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    Dívidas são prioridades na hora de gastar o 13º salárioDe acordo com economista, é preciso planejar antes de usar o benefício. As prioridades são débitos com cartão de crédito e cheque especial

    Clecius Campos
    Repórter
    26/11/2009

    A primeira parcela do 13º salário deve chegar ao bolso dos trabalhadores formais de Juiz de Fora até o próximo dia 30 de novembro. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pelo menos 124.645 empregados devem receber o benefício na cidade. A estimativa é de que o valor somado ultrapasse R$ 72,5 milhões até o fim de novembro. Até 20 de dezembro, quando a segunda parcela é paga, os juizforanos deverão receber cerca de R$ 145 milhões.

    A segunda parte do benefício chega também às mãos de cerca de 114 mil aposentados e pensionistas da cidade, que devem receber o equivalente a R$ 36 milhões, menos impostos. A primeira parcela para essa categoria foi paga nos meses de agosto e setembro deste ano.

    Para tanto dinheiro em circulação, o ensinamento do doutor em economia Aloísio Teixeira Gomes é que seja realizado um planejamento orçamentário que trace prioridades. A orientação é de que pelo menos parte do montante seja utilizada para amortizar dívidas, principalmente as de cheque especial e cartões de crédito. "Os juros desse tipo de empréstimo são altíssimos, girando entre 10% e 15%. Vale a pena usar o dinheiro extra para, preferencialmente, acabar com esse déficit."

    Caso o montante não seja suficiente para sanar toda a dívida, a dica é tentar negociá-la com a instituição financeira, dando parte do benefício como sinal. "É preferível até fazer um empréstimo convencional no banco, cujos juros variam entre 2% e 6% e somar ao dinheiro disponível para amortizar o saldo devedor."

    Pagamento de contas e investimentos

    Pagas as dívidas, ou caso elas não existam, a prioridade é reservar parte do 13º para o pagamento de compromissos próximos ao fim de ano. "A intenção é destinar o valor para o pagamento de impostos como IPTU e IPVA, matrículas em faculdades e escolas e compra de material escolar, que se forem feitos com antecedência podem inclusive levar a preços mais baixos, com o pagamento à vista, por exemplo."

    Os investimentos são a próxima prioridade. De acordo com Gomes, há duas formas de investir: comprando-se bens duráveis ou poupando dinheiro. "Usar o décimo terceiro para comprar TV, geladeira, fogão, trocar de carro ou fazer reformas na casa são ótimas opções." Para guardar dinheiro em banco, a dica é procurar a poupança simples. "É um investimento que não tem despesas com encargos e rende 0,6% ao mês, sem a necessidade de depósito mínimo. Os investimentos a longo prazo variam de 0,7% a 1% ao mês, mas podem ser mais arriscados." A dica é fazer uma pesquisa nos bancos e escolher aquele que oferecer rendimentos mais atraentes.

    Só então chega a vez do lazer, o último quesito na lista das prioridades. "Se ainda sobrar algum dinheiro, o cidadão pode promover as festas, comprar os presentes e até fazer uma viagem. Afinal, ninguém é de ferro."

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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