Má conservação de estradas prejudica economia
Comerciantes da região deixam de fazer compras em JF por causa da má conservação das estradas que gera prejuízos
aos motoristas e ocasiona acidentes

Sílvia Zoche
Repórter
18/03/05

Escute o que fala o diretor da Empav, René Vieira Filho, sobre a recuperação das estradas. Ouça, também, o que o prefeito Alberto Bejani fala sobre a BR-267.    Ouça! Ouça! Opinião

Há algum tempo, a má conservação das estradas federais próximas a Juiz de Fora como BR-040 (Juiz de Fora - Santos Dumont) e a BR-267 (até Leopoldina) tem preocupado os lojistas da cidade. Os comerciantes já sentem a queda no número de consumidores de outras regiões e com os buracos na pista, o número de veículos também diminuiu devido aos riscos de acidente. Se o fluxo diário da 267 era de 2500 veículos, agora o inspetor da Polícia Rodoviária Federal, Wallace Wichansky, acredita que passe um pouco mais de mil veículos/dia. "As pessoas estão procurando rotas alternativas", explica.

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Foto tirada na BR-267

Somando-se os habitantes de Juiz de Fora e as cidades do entorno que possuem interesse em fazer compras aqui, são cerca 2 milhões de pessoas. "É lamentável que a precariedade de conservação das estradas abale o comércio", lamenta o presidente do sindicato do Comércio, Oddone Villar Turolla. "Há muito tempo que Juiz de Fora se esvazia economicamente, por não atrair consumidores. Antes, nós éramos a segunda cidade no estado em arrecadação de tributos. Agora somos a oitava. É preciso investir também nas estradas", afirma.

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Foto ACESSA.com Para o presidente da Associação Comercial, Nuno Alves de Souza Martins (foto abaixo), é difícil saber se realmente diminuiu o número de compradores da vizinhança. "O que está acontecendo é que as pessoas demoram um pouco mais de tempo para vir em Juiz de Fora, quando vêm, compram tudo de uma vez só".


Mas ele admite que o estado precário das estradas causa prejuízo, principalmente, para os mercadores de hortifruticultura. "Quem tem mais problema, é quem precisa de produtos diariamente, como o pessoal da Ceasa e da agricultura. Eles precisam vir duas ou quatro vezes aqui. Às vezes, perdem até a safra quando buscam ou levam a mercadoria", diz.


O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora (CDL/JF), Vandir Domingos, acredita que diminua em 15% o número de consumidores de fora. "Estamos apreensivos. Todos são prejudicados, não só os de Juiz de Fora".

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Já para o prefeito Alberto Bejani, a economia de Juiz de Fora é afetada no momento em que pessoas desviam seu curso. "Quem mora em Leopoldina, prefere pegar a Rio-Bahia, sair na BR-040 e ir para o Rio. Não vem pra Juiz de Fora. As pessoas que viajam para Caxambu, São Lourenço, Lambari, que passam por JF e dormem aqui, estão evitando, porque sabem que quando entram na BR-267 é uma catástrofe", analisa Bejani.

Em busca de soluções
Para tentar minimizar o problema, que já dura há muito tempo, o prefeito Alberto Bejani e o diretor-presidente da Empav, René Pinto Vieira Filho, estiveram com o vice-presidente da República, José de Alencar, o ministro dos Transportes, Alfredo Pereira do Nascimento e o diretor do DNIT, Alexandre Oliveira. "Levamos fotos eles ficaram abismados de ver as crateras. A estrada é criminosa mesmo. Até o governo pode ser responsabilizado por acidentes e quebra de veículos", comenta Bejani.

Apesar disso, o inspetor Wichansky diz que o volume de acidentes tem sido pequeno. "O primeiro motivo é a diminuição do número de veículos. O segundo é que com a quantidade de buracos na estrada, as pessoas não conseguem desenvolver velocidade", ressalta.

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Alberto Bejani
René Vieira Filho

A reunião com o Governo Federal resultou na liberação de R$ 2,5 milhões. Com o recurso, Bejani diz que ainda neste primeiro semestre a intenção é iniciar a operação tapa-buraco. "O que não é a solução! Isso diminui o problema no momento, mas daqui a três meses voltarão os buracos", alerta o prefeito.

Foto ACESSA.com Segundo Bejani, o diretor do DNIT certificou que no 2º semestre serão liberados recursos suficientes para que seja feito o recapeamento geral. "O diretor Alexandre me garantiu que no 2º semestre, com o dinheiro do orçamento mais folgado, o ministro dos Transportes autoriza".

Depois do encaminhamento burocrático, é aguardar a tramitação do projeto, para que possa ser colocado em prática. "O que o município pode fazer, já foi cumprido. Com a verba será possível realizar a manutenção que vai de Bicas até Bom Jardim de Minas e na BR-040, de Juiz de Fora até a entrada de Oliveira Fortes", explica René Filho.

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    Concordo com o prefeito Alberto Bejani, pois o investimento nas estradas além de segurança, nos traz desenvolvimento! Dizer que, mesmo tendo a estrada esburacada as pessoas passam, é mentira, pois os caminhoneiros e passageiros já estão sentido no bolso a perda com gastos de peças, entre outros!

    Hoje, dia 26/07/2006, saí de Juiz de Fora à Vitoria-ES e observei que alguns trechos já estão com buracos abertos, meia pistas e mato no acostamento (alias não existem acostamentos)! Serve deste meio de comunicação levar as informações corretas a população que sente o descaso das autoridades! Estes demagogos que ficam atrás de suas escrivaninhas e dizem que está tudo bem, até o momento que perderem um parente vítima de acidente nestas rodovias!

    Fica meu protesto e espero ver esta rota entre as montanhas mineiras ligando as mais belas praias do país!

    Um abraço e vamos levantar esta bandeira

    C. Torres - 30/07/2006


    Especificamente sobre a BR 267, na ocasião de sua eleição para deputado federal, o sr. Custódio de Mattos em entrevista a um telejornal, mencionou o péssimo estado da rodovia. E na mesma oportunidade disse que reuniria esforços com os demais deputados eleitos na cidade a fim de pressionar os orgãos competentes para a recuperação da estrada. Minha pergunta é: será que não deu tempo para o deputado cumprir o declarado,ou apareceu outras prioridades.
    Não dá mais pra ficar só reclamando das péssimas condições das estradas já é passada a hora do povo ir pra rua protestar e reivindicar a recuperação das ex estradas.
    Houve uma evolução negativa nos seviços prestados pelo estado mas infelizmente a capacidade de cobrança do povo parece a mesma,inerte, desinformada,e o que é pior desinteressada.
    Como cidadão brasileiro eu espero que um dia o povo aprenda a reivindicar o que é de seu direito cobrando novas posturas não só dos diregentes públicos como também do funcionalismo,sob pena deste país se tornar totalmente inviavél.
    Aproveito e parabenizo vocês pelo trabalho prestado aos cidadaõs, pois a mídia quando é voltada aos interesses dos cidadãos é de grande valia porque demonstra o quanto temos que melhorar e faz com que saimos do comodismo e buscamos o aperfeiçoamento necessário.
    Na esperança de que um dia nos tornemos um grande país para todos, parabelizo-os pela contribuição. Um grande abraço,

    Carlos Henrique - 18/03/2005


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