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    Quarta-feira, 27 de maio de 2009, atualizada às 16h57

    Médicos e odontólogos da PJF se unem para fortalecer campanha salarial

    Guilherme Arêas
    Repórter

    Os médicos e odontólogos da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora (PJF) decidiram se unir para fortalecer a campanha salarial das duas categorias. Nesta quarta-feira, 27 de maio, os odontólogos aderiram ao segundo dia de paralisação dos profissionais da saúde. A mobilização segue até esta quinta-feira, 28. Na próxima semana, uma nova paralisação está programada para os dias 2, 3 e 4 de junho. Na quarta, dia 3, os profissionais farão uma assembleia em conjunto às 10h, na Sociedade de Medicina. Um dos itens da pauta será a votação do indicativo de greve.

    Na última terça-feira, 26, o sindicato dos odontólogos encerrou a possibilidade de negociações com a Prefeitura. "O órgão não aceita nossa representatividade por meio do sindicato, sendo que somos a entidade mais antiga de Minas Gerais", argumenta o presidente da entidade, Ricardo Werneck. O secretário de Administração e Recursos Humanos, Vitor Valverde, já havia informado que os odontólogos são representados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu), cujas negociações salariais com a PJF já foram encerradas.

    Diante do impasse, os odontólogos vão expedir uma notificação judicial à PJF, pedindo o acesso do sindicato às negociações. Após 48 horas da comunicação, caso a Prefeitura mantenha a recusa em dialogar, o sindicato pode entrar com um mandato de segurança na Justiça Estadual.

    Negociação com os médicos não avança

    De acordo com o presidente do sindicato, Gilson Salomão, a contraproposta apresentada pela Prefeitura na última terça-feira não continha pontos significativos de avanço. "A categoria, em assembleia, preferiu marcar uma nova reunião, mantendo a paralisação de 72 horas na próxima semana."

    Nesta terça-feira, o prefeito Custódio Mattos disse que a Prefeitura vai enviar um projeto de lei à Câmara Municipal para regularizar a situação contratual dos médicos do Programa Saúde da Família, que atualmente são contratados pela AMAC. Trata-se de uma das reivindicações do sindicato, entretanto, há dúvidas de como o processo ocorrerá. "Alguns colegas já prestaram seleção junto à AMAC e queremos saber se isso tem algum valor. Vamos solicitar à Procuradoria Geral do Município um parecer urgente sobre a situação jurídica desses médicos", revela Gilson.

    No final do dia, a Prefeitura divulgou o balanço da paralisação desta quarta-feira. No Pam Marechal um médico aderiu à paralisação. Na Regional Norte (Policlínica de Benfica) apenas o ambulatório de pediatria parou. No Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente, 15 médicos pararam, o que representa 28% de adesão. Segundo a PJF, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) permaneceram abertas, mas 30% dos profissionais aderiram à paralisação. Já pelos cálculos do sindicato dos médicos a adesão foi maior, apenas seis UBSs contaram com atendimento.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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