Diástase Abdominal: Uma complicação que pode ser evitada

Nome do Colunista Amanda Beloti 22/10/2019

Diástase abdominal é quando ocorre um afastamento dos músculos abdominais e do tecido conjuntivo entre os músculos, geralmente durante a gravidez. É considerada a principal causa de flacidez abdominal e dor lombar após o parto.

Este afastamento dos músculos abdominais pode chegar a 10 centímetros e se deve à fraqueza do músculo “reto abdominal”, que fica extremamente esticado durante o período gestacional.

Pode ocorrer também em pessoas que eram obesas e perderam peso muito rápido ou em pessoas “barrigudinhas”, que tem “efeito sanfona”. O músculo “reto abdominal” é mais fraco nessas pessoas, que normalmente são sedentárias. Isso faz com que ele se estique muito e retorne sempre mais flácido.

Em gestantes, pode acontecer um afastamento tão grande que permitem que o examinador introduza 3 ou 4 dedos em seu abdome “afundando”, como se estivessem em um buraco.

É possível testar a si mesma da seguinte forma:

É possível desconfiar da diástase depois do parto ao sentir a região acima ou abaixo do umbigo muito mole, aparecendo até mesmo uma protuberância no abdome ao levantar peso, tossir ou espirrar.

Algumas situações favorecem o aparecimento da diástase, como, por exemplo, gestação de gêmeos, bebês de mais de 4Kg ao nascer e mulheres gestantes com mais de 35 anos.

A prevenção da diástase pode ser feita com o Pilates Gestacional e com a prevenção de ganho de peso durante a gravidez. Também se recomenda o espaçamento de pelo menos 2 anos entre as gestações.

E o mesmo método Pilates pode ajudar a resolver o problema das mamães que ficaram com a diástase no pós-parto. O método deve ser aplicado por um fisioterapeuta porque, se mal executado, pode causar um aumento da pressão intra-abdominal, afastando ainda mais os músculos “reto abdominais” e piorando a situação, levando ao possível surgimento de uma hérnia intestinal.

O fisioterapeuta pode também, se julgar necessário, utilizar o equipamento FES (Estimulação Elétrica Funcional) que através de uma corrente elétrica excita o músculo provocando sua contração. O paciente então faz a força juntamente com o estímulo do aparelho, aumentando a eficiência do fortalecimento muscular.

O tempo de tratamento pode variar de acordo com o tamanho da diástase. Quanto maior for o espaçamento mais difícil será promover a união das fibras. Pequenas diástases resolvem-se em 2-3 meses de fisioterapia ou Pilates.

A cirurgia fica como último recurso para a correção da diástase abdominal, por ser um procedimento invasivo e que tem todos os riscos de um procedimento cirúrgico. Mas apesar disso é uma abordagem simples, que consiste em “costurar” os músculos.

De qualquer maneira, a melhor intervenção é sempre a prevenção!!! Portanto, se você está em processo de emagrecimento, ou se você é gestante, procure já um fisioterapeuta para iniciar o processo! O fortalecimento abdominal é muito importante!

Pedidos de temas são bem-vindos por e-mail em amanda.beloti@yahoo.com.br

Obrigada pela sua leitura e até a próxima!


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