Matheus Brum Matheus Brum 24/08/2015

Declínio Celeste

matheusFábio, Ceará (Mayke), Dedé (Léo), Bruno Rodrigo e Egídio (Samudio); Nilton (Henrique), Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Willian (Dagoberto); Borges (Marcelo Moreno); Técnico: Marcelo Oliveira
Fábio, Mayke (Fabiano), Manoel, Paulo André e Mena; Henrique, Charles (Willian) e Fabrício; Alisson, Marquinhos (De Arrascaeta) e Leandro Damião; Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A primeira escalação é o time base do Cruzeiro bicampeão brasileiro e vice da Copa do Brasil. A segunda é a equipe que foi derrotada pelo Corinthians por 3 a 0 nesse domingo, em partida válida pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro. Fazer uma comparação dessas duas escalações é importante para entender o que está acontecendo com a equipe Celeste em 2015.

Passando o olho pelas duas formações, percebemos que apenas quatro jogadores que estiveram presentes nas conquistas, entraram em campo na Arena Corinthians. Quase todos os outros não fazem parte do elenco cruzeirense.

Essa reformulação trouxe aos cofres da "Raposa", R$130 mi, que foram usados para pagar dívidas, já que nos "anos dourados", a equipe possuía uma das folhas salariais mais caras do país. Que a reposição não foi a altura, todos nós sabemos. Contudo, esquecemos de analisar um fato, que para mim, é de vital importância para a queda técnica e tática do time nesse ano: aquele que está entre o banco de reservas e as quatro linhas.

A demissão de Marcelo Oliveira foi uma total bola fora dos dirigentes do Cruzeiro. Para piorar, trouxeram o Vanderlei Luxemburgo, que vinha de um trabalho pífio a frente do Flamengo. O início foi muito bom, com três vitórias seguidas e um discurso empolgante de que uma vaga na Libertadores era possível. Porém, o trem começou a "sair dos trilhos" e a situação na tabela despencou.

Contando apenas jogos pelo Brasileirão, Luxa tem números ruins a frente da equipe na qual se sagrou vencedor da Tríplice Coroa em 2003. São 16 jogos, com seis vitórias, três empates e sete derrotas, tendo marcado 13 gols e sofrido 15. Um aproveitamento de apenas 43,7%, que coloca a "Raposa" na décima quinta colocação, com 22 pontos, apenas um na frente do Coritiba, time que abre o Z-4.

Além da queda técnica, o discurso do "pofexô" também mudou, fato que é corriqueiro nos seus últimos trabalhos. De time que sonhava com Libertadores, o Cruzeiro de agora é fraco e precisa de peças de reposição, culpando o mau momento pelo desmanche que o time teve ainda no início da temporada. Além disso, começa a colocar na cabeça do torcedor, que está acostumado a ser campeão, que o Brasileiro é prioridade e que pra isso, a Copa do Brasil não terá tanta importância.

Quem acompanhou seu trabalho no Flamengo, sabe que esse discurso está na ponta da língua do treinador. Nunca a culpa do fracasso é dele. Sempre arruma um jeito de "tirar o seu da reta" e "jogar a responsa" para outras pessoas. Na Gávea era problema de reforço, assim como no Cruzeiro. Analisando a escalação que entrou em campo no final de semana, da pra perceber que o time possui uma limitação técnica. Mas será que não há equipes piores que a do Cruzeiro no campeonato? Atlético-PR, Chapecoense, Santos, Ponte Preta, Grêmio, Flamengo e Figueirense, times à sua frente na tabela, são tão melhores assim?

O discurso do técnico pentacampeão brasileiro é simples. Quer colocar na cabeça do torcedor que o time é fraco para que as cobranças para o seu lado diminua, fazendo com que as críticas venham para a diretoria, que resolveu "vender todo mundo" para não passar aperto financeiro nesse ano. Ora bolas, ninguém pode ver que o time tá mal treinado, mal escalado e que tem um problema grande de "pegada". Parece que os jogadores não estão ligados no que está acontecendo na partida. Mas é claro que isso não é problema do "pofexô", e sim dos cartolas.

A verdade é que há anos falamos da decadência de Luxa, porém, sua mudança de discurso é visível. Cada vez mais ele se contenta com pouco. Ir na imprensa e criticar sua equipe é tirar dele a responsabilidade do momento. Péssima escolha para tentar sair de uma situação difícil. Vamos ver até quando os atletas vão suportar essa situação.

Outros destaques

1º - Só da Mercedes. Depois de uma pausa de quatro semanas, a Fórmula 1 voltou a todo vapor na Bélgica. O que não mudou foi a supremacia das "Flechas de Prata", que mais uma vez conseguiu uma dobradinha, com Hamilton em primeiro e Rosberg em segundo. Com a vitória em Spa-Francorchamps, o inglês distância na tabela (227 a 199), rumo ao bicampeonato consecutivo, terceiro da sua carreira.

2º - Tupi consegue um empate importante contra o Madureira, fora de casa. Com o 1 a 1, Galo Carijó se mantêm no G-4 do grupo B da Série C do Brasileiro, com os mesmos número de pontos do Brasil de Pelotas e Londrina (1º e 3º, respectivamente). Próxima partida é nesse sábado, às 19 horas, contra a Portuguesa, no Mário Helênio. Vamos lotar o Municipal galera.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

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Matheus Brum Matheus Brum 24/08/2015

Declínio Celeste

matheusFábio, Ceará (Mayke), Dedé (Léo), Bruno Rodrigo e Egídio (Samudio); Nilton (Henrique), Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Willian (Dagoberto); Borges (Marcelo Moreno); Técnico: Marcelo Oliveira
Fábio, Mayke (Fabiano), Manoel, Paulo André e Mena; Henrique, Charles (Willian) e Fabrício; Alisson, Marquinhos (De Arrascaeta) e Leandro Damião; Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A primeira escalação é o time base do Cruzeiro bicampeão brasileiro e vice da Copa do Brasil. A segunda é a equipe que foi derrotada pelo Corinthians por 3 a 0 nesse domingo, em partida válida pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro. Fazer uma comparação dessas duas escalações é importante para entender o que está acontecendo com a equipe Celeste em 2015.

Passando o olho pelas duas formações, percebemos que apenas quatro jogadores que estiveram presentes nas conquistas, entraram em campo na Arena Corinthians. Quase todos os outros não fazem parte do elenco cruzeirense.

Essa reformulação trouxe aos cofres da "Raposa", R$130 mi, que foram usados para pagar dívidas, já que nos "anos dourados", a equipe possuía uma das folhas salariais mais caras do país. Que a reposição não foi a altura, todos nós sabemos. Contudo, esquecemos de analisar um fato, que para mim, é de vital importância para a queda técnica e tática do time nesse ano: aquele que está entre o banco de reservas e as quatro linhas.

A demissão de Marcelo Oliveira foi uma total bola fora dos dirigentes do Cruzeiro. Para piorar, trouxeram o Vanderlei Luxemburgo, que vinha de um trabalho pífio a frente do Flamengo. O início foi muito bom, com três vitórias seguidas e um discurso empolgante de que uma vaga na Libertadores era possível. Porém, o trem começou a "sair dos trilhos" e a situação na tabela despencou.

Contando apenas jogos pelo Brasileirão, Luxa tem números ruins a frente da equipe na qual se sagrou vencedor da Tríplice Coroa em 2003. São 16 jogos, com seis vitórias, três empates e sete derrotas, tendo marcado 13 gols e sofrido 15. Um aproveitamento de apenas 43,7%, que coloca a "Raposa" na décima quinta colocação, com 22 pontos, apenas um na frente do Coritiba, time que abre o Z-4.

Além da queda técnica, o discurso do "pofexô" também mudou, fato que é corriqueiro nos seus últimos trabalhos. De time que sonhava com Libertadores, o Cruzeiro de agora é fraco e precisa de peças de reposição, culpando o mau momento pelo desmanche que o time teve ainda no início da temporada. Além disso, começa a colocar na cabeça do torcedor, que está acostumado a ser campeão, que o Brasileiro é prioridade e que pra isso, a Copa do Brasil não terá tanta importância.

Quem acompanhou seu trabalho no Flamengo, sabe que esse discurso está na ponta da língua do treinador. Nunca a culpa do fracasso é dele. Sempre arruma um jeito de "tirar o seu da reta" e "jogar a responsa" para outras pessoas. Na Gávea era problema de reforço, assim como no Cruzeiro. Analisando a escalação que entrou em campo no final de semana, da pra perceber que o time possui uma limitação técnica. Mas será que não há equipes piores que a do Cruzeiro no campeonato? Atlético-PR, Chapecoense, Santos, Ponte Preta, Grêmio, Flamengo e Figueirense, times à sua frente na tabela, são tão melhores assim?

O discurso do técnico pentacampeão brasileiro é simples. Quer colocar na cabeça do torcedor que o time é fraco para que as cobranças para o seu lado diminua, fazendo com que as críticas venham para a diretoria, que resolveu "vender todo mundo" para não passar aperto financeiro nesse ano. Ora bolas, ninguém pode ver que o time tá mal treinado, mal escalado e que tem um problema grande de "pegada". Parece que os jogadores não estão ligados no que está acontecendo na partida. Mas é claro que isso não é problema do "pofexô", e sim dos cartolas.

A verdade é que há anos falamos da decadência de Luxa, porém, sua mudança de discurso é visível. Cada vez mais ele se contenta com pouco. Ir na imprensa e criticar sua equipe é tirar dele a responsabilidade do momento. Péssima escolha para tentar sair de uma situação difícil. Vamos ver até quando os atletas vão suportar essa situação.

Outros destaques

1º - Só da Mercedes. Depois de uma pausa de quatro semanas, a Fórmula 1 voltou a todo vapor na Bélgica. O que não mudou foi a supremacia das "Flechas de Prata", que mais uma vez conseguiu uma dobradinha, com Hamilton em primeiro e Rosberg em segundo. Com a vitória em Spa-Francorchamps, o inglês distância na tabela (227 a 199), rumo ao bicampeonato consecutivo, terceiro da sua carreira.

2º - Tupi consegue um empate importante contra o Madureira, fora de casa. Com o 1 a 1, Galo Carijó se mantêm no G-4 do grupo B da Série C do Brasileiro, com os mesmos número de pontos do Brasil de Pelotas e Londrina (1º e 3º, respectivamente). Próxima partida é nesse sábado, às 19 horas, contra a Portuguesa, no Mário Helênio. Vamos lotar o Municipal galera.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.

Matheus Brum Matheus Brum 24/08/2015

Declínio Celeste

matheusFábio, Ceará (Mayke), Dedé (Léo), Bruno Rodrigo e Egídio (Samudio); Nilton (Henrique), Lucas Silva, Everton Ribeiro, Ricardo Goulart (Júlio Baptista) e Willian (Dagoberto); Borges (Marcelo Moreno); Técnico: Marcelo Oliveira
Fábio, Mayke (Fabiano), Manoel, Paulo André e Mena; Henrique, Charles (Willian) e Fabrício; Alisson, Marquinhos (De Arrascaeta) e Leandro Damião; Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A primeira escalação é o time base do Cruzeiro bicampeão brasileiro e vice da Copa do Brasil. A segunda é a equipe que foi derrotada pelo Corinthians por 3 a 0 nesse domingo, em partida válida pela vigésima rodada do Campeonato Brasileiro. Fazer uma comparação dessas duas escalações é importante para entender o que está acontecendo com a equipe Celeste em 2015.

Passando o olho pelas duas formações, percebemos que apenas quatro jogadores que estiveram presentes nas conquistas, entraram em campo na Arena Corinthians. Quase todos os outros não fazem parte do elenco cruzeirense.

Essa reformulação trouxe aos cofres da "Raposa", R$130 mi, que foram usados para pagar dívidas, já que nos "anos dourados", a equipe possuía uma das folhas salariais mais caras do país. Que a reposição não foi a altura, todos nós sabemos. Contudo, esquecemos de analisar um fato, que para mim, é de vital importância para a queda técnica e tática do time nesse ano: aquele que está entre o banco de reservas e as quatro linhas.

A demissão de Marcelo Oliveira foi uma total bola fora dos dirigentes do Cruzeiro. Para piorar, trouxeram o Vanderlei Luxemburgo, que vinha de um trabalho pífio a frente do Flamengo. O início foi muito bom, com três vitórias seguidas e um discurso empolgante de que uma vaga na Libertadores era possível. Porém, o trem começou a "sair dos trilhos" e a situação na tabela despencou.

Contando apenas jogos pelo Brasileirão, Luxa tem números ruins a frente da equipe na qual se sagrou vencedor da Tríplice Coroa em 2003. São 16 jogos, com seis vitórias, três empates e sete derrotas, tendo marcado 13 gols e sofrido 15. Um aproveitamento de apenas 43,7%, que coloca a "Raposa" na décima quinta colocação, com 22 pontos, apenas um na frente do Coritiba, time que abre o Z-4.

Além da queda técnica, o discurso do "pofexô" também mudou, fato que é corriqueiro nos seus últimos trabalhos. De time que sonhava com Libertadores, o Cruzeiro de agora é fraco e precisa de peças de reposição, culpando o mau momento pelo desmanche que o time teve ainda no início da temporada. Além disso, começa a colocar na cabeça do torcedor, que está acostumado a ser campeão, que o Brasileiro é prioridade e que pra isso, a Copa do Brasil não terá tanta importância.

Quem acompanhou seu trabalho no Flamengo, sabe que esse discurso está na ponta da língua do treinador. Nunca a culpa do fracasso é dele. Sempre arruma um jeito de "tirar o seu da reta" e "jogar a responsa" para outras pessoas. Na Gávea era problema de reforço, assim como no Cruzeiro. Analisando a escalação que entrou em campo no final de semana, da pra perceber que o time possui uma limitação técnica. Mas será que não há equipes piores que a do Cruzeiro no campeonato? Atlético-PR, Chapecoense, Santos, Ponte Preta, Grêmio, Flamengo e Figueirense, times à sua frente na tabela, são tão melhores assim?

O discurso do técnico pentacampeão brasileiro é simples. Quer colocar na cabeça do torcedor que o time é fraco para que as cobranças para o seu lado diminua, fazendo com que as críticas venham para a diretoria, que resolveu "vender todo mundo" para não passar aperto financeiro nesse ano. Ora bolas, ninguém pode ver que o time tá mal treinado, mal escalado e que tem um problema grande de "pegada". Parece que os jogadores não estão ligados no que está acontecendo na partida. Mas é claro que isso não é problema do "pofexô", e sim dos cartolas.

A verdade é que há anos falamos da decadência de Luxa, porém, sua mudança de discurso é visível. Cada vez mais ele se contenta com pouco. Ir na imprensa e criticar sua equipe é tirar dele a responsabilidade do momento. Péssima escolha para tentar sair de uma situação difícil. Vamos ver até quando os atletas vão suportar essa situação.

Outros destaques

1º - Só da Mercedes. Depois de uma pausa de quatro semanas, a Fórmula 1 voltou a todo vapor na Bélgica. O que não mudou foi a supremacia das "Flechas de Prata", que mais uma vez conseguiu uma dobradinha, com Hamilton em primeiro e Rosberg em segundo. Com a vitória em Spa-Francorchamps, o inglês distância na tabela (227 a 199), rumo ao bicampeonato consecutivo, terceiro da sua carreira.

2º - Tupi consegue um empate importante contra o Madureira, fora de casa. Com o 1 a 1, Galo Carijó se mantêm no G-4 do grupo B da Série C do Brasileiro, com os mesmos número de pontos do Brasil de Pelotas e Londrina (1º e 3º, respectivamente). Próxima partida é nesse sábado, às 19 horas, contra a Portuguesa, no Mário Helênio. Vamos lotar o Municipal galera.


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras", estagiário da Rádio CBN Juiz de Fora e editor e apresentador do programa Mosaico é nascido e criado em Juiz de Fora.