Terça-feira, 22 de junho de 2010, atualizada às 19h50

Audiência propõe integração entre secretarias municipais para melhorar atendimento nas unidades de saúde

Aline Furtado
Repórter

A situação precária das Unidades de Atenção Primária à Saúde (Uaps) de Juiz de Fora foi tema de audiência pública realizada nesta terça-feira, 22 de junho, na Câmara Municipal de Juiz de Fora (CMJF). Segundo o vereador proponente da reunião, Luiz Carlos dos Santos (Dr. Luiz Carlos - PTC), deve haver um trabalho conjunto entre as Secretarias de Saúde, Obras, Atividades Urbanas, além do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) no que diz respeito à situação da saúde no município.

"Infelizmente o que encontramos hoje em todas as unidades de saúde da cidade é falta de médicos, de medicamentos, mofo, rachaduras, equipamentos com defeito, mato, entre outros problemas", destacou o legislador.

Representantes de bairros e líderes comunitários que estiveram presentes à reunião citaram a falta de profissionais e de material como os principais problemas. "É um absurdo dependermos dos serviços e não tê-los garantidos quando precisamos. No caso da Uaps do bairro Nova Era, recentemente inaugurada, não há médicos suficientes, não há lâminas para a realização de exames preventivos, não há esparadrapos e nem mesmo a vacina contra a Gripe A tem mais", afirma a representante do bairro Nova Era, Talita Maria Ferreira.

A conselheira municipal de saúde, Regina Célia de Souza, destaca a necessidade de mobilização da população para resolver a situação. "Estes relatos são feitos há muito tempo e nada é feito. Com isso, o cenário está cada vez pior. Acredito que só mesmo se cobrarmos do Executivo é que teremos soluções emergenciais para os problemas, como condições básicas de trabalho e atendimento nas unidades."

Para o secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, um dos focos do problema está no impasse para contratação de mão de obra para a saúde. O vereador Roberto Cupolillo (Betão - PT) defende que existe brecha no orçamento municipal para gastos com pessoal. "Há como contratar profissionais para atender às Uaps, sim. O percentual da Prefeitura dedicado a pessoal equivale, atualmente, a apenas 46%."

O secretário de Obras, Jefferson Rodrigues Júnior, afirmou que foram realizados orçamentos para melhorias em dez unidades de saúde, como foi divulgado pelo Portal ACESSA.com, e a previsão é que cada uma delas custe entre R$ 70 e R$ 80 mil. "São melhorias simples, como pintura, reinstalação de reboco etc. Mas já estamos em fase de processo licitatório para estas obras, que incluem a Policlínica de Benfica, com melhorias orçadas em R$ 200 mil." A situação de outras 40 unidades está sendo analisada. O representante da pasta informou, ainda, a possibilidade de construição de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na Zona Norte. Convidadas para a audiência pública, as Secretarias de Saúde e de Atividades Urbanas, assim como o Demlurb, não enviaram representantes.

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