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    Sexta-feira, 29 de maio de 2009, atualizada às 19h14

    Central de Agendamento de Exames marca exames com ligação a cobrar para pacientes

    Clecius Campos
    Repórter

    Quem espera pela marcação de exames de média complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS), em Juiz de Fora, e só fornece números de telefones celulares para contato corre o risco de perder a oportunidade de realizar o exame. A Central de Agendamento de Exames do Departamento de Diagnóstico e Terapêutico da Prefeitura de Juiz de Fora só efetua ligações telefônicas para celulares a cobrar. Caso o paciente não possa atender a chamada, por falta de crédito ou porque o aparelho é bloqueado para o receber esse tipo de ligação, o nome é descartado.

    A agente de vendas, Brenda Guimarães, quase perdeu um exame de endoscopia após esperar cerca de dois meses para sua realização. Ela deixou dois números de celulares para contato e seu namorado recebeu a ligação a cobrar. "A sorte é que ele é funcionário da saúde na cidade e reconheceu o número da Central. Ligamos novamente e fomos informados de que o procedimento é este: ligações para celular, só a cobrar. Minha guia já estava no lixo, segundo o servidor que nos atendeu." Após retornar a ligação, Brenda conseguiu marcar seu exame para o próximo dia 30 de junho.

    De acordo com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, este é o procedimento adotado desde o lançamento, em fevereiro, do pacote de contenção de despesas, que inclui economia em ligações telefônicas, energia, papel e viagens, entre outros. O paciente é orientado a deixar um telefone fixo para contato. Caso a única alternativa seja o celular, ele é avisado que receberá uma ligação a cobrar. Para Brenda, a situação é absurda. "Já pagamos impostos. Teremos que pagar pelas ligações também?"

    De acordo com o membro da Comissão de Saúde Pública e Bem-Estar Social da Câmara Municipal, vereador Wanderson Castelar (PT), o grupo irá buscar explicações da Prefeitura. "Temos uma audiência com a secretária de Saúde, Eunice Dantas, na próxima segunda-feira, dia 1º de junho, às 10h, e colocaremos esse assunto na pauta." Segundo Castelar, a racionalização no uso de recursos públicos não pode colocar em risco a saúde da população. "É uma medida, no mínimo, pouco inteligente, que traz mais malefícios do que benefícios. Ela atrapalha não só o paciente, que deixa de ser avisado de um exame importante, como desregula o sistema, que deixa de preencher vagas, caso não seja possível a marcação para outra pessoa."

    De acordo com a assessoria de comunicação do Ministério da Saúde, o atendimento do SUS é descentralizado. Os Estados têm autonomia para organizar, junto com os municípios, suas políticas de atendimento ao cidadão. Mas informa que o procedimento é de antemão estranho.

    Já a Secretaria do Estado da Saúde de Minas Gerais afirma que Juiz de Fora é um dos municípios mineiros que goza de gestão plena de saúde. Dessa forma, a cidade tem total autonomia para gerir sua política de atendimento.

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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