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    Sexta-feira, 02 de maio de 2008, atualizada às 19h

    Planos de Saúde têm o menor índice de reajuste dos últimos sete anos



    Daniele Gruppi
    Repórter

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou o índice de reajuste para os chamados novos planos, ou seja, para os planos de saúde médico-hospitalares individuais/familiares (firmados por pessoas físicas), com ou sem odontologia, contratados a partir de janeiro de 1999. O órgão fixou o teto de 5,48% - menor percentual de reajuste dos últimos sete anos.

    Entretanto, alguns planos de de saúde não concordam com o índice anunciado. Segundo a assessoria de imprensa de um plano que atende mais de 110 mil usuários em Juiz de Fora, o índice está abaixo do reivindicado pelas operadoras, o que causaria impacto nos custos assistenciais, já que elas vão receber menos pelos serviços e pagar mais. O departamento afirma ainda que as novas tecnologias associadas à medicina ficam além dos índices oficiais de mercado.

    Para o diretor-administrativo de outro plano na cidade, que atende cerca 2.500 pessoas, Adriano de Almeida Bauer, o esperado era um reajuste de 16 a 18%. "A ANS orientou que fosse feito este reajuste, mas as operadoras não são obrigadas a acatar. Entretanto, aquela que não se enquadra perde o valor comercial de seu plano". Outra preocupação das operadoras é que o reajuste chega junto com a inclusão obrigatória de novos itens na lista de procedimentos obrigatórios, como acupuntura e fonoaudiologia.



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