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    Período de confraternizações gera expectativa no setor de bares e restaurantes

    Apesar de dezembro ser considerado o melhor mês para o aumento da clientela, alguns locais registram queda de até 50% em relação ao mesmo período de 2011

    Andréa Moreira
    Repórter
    11/12/2012
    Confraternização

    Altas temperaturas e fim de ano. Essa combinação, muitas vezes, sugere a realização de festas de confraternização de amigos e colegas de trabalho. Eventos que contribuem para o aumento do faturamento de bares e restaurantes e são motivo de expectativa de proprietários desses estabelecimentos em Juiz de Fora.

    Animada com esta época, a proprietária do Bar do Léo, Rita de Cássia Vicente, afirma que o movimento de clientes é positivo. "Como nossas mesas ficam ao ar livre, o único problema é verificado quando chove. Fora isso, só tenho motivos para comemorar," afirma a proprietária, ressaltando que o movimento está 50% superior em comparação com os dias normais. "Sempre recebemos as pessoas para o famoso happy hour. Mas, em dezembro, com a realização de amigos ocultos e as confraternizações, a clientela dobra."

    Outro local que também alavancou as vendas com as festas de fim de ano é o Mercearia Bar, como explica o engenheiro de alimentos Thiago de Paula Almeida Bessa. "Em relação a dezembro de 2011 o movimento aumentou 50%, mas, se comparado ao mês de novembro deste ano, este número cai para 20%." Bessa afirma, ainda, que o local possui uma política diferenciada para as confraternizações. "As pessoas ligam com antecedência, informando o número de pessoas e definindo o cardápio, para que, assim, a festa saia ao gosto de cada grupo."

    Entretanto, nem todos os comerciantes sentem o aumento no faturamento. É o caso do proprietário do restaurante Estação Geraes, Luiz Cézar Menezes. "O público que frequenta meu estabelecimento não é aquele que realiza confraternizações de fim de ano, mas, todo mês de dezembro, costumávamos registrar o aumento da clientela, devido às pessoas que vêm a Juiz de Fora para as compras de final de ano. Entretanto, em comparação ao mesmo período do ano passado, o movimento está entre 15% e 20% menor."

    A opinião de Menezes é compartilhada pelo sócio-proprietário da Churrasqueira João Zuddio. "Em 2011, o movimento já teve uma elevação no mês de novembro. Se compararmos com esta época, posso afirmar que a clientela está 50% menor." Mesmo com a redução, Zuddio acredita que a situação será revertida. "Acho que as pessoas deixaram para realizar as confraternizações na segunda quinzena do mês. Portanto, quem quiser fazer a festa aqui, é só ligar reservando o local."

    Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Marcos Henrique Miranda, a redução em relação a 2011 citada pelos comerciantes, deve-se a dois principais fatores. "No mês de novembro, tivemos dois feriados próximos aos finais de semana, o que fez com que as pessoas viajassem e, consequentemente, gastassem dinheiro. Também temos o fator endividamento, pois em 2011, o brasileiro teve uma abertura de crédito, o que fez com que ele buscasse por mais entretenimento e, ao mesmo tempo, comprasse bens duráveis, como automóveis, por exemplo."

    Os textos são revisados por Juliana França

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