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    Queda nos juros incentiva renegociação de dívidas Taxa Selic fixada em 9,25% reflete na redução de juros no mercado. Endividados devem aproveitar o momento para colocar contas em dia

    Patrícia Rossini
    *Colaboração
    1º/7/2009

    Em plena crise financeira, as sucessivas quedas da taxa Selic, definida periodicamente pelo Comitê de  Política Monetária (Copom) do Banco Central, podem ser o incentivo que faltava aos devedores para renegociar e quitar as dívidas. De setembro a dezembro de 2008, a Selic ficou estagnada em 13,75% ao ano e, desde janeiro, a taxa básica de juros vem sofrendo reduções, atingindo, em junho, o índice mais baixo do ano, de 9,25% (confira tabela).

    "O mercado estabelece as taxas de juros com base na Selic e, por isso, é um bom momento para trocar dívidas altas por outras mais baixas", explica o economista Guilherme Ventura. Segundo ele, a tendência é de que a taxa básica  continue em declínio, mas a redução brusca já aconteceu. "Para quem está devendo, a espera por uma nova redução nos juros pode trazer mais prejuízos, pois o tempo vai passando e a cobrança só aumenta."

    Diante do cenário otimista, Ventura recomenda a organização do orçamento familiar e a definição das prioridades. "O devedor precisa identificar onde está gastando o dinheiro e dar prioridade às dívidas com juros mais altos, como é o caso dos cartões de crédito e do cheque especial." Outra possibilidade é lançar mão de um financiamento com juros mais baixos, como o crédito consignado e o crédito para pessoa física. "Neste caso, o devedor pode conversar com seu gerente de banco para avaliar se vale a pena fazer o empréstimo para quitar as dívidas mais urgentes."

    Para evitar um novo endividamento, o economista aconselha o acompanhamento do orçamento familiar. "Sem planejamento e controle, é difícil manter as contas em dia, principalmente com as ofertas de crédito oferecidas pelo mercado", acrescenta.

    Inadimplência estável

    Dados levantados pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) apontam inadimplência estável no município. No caso da pessoa física, o índice de inadimplência saltou de 11,58% para 11,89% no primeiro quadrimestre do ano. O aumento é considerado normal para o presidente do órgão, Vandir Domingos. "O número de inadimplentes teve um acréscimo pequeno, dentro das nossas expectativas. É normal o endividamento maior no início do ano, pois há gastos com impostos, material escolar e matrícula."

    O problema, segundo ele, é a falta de planejamento orçamentário e as possibilidades de crédito oferecidas pelas empresas. "Com financiamentos em muitos meses, a pessoa não tem noção do quanto está gastando e acaba endividada, pagando juros altos no cartão de crédito ou na financeira", completa Domingos.

    Taxa básica de juros - Selic
    Táxa básica de juros - Selic (de 06/2008 a 06/2009)
    2008 %
    Fonte - Comitê de Política Monetária / Banco Central
    Junho 12,25
    Julho 13
    Setembro 13,75
    Outubro 13,75
    Dezembro 13,17
    2009 %
    Janeiro 12,75
    Março 11,25
    Abril 10,25
    Junho 9,25

    Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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