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    Com que roupa eu vou? A escolha da roupa certa é uma dúvida comum quando a ocasião pede um traje formal. Porém, o conceito de moda está mais maleável

    Pablo Cordeiro
    *Colaboração
    21/9/2009

    Vestido longo ou curto? Terno claro ou escuro? Para muitos, a escolha do traje certo é um pesadelo na hora de ir a ocasiões especiais. Para quem está sempre na dúvida de como se vestir, uma boa notícia. Os conceitos engessados na cultura social caíram em desuso e a moda está bem flexível.

    Segundo o coordenador da pós-graduação do curso de Moda da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Afonso Rodrigues, tendências atuais apontam para o uso de roupas de alfaiataria como alternativa ao paletó. "Os estilos passam por inúmeras adaptações no decorrer dos anos. Tempos atrás, o paletó era amplamente utilizado. Hoje, as pessoas preferem camisas e calças sociais."

    Rodrigues destaca que, mesmo com certo grau de formalidade do evento, variações são permitidas, desde que haja bom gosto e bom senso. "O brasileiro é muito informal. Até pelo próprio clima, vários tipos de trajes são aceitos. Em um determinado evento durante o dia, pessoas são vistas usando esporte fino (calça e camisa social), como também blazer ou terno. A própria pessoa decide se está bem ou mal", explica Rodrigues.

    Ele ressalta que a moda não obriga ninguém a como deve se vestir. "Quando um grupo tem o mesmo objetivo, tendências podem ser adotadas. Hoje, as situações permitem possibilidades de informalidade que antes não eram aceitas. O novo milênio já rompeu com várias regras, basta a pessoa saber ponderar o sofisticado e evitar a extravagância."

    O profissional cita o exemplo de um casamento. "A ocasião reúne vários tipos de vestimentas e estilos diferentes. Nele, é certo que a noiva esteja de branco, porém, nada impede que ela utilize outra cor. Vai ficar estranho, mas não quer dizer que não seja aceito. Em uma cerimônia, encontram-se convidados de terno, blazer, esporte fino, vestido longo e curto. Desde que a roupa seja elegante ou a combinação inteligente, é possível variar. Mas tudo tem limites. Esquisito seria se um convidado fosse o único de fraque e cartola."

    Terno ou esporte fino?

    Afonso Rodrigues atenta para a gravata. "Hoje, algumas peças caíram para segundo plano. A pessoa pode estar em um evento formal sem gravata. Quando usa, não necessariamente deve estar combinando com a camisa ou com o terno. A roupa pode ser tão ou mais elegante do que qualquer outra, só depende do corte."

    Outro ponto recorrente é a dúvida em quantos botões o paletó deve ser abotoado. Novamente a flexibilidade dita as regras. "Depende do design da roupa e do propósito do estilista. Se o paletó tem três botões, por que abotoar apenas dois? Além disso, nada impede do próprio paletó possuir dois ou um botão", esclarece o profissional. "O comercial substituiu o protocolo. A moda dispensa a peça antes que ela gaste. Hoje, o formalismo é relativizado."

    Em relação à combinação nos ternos, a maleabilidade e a inteligência da pessoa excedem as antigas regras de cerimonial, se a pessoa assumir aquilo que ela está vestindo, pontua. Ele também destaca o aumento da utilização do jeans com paletós. "Jeans virou peça de uso genérico. Não existe problema de deselegância, se for usado um paletó de um terno com uma calça de material diferente. Longe de cometer uma gafe, isso denota personalidade."

    Alternativas para as mulheres

    E os tradicionais vestidos, será que são a única opção para o público feminino? De acordo com a moda atual, a resposta é não. Em inúmeras ocasiões, a mulher pode estar trajando blazer e calça comprida de alfaiataria que estará elegante e apta para eventos formais. "Desde a década de 50, as mulheres estão absorvendo novos conceitos criados pela moda. O uso de calças e blazers é um deles. Atualmente, este estilo é visto nas ruas e nos eventos formais. Ao contrário do que muitos possam pensar, a mulher não fica com uma aparência masculinizada."

    O profissional também observa a prevalência dos acessórios. "As joias têm um papel importante. São o primeiro estágio de composição da roupa. Uma dica é a combinação do acessório com a roupa. A intenção da joia é valorizar o estilo e não entrar em disputa com ele", explica. Outra incerteza que gera dúvidas é a utilização de bijuterias. "Uma bijuteria refinada pode ser usada sem qualquer problema, desde que acompanhe um conceito que possa valorizar a roupa e a pessoa. Mesmo não sendo uma joia, o estilista já agregou valor à peça. É um pensamento contemporâneo de valor e inteligência e não apenas financeiro, pois, hoje em dia, a preocupação com segurança supera os padrões financeiros."

    *Pablo Cordeiro é estudante do 9º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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