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    Comércio ganha força nas redes sociais

    Grupos de compra, venda e troca são os preferidos para quem deseja comprar algo por um preço mais baixo ou se desfazer do que não lhe convém; saiba como evitar golpes

    Eduardo Maia
    Repórter
    11/01/2015

    Celulares, bolsas, veículos, animais de estimação, roupas, imóveis, serviços, empréstimos financeiros e outros tantos produtos tomam conta de grupos das redes sociais e plataformas de negociação. Seja para quem deseja se desfazer de algo que já não lhe convém, seja para os que pretendem adquirir um produto por um preço mais barato, as linhas do tempo do Facebook e os sites de negócios são cada vez mais utilizados pelos juiz-foranos. Esta modalidade de comércio eletrônico torna-se, inclusive, uma boa fonte de renda para aqueles que compram para revender.

    A dona de casa Roberta Cabral utiliza um grupo de venda e troca em uma rede social para complementar a renda. Entre os produtos que oferece estão roupas, calçados, celulares, móveis, entre outros. "Comecei desapegando o que tinha e não usava. Sempre compro, vendo e troco também, praticamente todos os dias. Não tenho empresa formalizada, mas é uma fonte de renda. Um complemento, eu diria", explica.

    Segundo a negociadora, mais do que gerar algum lucro, este tipo de atividade possibilita fazer novas amizades. "Prezo sempre pelo contato pessoal, embora a negociação inicial seja feita pela rede. Vou à casa de algumas pessoas, apresento os produtos e acabo fazendo novos amigos, que me procuram quando estão precisando de alguma coisa", afirma. Além das vendas e das trocas, a Roberta também utiliza a rede para fazer doações.

    Recém-chegada à Juiz de Fora, a estudante de administração Amanda Santos conta que conseguiu mobiliar boa parte de seu apartamento utilizando grupos do Facebook. "Consegui comprar meu guarda-roupa, minha cama, uma lavadora e uma escrivaninha. As ofertas foram surgindo e, aos poucos, fui comprando. Não deixo de olhar se tem alguém oferecendo e também costumo oferecer. As vendas são rápidas e feitas de forma muito simples", constata.

    Divulgação do empreendimento

    Para além das rápidas negociações entre pessoas físicas, empreendedores juiz-foranos com marca já consolidada também tem utilizado destas ferramentas para divulgar seu produto. O proprietário do restaurante japonês Click Sushi, Ricardo Ribeiro Lopes, percebe nas redes sociais e nos sites de negócios uma boa maneira de prospectar novos clientes e atingir públicos específicos.

    "Eu uso muito a rede porque consigo atingir o público que eu preciso, com um custo praticamente zero. Consigo um volume considerável de clientes. Além do Facebook, faço divulgação por sites de venda online, aplicativo MaisApp e também pelo site da própria empresa. O retorno pela rede social é muito bom", relata.

    Segundo o empresário, ele busca realizar uma pesquisa entre os seus clientes de modo a entender por onde ele veio a conhecer o seu negócio. "Eu tenho até uma forma de pesquisa dentro do restaurante, para que os clientes de compras online informem onde viram o anúncio. Tenho um grande retorno do Facebook, principalmente dos grupos de compra e venda. Costumo criar promoções exclusivas para os clientes da rede social. Assim, é possível atingir públicos específicos", acrescenta.

    Golpes

    Uma das preocupações que o consumidor deve ter na hora de negociar é certificar-se da autenticidade da conta do vendedor na rede social, ou no caso de um site, analisar dados como CNPJ, endereço da loja física e consultar a reputação de quem oferta o produto. Além disso, sempre exigir a nota fiscal do produto, mesmo que já não haja mais garantia por parte do fabricante. 

    Apesar da prática de comercializar e adquirir os produtos nas redes, Roberta relata que já caiu em um golpe quando tentou adquirir um aparelho celular. "Já me venderam um celular bloqueado e estragado, fruto de roubo. Encontrei o vendedor no Parque Halfeld e não tinha como testar. Quando cheguei em casa não funcionava. Tentei contato e não consegui,  o perfil era fake [falso]. Tentei contato por telefone mas foi inútil. Há usuários que criam o fake só pra enganar e depois apagam. Outra vez, recebi pelo Correio somente um carregador, ao invés do celular. Paguei R$ 600, cheguei a fazer boletim de ocorrência na Polícia Militar, mas até hoje nada", revela.

    A superintendente em exercício da Agência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/JF), Mônica Gasparetti, alerta para alguns cuidados a fim de evitar este tipo de golpes. "Muitas pessoas não recebem o produto depois do pagamento. Elas dizem que conversaram pela internet com determinado vendedor e depois não o encontram mais. Algumas empresas tem representantes cadastrados para vender o produto, aí tudo bem. Mas quando se trata de alguma pessoa que não demonstra nenhum tipo de vinculação, realmente tem que tomar cuidado. Em determinadas situações, não é recomendado finalizar a compra", diz.

    Uma boa solução a ser tomada antes de encerrar uma negociação é consultar amigos sobre a procedência do vendedor. "Na hora da compra pela Internet, procurar saber se é um site ou uma pessoa confiável, conversar com outras pessoas. É interessante também analisar se há amigos em comum, para fazer a consulta. Sendo confiável, pegar os dados da pessoa, verificar se há uma loja fisica, o endereço, o CNPJ. É sempre importante exigir a nota fiscal", explica.

    Segundo Mônica, o Procon tenta tomar algumas medidas para solucionar os problemas. "Se não conseguirmos localizar a pessoa, tentamos localizar o fabricante do produto. Se não conseguirmos o contato por telefone, a gente manda e-mail e uma correspondência, marcando uma audiência. O prazo é de 20 dias para um retorno. Se o fornecedor recebe uma intimação e não vem, tomamos providências cabíveis na Justiça", completa.

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