Merendeira saudável na volta às aulas Saiba como fazer um lanche gostoso e nutritivo para a criançada

Patrícia Rossini
*Colaboração
03/02/2009

Na volta às aulas, a criançada aproveita a primeira semana para rever os coleguinhas. A hora do lanche é o momento ideal para colocar o papo em dia - entre um biscoitinho e outro, as crianças compartilham os melhores momentos das férias.

No meio da diversão, a criança quase não presta atenção no alimento. Por isso, os pais precisam ficar atentos na hora de elaborar a merendeira, para garantir um lanche nutritivo e saudável e evitar problemas de saúde, como a obesidade infantil, o aumento do nível de colesterol e a diabetes do tipo 2, que é adquirida devido aos maus hábitos alimentares.

Pensando nisso, o Portal ACESSA.com convidou a nutricionista Elisa Grossi Mendonça (vídeo ao lado) para dar as dicas de uma alimentação adequada no ambiente escolar.

Variedade

É muito importante que a criança receba, dentro de casa, o incentivo para consumir um cardápio variado. "A alimentação saudável da criança depende dos hábitos alimentares da família. Se os pais não introduzem os alimentos na rotina da casa, a criança tende a rejeitar tudo aquilo que ela não conhece", explica a nutricionista.

Outra situação apontada por Elisa é a importância de reservar um dia da semana para permitir as guloseimas. "É preciso deixar a criança comer um biscoito doce ou tomar um leite achocolatado, mesmo que essas opções não sejam as mais saudáveis. Se a alimentação for variada, a criança não corre o risco de ficar sem os nutrientes necessários para o crescimento adequado."

As aparências enganam

Antes de escolher o lanche adequado para seu filho, leia o rótulo com atenção. "Nas informações nutricionais, você pode descobrir se o produto é saudável. Fique atento ao valor energético por porção, à quantidade de gorduras saturadas e trans, que são ruins para o organismo, e ao sódio, que pode provocar hipertensão arterial se consumido em excesso", orienta.

De acordo com a profissional, lanches nutritivos contém gorduras boas, como as monoinsaturadas e as poliinsaturadas, além de fibras e cereais.

Foto de alimentos na prateleira Foto de alimentos na prateleira Foto de alimentos na prateleira

Uma boa escolha para a merendeira é a granola com iogurte, que tem boa aceitação das crianças. Sanduíches com recheio leve, como o patê de frango, o requeijão e o queijo tipo minas também são uma boa pedida. "O pão integral é a melhor opção, pois fornece muitas fibras. Mas, como as crianças gostam de variedade, o ideal é fazer cada dia um tipo de pão", recomenda Elisa.

As frutas devem ser consumidas diariamente. As barras de cereais também estão liberadas, pois contém fibras e cereais importantes para o desenvolvimento das crianças. Mas, neste caso, o lanche precisa ser complementado por um suco ou uma fruta, pois as barrinhas não fornecem todos os nutrientes necessários.

Muita atenção na hora de escolher o que beber. Os sucos naturais, segundo a nutricionista, são os mais saudáveis, pois não contém conservantes. Entre os sucos industrializados, a dica é optar pelos que são à base de polpa de fruta ou pelos que contém soja entre os ingredientes.

E se a dúvida for entre as versões light e diet dos produtos, olho no rótulo! Mesmo os que alegam não conter açúcar podem ter carboidratos nocivos aos diabéticos.

Alguns vilões escondidos entre os ingredientes são as gorduras trans, os corantes, o açúcar refinado e a margarina. Nos últimos casos, a recomendação é substituir o açúcar refinado pelo mascavo e a margarina pela manteiga.

Foto de alimentos na prateleira Foto de alimentos na prateleira Foto de alimentos na prateleira

Seguindo essas dicas, você garante uma alimentação balanceada e saudável. Lembre-se de montar a merendeira junto da criança e de incentivá-la a experimentar comidas diferentes. Com criatividade, é possível trocar alimentos ricos em gordura e açúcar por cereais integrais, vegetais e frutas. Em média, o lanche escolar deve ter entre 200 e 300 calorias.

É possível encontrar produtos integrais, como os biscoitos, cookies e cereais, nas prateleiras dos supermercados da cidade. Quem quer variedade, pode optar pelas lojas especializadas em produtos naturais.

Além dos cuidados com a alimentação, procure matricular seu filho em escolas que estimulem a atividade física. A prática de exercícios reduz a ansiedade das crianças e ajuda no combate à obesidade infantil.

Corrida ao consultório

De acordo com Elisa Mendonça, um número crescente de crianças obesas lota as salas de espera dos consultórios. "Hoje, é muito comum ver crianças que lutam contra o peso. Isso acontece devido ao grande consumo de guloseimas, fast food e refrigerantes", detalha.

Entre os principais problemas causados pelo excesso de peso, estão o aumento do nível de colesterol, a hipertensão arterial, diabetes e dificuldade respiratória durante o sono.

O tratamento da obesidade infantil depende da mudança dos hábitos da família. A criança precisa receber o exemplo dos pais para aceitar a reeducação alimentar.

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