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    Quarta-feira, 1º de julho de 2009, atualizada às 16h50

    Médicos de Juiz de Fora decidem manter a greve por mais uma semana

    Marinella Souza
    Repórter
    Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora permanecem de braços cruzados. Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, 1º de julho, decidiram manter a greve pelo menos até o dia 8, quando nova assembleia será realizada, às 10h, na Sociedade de Medicina de Cirurgia.

    O Secretário Geral do Sindicato dos Médicos, Geraldo Sette, explica que a Prefeitura apresentou outra contraproposta, que foi rejeitada por não apresentar novidade. "Não há um conjunto de promessas concreto", diz.

    Segundo o médico, o documento apresenta demandas geradas pela própria Prefeitura que não têm a ver com as reivindicações da categoria. "Eles querem resolver essas demandas com gratificações, apresentam a solução desses problemas como proposta e não avançam em outros pontos específicos, como a questão salarial, por exemplo."

    Para Sette, ainda que a Prefeitura não tenha recursos para pagar maiores salários, poderiam apresentar um cronograma que demonstrasse interesse em atender às reivindicações da categoria. Espera-se que isso aconteça na próxima assembleia.

    Até lá, apenas os serviços de urgência e emergência permanecem funcionando. Quanto a isso, Sette alerta: "Nós entendemos que esses serviços devem continuar funcionando, porque são muito importantes. Entretanto, o atendimento já é realizado com dificuldades e falta de pessoal, o que não é decorrente do nosso movimento."

    Balanço da greve

    A Prefeitura de Juiz de Fora divulgou na tarde desta quarta-feira o balanço geral da greve dos médicos.

    Atenção Primária:
    Das 44 UBSs contatadas, 31 tiveram paralisação total de médicos, sete tiveram atendimento médico parcial e seis tiveram atendimento médico normal.

     Núcleo de Redes Assistenciais:

    No Departamento de Clínicas Especializadas (DCE – PAM Marechal), 30 médicos paralisaram.

    No Departamento de Práticas Integradas Complementares (DPIC), todos os oito profissionais aderiram à greve.

    No Departamento de Saúde da Criança e do Adolescente (DSCA), 20 médicos (em 53) não compareceram ao trabalho.

    A Unidade das Clínicas Especializadas funcionou normalmente.

     Urgência e Emergência:

    Não houve paralisação.

     

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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