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    Quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014, atualizada às 16h18

    Comércio varejista registra aumento menor que 2012, aponta IBGE

    Eduardo Maia
    Repórter
    Comércio

    A alta de 4,3% nas vendas do comércio varejista brasileiro representa menos que a metade do crescimento registrado em 2012 - 8,9%. Pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que em relação a dezembro de 2012, as vendas cresceram 4% em dezembro do ano passado e a receita nominal 10,7%. Em todo ano de 2013, a receita cresceu 11,9%.

    De acordo com o superintendente do Sindcomércio-JF, Sérgio Costa de Paula, o comércio vive um momento muito difícil, principalmente por causa da alta carga tributária. Ele afirma que o setor em Juiz de Fora já começa a sentir os reflexos da economia nacional. "Todas as tentativas do governo de se transformar a política tributária não acontecem nunca. As empresas passam por muita dificuldade. Você anda pelas ruas do Centro e percebe quantos estabelecimentos estão fechando. Você vê estabelecimentos que abrem e fecham em seguida. Falta de planejamento? Pode ser, mas a economia juiz-forana também está sentindo o reflexo da economia nacional", diz.

    Costa pondera quanto o crescimento varejista e acredita que os percalços da economia internacional impactam no cenário brasileiro. "O Brasil sente um pouco dos respingos do cenário internacional: a operação do dólar, as crises na economia mundial. Quem acompanha o noticiário internacional e econômico sabe que isso afeta evidentemente o comércio. Poderia ter um crescimento ativo nas vendas do varejo, mas foi muito pequeno. Se comparar o aumento do ano passado, este é tímido. O comércio tenta superar as dificuldades."

    Sérgio aponta que os fatores que permitem manter a desenvoltura dos comerciantes são os períodos de venda aquecida, como as datas comemorativas. Mas, segundo o superintendente, não se pode generalizar. "Tudo depende do segmento. No dia das crianças, o comércio melhora para as lojas especializadas, as empresas que negociam produtos para as crianças. Assim como acontece com o dia das mães. De uma certa forma, o comércio recebe incrementações por causa disso", avalia.

    Pesquisa

    O IBGE mostra que o aumento de 4,3% nas vendas no ano de 2013 é resultado do crescimento de sete dos oitos setores pesquisados. As vendas caíram apenas no segmento móveis e eletrodomésticos (0,9%). Já entre os setores com crescimento, os destaques são artigos farmacêuticos, médicos e ortopédicos (12,4%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,2%), seguidos de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (9,5%), por exemplo.

    "O Governo reduziu o IPI da linha branca, para estimular o consumo, e as vendas foram altas. Por que não fizeram isso com outros setores? O consumidor está endividado. A maioria procurou quitar as dívidas com o 13º salário e com o restante foi às compras. Houve aumento no preço dos alimentos, dos impostos, o consumidor fica com a renda comprometida. O setor de remédios se destaca porque ele realmente registra boas vendas durante o ano inteiro", analisa.

    Em relação ao resultado de dezembro 2013, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBGE revela que as vendas caíram 0,2% pela primeira vez, depois de nove meses consecutivos de aumento no volume, destacou o o órgão. Naquele período, a receita nominal aumentou 0,5% na comparação com novembro e segue em alta desde junho de 2012.

    Quedas

    Em comparação com novembro, seis dos dez ramos do comércio tiveram queda nas vendas. A maior foi verificada em equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (12,6%), seguida por móveis e eletrodomésticos (3,5%), veículos motos, partes e peças (1,9%). Já os ramos com crescimento foram tecidos, vestuário e calçados (0,7%), hipermercados, supermercados, alimentos, bebidas e fumo (0,5%) artigos pessoais (0,2%) e livros (0,2%).

    Com informações da Agência Brasil

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