita. Logo, pode arcar com uma parte considerável do seu orçamento para quitar os passivos. Já o Guarani tem uma receita muito pequena para uma dívida muito grande. Assim, pode passar aperto na hora de fechar um acordo.

Pagamento em dia de todas as obrigações trabalhistas: essa para mim é a "bola dentro" dessa MP. O salário dos jogadores é dividido entre o valor que consta na Carteira de Trabalho e o valor do chamado "direito de imagem". Só que como o valor do direito de imagem não está na Carteira, o clube atrasa essa parte do pagamento, priorizando apenas o que consta na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já que quando há um atraso de três meses, o atleta pode acionar a Justiça. Com a Medida Provisória, é obrigado o pagamento integral do salário.

Investimento de até 70% da receita bruta no futebol: essa medida visa a garantia da utilização de uma parte considerável da renda, 30%, para o desenvolvimento da base e do futebol feminino, que são pontos importantíssimos para a evolução do esporte. Da base é que virão os próximos craques. Além disso, o investimento no futebol feminino é prioritário para a diminuição do preconceito que envolve a categoria.

Não antecipar receitas futuras: outro ponto importantíssimo. É uma desculpa corriqueira dos nossos "cartolas" de que não há dinheiro para honrar seus compromissos porque o presidente anterior adiantou a receita dos anos vindouros. Com a MP esse processo vai acabar, a não ser em casos especiais como "antecipação de até trinta por cento das receitas referentes ao primeiro ano do mandato subsequente e/ou em substituição a passivos onerosos, desde que implique redução do nível de endividamento.

Minha única preocupação é com o órgão fiscalizador de todas essas medidas que vai ter que ser formado por pessoas sérias e competentes, para que não aja dúvida de sua integridade, já que imagino que teremos muitos dirigentes fazendo juízo de valor para tentar se safar de investigações, uma vez que eles podem ser processados, caso o clube entre em um processo deficitário.

Essas e outras medidas são muito importantes para o momento que estamos vivendo no futebol. Cada vez mais sinto que nossos dirigentes estão colocando na conta de nós torcedores a responsabilidade de manter o clube em dia com suas contas. Tanto que estamos vendo cada vez mais o crescimento do sócio-torcedor, que está se tornando uma receita indispensável nos grandes clubes. O maior problema é que os preços do futebol estão acima da realidade da população, e isso impacta diretamente o público que consome o esporte, seja aquele que compra produtos oficiais ou aquele que vai ao estádio faça chuva, faça sol. Nesse texto eu exploro alguns pontos que considero como passos necessários para a melhoria do esporte bretão (confira). Não tem como pedir tudo de uma vez, mas a MP é um grande passo. A Medida Provisória agora vai passar pelo Congresso Nacional e pelo Senado, que poderão mudar alguns pontos e depois volta para a sanção ou veto da presidente.

Outros destaques


1º - Ainda falando da Medida Provisória do futebol, saiu um comunicado de que a FIFA poderia se aliar com a CBF para derrubar o artigo que proíbe "reeleições infinitas" aos cargos dentro do clube. A proposta ordena que cada presidente pode apenas se reeleger uma única vez. No estatuto da FIFA, há uma proibição da interferência do governo no futebol do país, e caso a CBF entre com um pedido, o excelentíssimo Senhor Joseph Blatter, que se acha dono do mundo, iria analisar a situação, e chegando a conclusão que houve uma interferência do governo, o Brasil seria excluído de competições organizadas pelas entidade máxima do futebol. Isso tudo é o medo dos cartolas perderem a boa vida que estão tendo, já que muitos utilizam o futebol como trampolim político.

2º - A queda do técnico do Tupi, Felipe Surian, foi mais que merecida. Não se pode perder por 4 a 0 para o vice-lanterna da competição, que tinha a pior defesa do campeonato. Treinador medíocre, time medíocre, e o Galo vai até a última rodada na luta para não cair. Lamentável essa situação depois de uma temporada em que quase conseguimos o acesso. Leston Júnior é o novo treinador e deve se apresentar na terça-feira

3º - No ano que vem, o Estádio Olímpico Nilton Santos e o Maracanã irão fechar para reformas visando os Jogos Olímpicos. Assim, os times do Rio ficarão sem estádio para jogar. Que tal a Prefeitura de Juiz de Fora tomar algumas providências para a realização de alguns jogos aqui na cidade? Seria uma "bola cheia", já que a maioria dos juiz-foranos torcem para clubes cariocas.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico.é nascido e criado em Juiz de Fora.

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Matheus Brum Matheus Brum 23/03/2015

O gol de placa da MP

mpCaro (a) internauta, você deve ter visto que nessa semana foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Medida Provisória (MP) que regulariza as dívidas dos clubes brasileiros, que segundo dados do governo, variam entre R$3,5 a R$3,8 bilhões. Nos últimos anos, o esporte bretão tem entrado em um processo inflacionário muito grande, devido à elevação dos valores de patrocínio, que consequentemente, acarretam em um valor maior nos vencimentos dos atletas. A vinda de jogadores de renome para o Brasil aumentou ainda mais esse processo, já que eles não abriram mão de receber um valor aproximado àquele que recebiam na Europa. Tudo isso era muito bom, muito bonito, até o momento em que o país entrou em uma crise financeira que atingiu diretamente os cofres futebolísticos. Menos investidores, menos dinheiro entrando. Porém, os salários não diminuíram. Isso tudo gerou uma bolha que está prestes a explodir, e por isso, a MP se torna vital para o processo de mudança e re-organização do futebol nacional.

Os principais tópicos da medida provisória estão na foto acima. O texto completo você encontra aqui. Nesse "Papo Reto" vou discutir sobre os pontos positivos e negativos das principais medidas:

Prazo para renegociação das dívidas: a padronização do tempo de pagamento dos débitos pode ser um problema, já que cada clube tem suas dívidas e suas receitas. Por exemplo: o Flamengo é o clube que mais deve no país, porém é um dos que tem maior receita. Logo, pode arcar com uma parte considerável do seu orçamento para quitar os passivos. Já o Guarani tem uma receita muito pequena para uma dívida muito grande. Assim, pode passar aperto na hora de fechar um acordo.

Pagamento em dia de todas as obrigações trabalhistas: essa para mim é a "bola dentro" dessa MP. O salário dos jogadores é dividido entre o valor que consta na Carteira de Trabalho e o valor do chamado "direito de imagem". Só que como o valor do direito de imagem não está na Carteira, o clube atrasa essa parte do pagamento, priorizando apenas o que consta na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já que quando há um atraso de três meses, o atleta pode acionar a Justiça. Com a Medida Provisória, é obrigado o pagamento integral do salário.

Investimento de até 70% da receita bruta no futebol: essa medida visa a garantia da utilização de uma parte considerável da renda, 30%, para o desenvolvimento da base e do futebol feminino, que são pontos importantíssimos para a evolução do esporte. Da base é que virão os próximos craques. Além disso, o investimento no futebol feminino é prioritário para a diminuição do preconceito que envolve a categoria.

Não antecipar receitas futuras: outro ponto importantíssimo. É uma desculpa corriqueira dos nossos "cartolas" de que não há dinheiro para honrar seus compromissos porque o presidente anterior adiantou a receita dos anos vindouros. Com a MP esse processo vai acabar, a não ser em casos especiais como "antecipação de até trinta por cento das receitas referentes ao primeiro ano do mandato subsequente e/ou em substituição a passivos onerosos, desde que implique redução do nível de endividamento.

Minha única preocupação é com o órgão fiscalizador de todas essas medidas que vai ter que ser formado por pessoas sérias e competentes, para que não aja dúvida de sua integridade, já que imagino que teremos muitos dirigentes fazendo juízo de valor para tentar se safar de investigações, uma vez que eles podem ser processados, caso o clube entre em um processo deficitário.

Essas e outras medidas são muito importantes para o momento que estamos vivendo no futebol. Cada vez mais sinto que nossos dirigentes estão colocando na conta de nós torcedores a responsabilidade de manter o clube em dia com suas contas. Tanto que estamos vendo cada vez mais o crescimento do sócio-torcedor, que está se tornando uma receita indispensável nos grandes clubes. O maior problema é que os preços do futebol estão acima da realidade da população, e isso impacta diretamente o público que consome o esporte, seja aquele que compra produtos oficiais ou aquele que vai ao estádio faça chuva, faça sol. Nesse texto eu exploro alguns pontos que considero como passos necessários para a melhoria do esporte bretão (confira). Não tem como pedir tudo de uma vez, mas a MP é um grande passo. A Medida Provisória agora vai passar pelo Congresso Nacional e pelo Senado, que poderão mudar alguns pontos e depois volta para a sanção ou veto da presidente.

Outros destaques


1º - Ainda falando da Medida Provisória do futebol, saiu um comunicado de que a FIFA poderia se aliar com a CBF para derrubar o artigo que proíbe "reeleições infinitas" aos cargos dentro do clube. A proposta ordena que cada presidente pode apenas se reeleger uma única vez. No estatuto da FIFA, há uma proibição da interferência do governo no futebol do país, e caso a CBF entre com um pedido, o excelentíssimo Senhor Joseph Blatter, que se acha dono do mundo, iria analisar a situação, e chegando a conclusão que houve uma interferência do governo, o Brasil seria excluído de competições organizadas pelas entidade máxima do futebol. Isso tudo é o medo dos cartolas perderem a boa vida que estão tendo, já que muitos utilizam o futebol como trampolim político.

2º - A queda do técnico do Tupi, Felipe Surian, foi mais que merecida. Não se pode perder por 4 a 0 para o vice-lanterna da competição, que tinha a pior defesa do campeonato. Treinador medíocre, time medíocre, e o Galo vai até a última rodada na luta para não cair. Lamentável essa situação depois de uma temporada em que quase conseguimos o acesso. Leston Júnior é o novo treinador e deve se apresentar na terça-feira

3º - No ano que vem, o Estádio Olímpico Nilton Santos e o Maracanã irão fechar para reformas visando os Jogos Olímpicos. Assim, os times do Rio ficarão sem estádio para jogar. Que tal a Prefeitura de Juiz de Fora tomar algumas providências para a realização de alguns jogos aqui na cidade? Seria uma "bola cheia", já que a maioria dos juiz-foranos torcem para clubes cariocas.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico.é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 23/03/2015

O gol de placa da MP

mpCaro (a) internauta, você deve ter visto que nessa semana foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff a Medida Provisória (MP) que regulariza as dívidas dos clubes brasileiros, que segundo dados do governo, variam entre R$3,5 a R$3,8 bilhões. Nos últimos anos, o esporte bretão tem entrado em um processo inflacionário muito grande, devido à elevação dos valores de patrocínio, que consequentemente, acarretam em um valor maior nos vencimentos dos atletas. A vinda de jogadores de renome para o Brasil aumentou ainda mais esse processo, já que eles não abriram mão de receber um valor aproximado àquele que recebiam na Europa. Tudo isso era muito bom, muito bonito, até o momento em que o país entrou em uma crise financeira que atingiu diretamente os cofres futebolísticos. Menos investidores, menos dinheiro entrando. Porém, os salários não diminuíram. Isso tudo gerou uma bolha que está prestes a explodir, e por isso, a MP se torna vital para o processo de mudança e re-organização do futebol nacional.

Os principais tópicos da medida provisória estão na foto acima. O texto completo você encontra aqui. Nesse "Papo Reto" vou discutir sobre os pontos positivos e negativos das principais medidas:

Prazo para renegociação das dívidas: a padronização do tempo de pagamento dos débitos pode ser um problema, já que cada clube tem suas dívidas e suas receitas. Por exemplo: o Flamengo é o clube que mais deve no país, porém é um dos que tem maior receita. Logo, pode arcar com uma parte considerável do seu orçamento para quitar os passivos. Já o Guarani tem uma receita muito pequena para uma dívida muito grande. Assim, pode passar aperto na hora de fechar um acordo.

Pagamento em dia de todas as obrigações trabalhistas: essa para mim é a "bola dentro" dessa MP. O salário dos jogadores é dividido entre o valor que consta na Carteira de Trabalho e o valor do chamado "direito de imagem". Só que como o valor do direito de imagem não está na Carteira, o clube atrasa essa parte do pagamento, priorizando apenas o que consta na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), já que quando há um atraso de três meses, o atleta pode acionar a Justiça. Com a Medida Provisória, é obrigado o pagamento integral do salário.

Investimento de até 70% da receita bruta no futebol: essa medida visa a garantia da utilização de uma parte considerável da renda, 30%, para o desenvolvimento da base e do futebol feminino, que são pontos importantíssimos para a evolução do esporte. Da base é que virão os próximos craques. Além disso, o investimento no futebol feminino é prioritário para a diminuição do preconceito que envolve a categoria.

Não antecipar receitas futuras: outro ponto importantíssimo. É uma desculpa corriqueira dos nossos "cartolas" de que não há dinheiro para honrar seus compromissos porque o presidente anterior adiantou a receita dos anos vindouros. Com a MP esse processo vai acabar, a não ser em casos especiais como "antecipação de até trinta por cento das receitas referentes ao primeiro ano do mandato subsequente e/ou em substituição a passivos onerosos, desde que implique redução do nível de endividamento.

Minha única preocupação é com o órgão fiscalizador de todas essas medidas que vai ter que ser formado por pessoas sérias e competentes, para que não aja dúvida de sua integridade, já que imagino que teremos muitos dirigentes fazendo juízo de valor para tentar se safar de investigações, uma vez que eles podem ser processados, caso o clube entre em um processo deficitário.

Essas e outras medidas são muito importantes para o momento que estamos vivendo no futebol. Cada vez mais sinto que nossos dirigentes estão colocando na conta de nós torcedores a responsabilidade de manter o clube em dia com suas contas. Tanto que estamos vendo cada vez mais o crescimento do sócio-torcedor, que está se tornando uma receita indispensável nos grandes clubes. O maior problema é que os preços do futebol estão acima da realidade da população, e isso impacta diretamente o público que consome o esporte, seja aquele que compra produtos oficiais ou aquele que vai ao estádio faça chuva, faça sol. Nesse texto eu exploro alguns pontos que considero como passos necessários para a melhoria do esporte bretão (confira). Não tem como pedir tudo de uma vez, mas a MP é um grande passo. A Medida Provisória agora vai passar pelo Congresso Nacional e pelo Senado, que poderão mudar alguns pontos e depois volta para a sanção ou veto da presidente.

Outros destaques


1º - Ainda falando da Medida Provisória do futebol, saiu um comunicado de que a FIFA poderia se aliar com a CBF para derrubar o artigo que proíbe "reeleições infinitas" aos cargos dentro do clube. A proposta ordena que cada presidente pode apenas se reeleger uma única vez. No estatuto da FIFA, há uma proibição da interferência do governo no futebol do país, e caso a CBF entre com um pedido, o excelentíssimo Senhor Joseph Blatter, que se acha dono do mundo, iria analisar a situação, e chegando a conclusão que houve uma interferência do governo, o Brasil seria excluído de competições organizadas pelas entidade máxima do futebol. Isso tudo é o medo dos cartolas perderem a boa vida que estão tendo, já que muitos utilizam o futebol como trampolim político.

2º - A queda do técnico do Tupi, Felipe Surian, foi mais que merecida. Não se pode perder por 4 a 0 para o vice-lanterna da competição, que tinha a pior defesa do campeonato. Treinador medíocre, time medíocre, e o Galo vai até a última rodada na luta para não cair. Lamentável essa situação depois de uma temporada em que quase conseguimos o acesso. Leston Júnior é o novo treinador e deve se apresentar na terça-feira

3º - No ano que vem, o Estádio Olímpico Nilton Santos e o Maracanã irão fechar para reformas visando os Jogos Olímpicos. Assim, os times do Rio ficarão sem estádio para jogar. Que tal a Prefeitura de Juiz de Fora tomar algumas providências para a realização de alguns jogos aqui na cidade? Seria uma "bola cheia", já que a maioria dos juiz-foranos torcem para clubes cariocas.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico.é nascido e criado em Juiz de Fora.