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    Décimo terceiro salário deve ser pensado como recurso adicionalO ideal é inverter a ideia de que o salário extra deve ser incorporado à renda. Trabalhador precisa traçar as prioridades, independente da faixa de renda

    Clecius Campos
    Repórter
    6/11/2010
    Foto de pessoa contando dinheiro

    A primeira parcela do 13º salário chega ao bolso dos trabalhadores da iniciativa privada até o dia 30 de novembro. Só por meio dos funcionários registrados em Juiz de Fora devem ser injetados R$ 83,25 milhões na economia da cidade, com a primeira parcela do 13º. A remuneração extra é muitas vezes pensada como um recurso já incorporado ao salário e esse pode ser um dos motivos para que parte dele esteja comprometido com as compras de final de ano. O economista Lourival Batista de Oliveira Júnior afirma que esta lógica precisa ser invertida. "O 13º deve ser pensado com um recurso adicional, para que as pessoas mantenham seus padrões de vida, conforme suas possibilidades."

    A ideia é não utilizar o dinheiro para parecer mais rico ou menos pobre. "Independente da faixa de renda, a população deve viver de acordo com suas possibilidades e tentando subir de vida. Ter um padrão falso é perigoso. O status econômico deve ser mantido de forma consciente e sustentada. Tendo isso em mente, vem as prioridades do uso do 13º."

    Segundo Júnior, qualquer recurso adicional deve ser direcionado, primeiramente, no abatimento de dívidas. "Se há um endividamento, é importante zerá-lo. Se for uma prestação ou um financiamento, por exemplo, o adiantamento das parcelas, com pagamento à vista, utilizando o 13º, pode favorecer uma negociação. Na negociação, é possível obter descontos significativos em prestações fixas." As dívidas com cartão de crédito e cheque especial são ainda mais prioritárias, já que os juros são altos e a conta pode aumentar bastante a cada mês. "Mesmo se o que se deve for maior que o 13º, não adianta ficar com pena de gastar tudo. É sempre melhor acabar com uma dívida."

    Economizar e pensar antes das compras

    Guardar uma parte do benefício é a segunda opção para quem não está tão preocupado com as contas. Segundo Júnior, os meses de janeiro e fevereiro demandam gastos extras que costumam causar problemas no orçamento ao longo do ano. Dessa forma, o 13º seria um ganho adicional que poderá servir como um fundo de reserva também para emergências. "É bom formar um pecúlio, um fundo. Botar um dinheirinho na poupança é sempre válido. Mesmo que o rendimento não seja alto, é um juro fixo e o recurso fica guardado." Se o valor for alto o suficiente para um investimento mais arriscado, a dica é procurar ajuda especializada. "Procure o gerente do banco para conhecer os diferentes tipos de aplicações. Isso varia de pessoa para pessoa, é conforme o perfil de cada um. No caso de investir no mercado de ações, só se arrisque se conhecer o sistema da bolsa."

    Dívidas sanadas e dinheiro guardado, já pode pensar nas compras. Mas, segundo Júnior, é preciso pensar bem. "Vale a pena iniciar outra dívida? Tenho dinheiro suficiente para pagar à vista e negociar um bom desconto? Estou precisando deste produto? Ele vai me trazer mais vantagens que prejuízos?" Além de fazer essas questões, é interessante aproveitar a gama de produtos que são ofertados na época do Natal e fazer pesquisas de preços.

    Soluções alternativas

    Nem todo mundo tem dinheiro suficiente para pagar as dívidas, economizar e, mesmo assim, quer fazer algo especial e presentear no Natal, utilizando o salário extra. Segundo Júnior, há uma teoria econômica denominada propensão marginal a consumir, que diz que quanto menos renda a pessoa dispõe, maior parte daquela renda precisa ser consumida. Sendo assim, as soluções alternativas são as orientações para gastar com responsabilidade, sem desequilibrar o orçamento.

    "Tudo tem que ser medido. Em vez de dar presentes caros para todos da família, é legal fazer um amigo oculto, mesmo que seja com lembrancinhas de R$ 1,99. Assim todo mundo presenteia e recebe algo, além de participar de uma brincadeira divertida. A ideia de que gostar mais é dar presentes mais caros não faz sentido. A amizade não se mede dessa forma. Esse consumismo exacerbado que ocorre no Natal deve ser combatido."

    As substituições também devem ocorrer no caso da ceia de Natal e de possíveis viagens. "Escolha produtos mais baratos. Faça viagens menores ou tente economizar para passear depois. O importante é viver de acordo com suas possibilidades e buscar crescer estudando, adquirindo mais capacidades e habilitações que darão o retorno financeiro a longo prazo."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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