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    Quarta-feira, 7 de janeiro de 2015, atualizada às 17h28

    Material escolar está 8% mais caro em 2015

    Eduardo Maia
    Repórter
    Palimontes

    As listas de material escolar começam a ser entregues aos pais de alunos para o período letivo de 2015 e o comércio se prepara para receber os clientes reforçando os estoques. Neste período, é preciso se atentar aos custos de alguns itens que podem provocar um impacto no bolso do consumidor.

    Análise do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta que os custos com educação estão entre os que registraram maior alta, dentre oito grupos analisados. No acumulado de doze meses até novembro, o índice de aumento foi de 8,37%, enquanto no ano anterior, o índice registrado foi de 7,94%. De acordo com o Sindicato das Livrarias e Papelarias do Distrito Federal (Sindipel), a previsão de aumento somente para materiais escolares é de 8%. O valor supera o acumulado da inflação oficial, que foi 6,56%.

    Mãe de três filhos, a empresária Simone Santiago prevê gastos de até R$ 1.500 somente com a compra de materiais escolares. Ela opta por comprar todos os produtos de uma só vez, inclusive para aproveitar os descontos. "Os gastos aumentam a cada ano, a gente já até espera. Como meus filhos estão na mesma escola do ano passado, pelo menos dá para aproveitar alguns materiais. Lápis de cor, por exemplo, compro o ano inteiro e ainda estão ótimos para uso", afirma.

    Materiais como canetas, lápis de cor e cola estão entre os que tiveram maior aumento neste ano. De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o maior registro de aumento na carga tributária foi verificado na caneta, somando 47,49%. Outros produtos analisados pelo Instituto são o tubo de cola, com aumento de 42,71%, o estojo para lápis, com 40,33%, fichário, com 39,8% e caderno e lápis, com 34,99%.

    Itens de maior aumento são os mais procurados

    Os itens que apresentaram maior oscilação em relação ao ano anterior são também os mais procurados, conforme explica o gerente da loja Palimontes, Geraldo Leocádio. Segundo ele, estes itens figuram nas listas de material escolar exigida pelas escolas, que costumam variar. Apesar dos reajustes, a estimativa é de crescimento das vendas neste ano.

    "Nós ainda não temos um percentual certo do quanto as vendas podem aumentar, no entanto, nossa estimativa é de que esteja em torno de 10%. É preciso ainda analisar o que os colégios tem pedido. Percebemos um aumento nas vendas de nossa livraria, já que os pais temem que os produtos não sejam entregues pela editora a tempo do início do ano letivo. Eles preferem adquirir diretamente na loja", afirma.

    De acordo com o Leocádio, a busca por materiais escolar teve início a partir da segunda quinzena de dezembro e deve se estender até o início de fevereiro. "Desde o dia 15 de dezembro, as pessoas já tem olhado os preços, outras aproveitando o 13º salário para comprar. Acredito que o período de maior procura seja entre 15 de janeiro e 10 de fevereiro. As pessoas voltam da viagem de férias e começam a pesquisar e adquirir os produtos das listas escolares."

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