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    Sábado, 7 de novembro de 2015, atualizada às 9h57

    13 pessoas seguem desaparecidas após rompimento de barragens em MG

    Pelo menos 13 pessoas continuam desaparecidas após o rompimento de duas barragens no distrito de Bento Rodrigues, zona rural de Mariana (MG), segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, divulgadas na última sexta-feira, 6 de novembro.

    Ainda de acordo com boletim da corporação, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, está reunido com autoridades do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar do estado. Até as 22h da última sexta-feira, 569 pessoas, o que representa 136 famílias, foram alocadas pela Samarco na rede hoteleira da região de Mariana.

    As barragens do Fundão e de Santarém, pertencentes à empresa, romperam ontem por volta das 16h30 e inundaram a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração.

    Barragens como essas são feitas para reter os resíduos sólidos e água dos processos de mineração. O rejeito é material que deve ser armazenado para proteção do meio ambiente.

    Para ajudar as vítimas do acidente, uma campanha está sendo realizada com vários pontos de coleta. Segundo a mineradora, o rejeito não é danoso à saúde.

    MP instaura inquérito para apurar o acidente

    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais (Nucam) e do Núcleo de Combate a Crimes Ambientais, instaurou um Inquérito Civil para apurar as causas, as consequências e os responsáveis pelo rompimento da barragem. Também será recomendado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável a suspensão da licença do empreendimento até que se apure sua regularidade e se garanta a segurança da comunidade.

    O procedimento vai investigar se estavam sendo cumpridas pela empresa as normas técnicas exigidas pelo licenciamento ambiental, principalmente aquelas relativas à segurança. Ele prevê que o laudo seja concluído em 30 dias. Estão envolvidos diretamente na apuração dos fatos 15 promotores de Justiça e 10 técnicos ambientais. Será avaliado ainda se o processo de alteamento que estava sendo realizado na barragem pode configurar um indício de que ela estivesse com a capacidade saturada e se teve influência no acidente.

    Por ocasião da solicitação de revalidação da licença de operação da Samarco, em outubro de 2013, o MPMG havia proposto a inclusão de condicionantes como monitoramento geotécnico e estrutural periódico dos diques e da barragem, com intervalo máximo de um ano entre as amostragens, apresentação de plano de contingência em caso de riscos ou acidentes, especialmente em relação à comunidade de Bento Rodrigues, e análise de ruptura da barragem.

    Em relação ao empreendimento da Samarco, em Mariana, já há uma Ação Civil Pública tramitando em Belo Horizonte, há dois anos, que questiona a viabilidade do empreendimento em relação à compensação ambiental do bioma Mata Atlântica.>

    Fotos: Divulgação internauta

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