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    Segunda-feira, 13 de janeiro de 2014, atualizada às 08h47

    Cliente da Caixa terá direito à saldo de poupança encerrada

    Poupança

    Os clientes das 496.776 contas poupanças encerradas pela Caixa Econômica Federal (CEF) entre 2005 e 2011 terão direito ao saldo existente no ato do encerramento da conta. Em nota, o banco negou que tenha realizado um confisco irregular nas contas, retendo R$ 719 milhões de recursos de depositantes da caderneta de poupança. A CEF informou ainda que nenhum cliente teve prejuízo e que o correntista poderá reaver os recursos, com correção, assim que regularizar a situação cadastral.

    A denúncia de confisco foi revelada em uma reportagem publicada no último sábado, 11 de janeiro, pela revista Isto É. A publicação informava que a Caixa tinha encerrado ilegalmente as contas com irregularidades no CPF ou no CNPJ, confiscado os recursos da caderneta de poupança e usado o dinheiro para inflar os lucros em 2012. Em nota, o banco alegou que foi realizado um recadastramento ocorreu para combater fraudes, a fim de evitar danos à credibilidade da caderneta de poupança e cumprir as regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

    A CEF promoveu uma varredura entre 2005 e 2011 para identificar contas de titulares com irregularidades no CPF ou no CNPJ. Segundo o banco, 346 mil contas foram regularizadas depois que os clientes foram contatados por correspondência ou por telefone, mas os correntistas que não se manifestaram tiveram a conta encerrada em 2012.

    O banco, no entanto, admitiu divergências em relação a contabilização dos R$ 719 milhões que estavam nas contas encerradas. Os recursos foram registrados como receitas operacionais, o que elevou o lucro líquido da Caixa em R$ 420 milhões no balanço de 2012 depois do pagamento de tributos. Segundo a Caixa, o registro dos recursos das contas encerradas foi aprovado por auditorias independentes, mas foi contestado pela Controladoria-Geral da União (CGU). O órgão fez uma consulta ao BC, que determinou que o saldo das contas inativas não fosse computado como receita. Segundo a instituição financeira, o ajuste aparecerá no balanço de 2013, como diminuição do lucro em R$ 420 milhões.

    Com informações da Agência Brasil

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