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    Terça-feira, 30 de agosto de 2011, atualizada às 12h46

    Dia Nacional de Conscientização sobre Esclerose Múltipla é comemorado com divulgação e orientações sobre a doença

    Victor Machado
    *Colaboração

    Um posto montado no Calçadão da rua Halfeld nesta terça-feira, 30 de agosto, comemorou o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, em Juiz de Fora, com exibição de filmes, panfletagem, orientação nutricional e aferição de pressão.

    Para o neurologista e coordenador do Centro de Atendimento a Doença Neurológicas Imunomediada (CADIM), Carlos Augusto Damasceno, o principal objetivo da data é divulgar a doença que é considerada desconhecida e silenciosa. "É preciso informar à população mais detalhes da esclerosa múltipla, que é uma doença que ataca jovens e adultos entre 20 e 40 anos, na maioria de raça branca, e no auge de suas vidas profissional e pessoal."

    Entre os principais sintomas da doença estão dificuldades motoras em qualquer um dos lados do corpo ou nas pernas, incontinência urinária, visão dupla e embaçamento, dores na vista, dormência, entre outros.

    De acordo com Damasceno, o problema é que os sintomas ocorrem sem frequência, o que dificulta o diagnóstico. "Os sintomas vão e voltam e, com isso, os pacientes não diagnosticam os problemas." Ele comenta que, quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de evitar sequelas. "Ainda é uma doença que não tem cura. Mas o diagnóstico precoce possibilita evitar uma inflamação no cérebro mais grave e, assim, pode causar menos lesões e sequelas."

    O alerta para o diagnóstico precoce é ainda mais importante já que o neurologista afirma não existir prevenção para a esclerose múltipla. "São fatores genéticos, virais e climáticos que influenciam. Portanto é difícil fazer uma prevenção." O tratamento da doença é feito à base de remédios específicos e tem custo médio de R$ 3 mil por mês. Damasceno afirma que é disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    A doença

    A esclerose múltipla é uma doença crônica e autoimune (quando o sistema imunológico agride o próprio organismo), de origem desconhecida, que afeta o sistema nervoso central de adultos jovens, especialmente mulheres. A doença ataca a bainha de mielina – camada de gordura que envolve os neurônios – causando lesões que afetam no sistema motor e sensorial.

    O neurologista explica que a doença afeta de 15 a 18 pessoas a cada 100 mil habitantes. Atualmente, Juiz de Fora e região tem cerca de 100 pacientes em acompanhamento e diagnosticados. "Se fôssemos fazer uma proporção para a macrorregião de Juiz de Fora, teríamos algo em torno de 200 pacientes. O que mostra que ainda podemos ter 100 pessoas sem acompanhamento."

    *Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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