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    Lojas começam a estampar roupas para o inverno Mais importante do que estar na moda é ter estilo. Saiba como construir um estilo e quais as tendências da estação mais fria do ano em 2009

    Daniele Gruppi
    Repórter
    7/4/2009

    O inverno se aproxima e, aos poucos, as lojas vão estampando as roupas da estação. O consumidor, principalmente o mais antenado, já está de olho nas vitrines e nas revistas especializadas. Afinal, quem não quer estar na moda? Entretanto, a consultora de moda Glória Kalil alerta: "Nem tudo que o mercado oferece, cai bem. A pessoa deve escolher a moda que a representa."

    Para ela, ter estilo é mais importante do que estar na moda. "Estilo manifesta individualidade. Cada roupa tem um significado, mostra exatamente o que se quer dizer. Três pessoas podem usar a mesma roupa e a interpretação de cada uma será diferente da outra."

    Dessa forma, antes de ir às compras, a consultora dá dicas de como construir um estilo próprio. O primeiro passo é ir para frente do espelho a fim de descobrir as proporções do corpo e definir o que usar. "Engana-se quem acha que só existem as proporções alto e baixo, gordo e magro. Tem gente que tem ombro caído, pernas longas e corpo pequeno, por exemplo. A consciência do corpo faz diferença na hora de compor o visual, faz com que a pessoa consiga o melhor jeito de se apresentar."

    Glória afirma que a idade também é um fator determinante para compor um estilo. Buscar informações de moda para se inteirar sobre as tendências também é importante. Por fim, deve-se aliar o orçamento ao estilo de vida. Ela diz que é possível construir um estilo e estar na moda com roupas baratas. "Moda favorece mais quem tem criatividade do que quem tem dinheiro." Segundo a consultora, está muito em voga o estilo hight-low. "Mistura-se o simples com o sofisticado." Para quem quer ser chic, o conselho é juntar o melhor do visual com o melhor do comportamento.

    Tendências da moda inverno 2009

    Depois de conhecer o corpo e de criar um estilo, é hora de saber sobre as principais tendências para a estação mais fria do ano. As juizforanas vão poder apostar no xadrez, considerado o grande tema do inverno. A padronagem aparece em todas as peças, de calças a vestidos. "Pode vir também misturado com flor e com modelos estilo college (escola inglesa)."

    Para aquecer, as opções são casacos e blazers. O destaque fica para os blazers grandes e mais folgados, apelidados de blazer do namorado, e para as jaquetas mais curtinhas e ajustadas com ombros pontudos, com cara de anos 80. Paletó tipo capinha também aparece nas coleções.

    As calças legging continuam na moda. Conforme Glória, podem ser usadas inclusive com roupa de noite. Há modelos estampados e lisos. As calças skinny também estão em alta, desde peças básicas e com tecidos tecnológicos até com brilhos e metalizados para a noite.

    A calça estilo cenoura, o famoso baggy dos anos 80, também está na moda. "Pode ser usada com bota por dentro ou por fora da calça." Não vai errar quem apostar nos macacões. Eles aparecem no estilo trabalhador e sofisticado.

    A novidade está no uso do moletom como matéria-prima para todas as peças. O tecido, que sempre foi associado a blusões e calças folgadas, pode ser encontrado em blazers, jaquetas e até em vestido para festa, sendo aplicados com paetê. Aliás, o paetê também está com tudo. "Eles não saem de moda."

    A pele sintética também está de volta, assim como as franjas e o tricô. As cores do inverno variam entre o azul, o vermelho, o verde e o roxo. Os tons neutros que prevalecem são o bege, o cinza e o branco. O preto, claro, sempre na moda. Destaque para looks monocromáticos em branco e preto.

    Para as mulheres que querem arrasar numa festa, vale abrir mão do longo em detrimento do curto.

    Configuração da moda

    Como os estilistas ditam a tendência? De acordo com Glória Kalil, atualmente, os estilistas estão de olho nas ruas. Mas não era observando a realidade que as criações surgiam. A configuração da moda mudou muito. Até a década de 50, as pessoas se vestiam para pertencer a um certo grupo. A moda era autoritária. As tendências partiam da alta-costura e só depois iam para as ruas.

    Nos anos 60, essa estrutura tremeu. Os jovens criaram a contracultura com o ingresso no mercado de trabalho e com os movimentos revolucionários. A moda fica mais jovem e informal.

    Nos anos 90, com o advento da internet e com a globalização, as tendências não são mais simplesmente impostas, passam a ser democráticas. "Ao contrário do que se pensava, a globalização não uniformizou e nem massificou. Hoje, é segmentada em tribos e as pessoas criam grupos como forma de expressão."

    Para Glória, a moda está indo e voltando, nenhum profissional da moda está criando nada de novo. A última grande novidade foi o strecht, tecido com elasticidade que a sociedade abraçou. A consultora acredita que o próximo passo da moda será o investimento em tecnologia nos tecidos.

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