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    Histórias de superação são exemplos da luta contra o câncerJuiz-foranos dão depoimentos de como lutaram e obtiveram sucesso contra câncer de colo do útero, estômago e mama. Eles estão curados

    Clecius Campos
    Sudeditor
    14/11/2011
    Foto de mãe e filha

    Histórias de pessoas que superaram o câncer são bons exemplos de que a luta contra a doença é capaz de terminar na vitória do paciente. O Portal ACESSA.com ouviu depoimentos de juiz-foranos que travaram uma batalha contra o mal e obtiveram cura de cânceres que assolaram o colo do útero, o estômago e a mama.

    Vontade de vencer, apoio da família e de amigos, acompanhamento médico específico e disciplina levaram ao sucesso alcançado pelos entrevistados. Compartilhar informações sobre a doença é considerado por eles um meio de estimular a luta contra a doença.

    Grávida após câncer de colo do útero

    A supervisora administrativa Aline Duarte foi acometida por um câncer de colo do útero, proveniente de papiloma vírus humano (HPV). Ela descobriu a doença aos 19 anos, durante o pós-parto de seu primeiro filho. "Engravidei com 18 anos e, quando a gestação chegou próxima à 28ª semana, uma ultrassonografia identificou diástole zero do útero. O feto já não estava sendo alimentado. Tivemos que fazer um parto prematuro. O menino nasceu com 26 centímetros e 850 gramas, mas não resistiu e faleceu dias depois."

    Durante o acompanhamento pós-parto, foi descoberta a presença de três pequenos tumores no colo do útero. Após ser feita biópsias, foi indicada a necessidade de ser realizada uma cirurgia. "A indicação era de remover todo o colo do útero. Mas a médica teve a sensibilidade de ver que eu era uma menina de 19 anos, que havia perdido um filho recentemente, e escolheu por intervenções chamadas de conizações." Segundo Aline, tais cirurgias foram possíveis porque os tumores tinham a característica de serem profundos e estreitos. "Assim sendo, houve a chance de se extrair só os tumores, sem remover todo o colo do útero." Após passar por um tratamento medicamentoso, Aline recebeu a notícia de que não poderia engravidar novamente.

    Com o passar do tratamento, a possibilidade de ter mais um filho apareceu em uma consulta médica. "A médica disse que haveria a chance, mas que seria uma gravidez de alto risco, que ia demandar um acompanhamento severo. Eu queria engravidar, então arrisquei. Aos 22 anos, engravidei novamente." A gestação foi tratada com imensa disciplina. E, mesmo com tanto cuidado, Aline precisou passar por uma cirurgia de cerclagem do colo do útero, com 16 semanas de gestação. "Costuraram o colo do meu útero, pois ele estava fragilizado, já que havia perdido força, por conta da remoção dos tumores. A intenção da cirurgia era permitir que meu útero fosse capaz de suportar o peso da criança." A partir da intervenção, o repouso foi absoluto e ainda eram usados medicamentos para evitar a contração muscular e o trabalho de parto prematuro.

    Com 30 semanas de gestação, Aline deu à luz a sua filha, hoje com 7 anos (foto acima). "Minha filha é meu tesouro. É o que tenho de mais precioso. Passar por toda essa experiência e vê-la bem, com uma saúde de ferro, é a recompensa de ter vencido a doença." Por conta do HPV, Aline ainda faz acompanhamentos e exames específicos para verificar a saúde do útero. "Sempre fico com receio, pois tenho o vírus ativo em mim. Hoje não penso em ter filhos, mas ainda tenho muita vida pela frente e posso mudar de ideia."

    Venceu um câncer de estômago
    "Hoje, como mais do que comia antes. Tenho uma vida normal, mas faço acompanhamento da doença de três em três meses."

    Durante uma visita ao proctologista, o aposentado Miguel Carvalho Henriques queixou-se de uma dor na barriga com o médico, que resolveu encaminhá-lo a um endocrinologista. Em uma endoscopia com biópsia, foi descoberto um câncer no estômago. "Fiquei preocupado, pois uma notícia como essa causa preocupação. Mas considero que minha reação foi normal. Minha esposa ficou mais apavorada." O tumor foi identificado no início de sua formação, o que aumentava a chance de cura. "O médico disse que estava no início e que eu podia ficar curado. Alertou para o risco que qualquer cirurgia traz, mas disse que seria necessário fazer uma intervenção."

    A remoção de parte do estômago foi adiada por uma semana, pois a esposa de Henriques ficou receosa da operação. "Fomos pedir a opinião de mais dois médicos e os três indicaram a necessidade de cirurgia. Um conhecido, que já havia passado pelo mesmo problema, nos encorajou a seguir em frente, dizendo que estava ótimo e que não teve a rotina alterada. Então, parti para a cirurgia."

    Henriques perdeu 80% do estômago e foi obrigado a parar de fumar. "Hoje, como mais do que comia antes. Tenho uma vida normal, mas faço acompanhamento da doença de três em três meses, até que passe o período crítico de cinco anos." Ele não mostra preocupação na possibilidade de descobrir outro tipo de tumor. "Sinceramente? Tenho muita fé em Deus. O que vier, tenho que encarar, com a ajuda da minha família."

    Identificou tumor na mama fazendo autoexame

    A empresária Sandra Alonso descobriu um câncer de mama fazendo o autoexame, no início de 2010. "Fiz o toque e senti um caroço. Procurei um mastologista e comecei a fazer exames. Na ocasião, os médicos diziam que não era nada, por causa do tamanho e do formato do tumor. Acharam que era algo benigno. Mas insisti em fazer uma biópsia e foi descoberto que era câncer." Sandra lembra que, ao receber o resultado, ficou sem chão. "Levei minha filha, que tinha 10 anos na época, e não consegui disfarçar o desespero perto dela. A gente fica sem chão. Foi um susto muito grande."

    O câncer obrigou Sandra a tirar toda a mama, imediatamente substituída por uma prótese. Ela ainda passou por seis sessões de quimioterapia, que a levaram a perder os cabelos. "Passei muito mal, tive enjoo, vomitava demais. O cabelo foi cair só na segunda sessão de quimioterapia. Foi uma sensação horrível. A fase mais chocante da doença." A empresária precisou ainda ser orientada por uma nutricionista. "Os alimentos ficaram sem gosto. Eu não conseguia comer bem. Quando o paladar voltava, já estava perto de outra sessão."

    "Vá ao médico, faça o autoexame, faça a mamografia. O câncer tem cura."

    Hoje Sandra está curada. "Faça um acompanhamento da doença de três em três meses e será assim até completar cinco anos de cirurgia. Tenho fé de que não serei acometida novamente, mas sei do risco de a doença voltar." Segundo ela, os ensinamentos que ficaram sobre o câncer são repassados para outros pacientes. "Sempre que posso, tento tirar uma dúvida de alguém que está passando pelo que já passei. É bom ouvir palavras de conforto. Tenho uma família unida e amigos que estiveram presentes, ligando, dando uma força, dizendo 'você vai vencer'. É importante ter apoio nessas horas."

    Além disso, ela enxerga outras mudanças em seu comportamento. "Deus me deu a chance de aprender a dar importância às coisas que realmente são importantes na vida. O conselho que dou para qualquer pessoa que tenha suspeita de câncer é que não tenha medo de ir ao médico, não tema fazer exames. Vá ao médico, faça o autoexame, faça a mamografia. O câncer tem cura."

    Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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