Segunda-feira, 1º de fevereiro de 2010, atualizada às 17h

Especialistas preparam protocolo de segurança com medidas a serem adotadas em cirurgias plásticas

Aline Furtado
Repórter

Com o objetivo de coibir práticas irregulares ou suspeitas, especialistas do Conselho Federal de Medicina (CFM), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), preparam um protocolo de segurança para a realização de cirurgias plásticas. A previsão é de que o documento seja apresentado em plenária, entrando em vigor em até cinco meses.

O documento, que já é adotado em outros países, contará com uma espécie de checklist de segurança, com orientações relacionadas a indicações cirúrgicas, exames pré-operatórios, anestesia, atendimento pós-cirúrgico e condições do local da operação. As medidas deverão ser adotadas desde a primeira consulta até o pós-operatório.

Segundo o cirurgião plástico Marilho Dornelas, os procedimentos são feitos corriqueiramente, segundo orientações da SBCP. "Realizamos exames e avaliações pré-operatórios, além de serem dispensados os cuidados aos pacientes durante e após a cirurgia." Diante disso, o médico acredita que o protocolo será uma forma de reforçar a necessidade de seguir os critérios determinados. "Acredito que o documento visa coibir a prática de profissionais que atuam de maneira negligente, colocando em risco a vida do paciente."

Entre as medidas de segurança previstas no protocolo está o monitoramento de cursos de formação de profissionais que atuam na área de cirurgias plásticas. A lei brasileira não exige que os médicos possuam especialização em lipoaspiração, por exemplo, para realizar o procedimento. No entanto, o CFM recomenda que os pacientes procurem profissionais com qualificação específica.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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