Quinta-feira, 15 de setembro de 2011, atualizada às 13h05

Desconhecimento da população sobre o linfoma motiva realização de campanha

Victor Machado
*Colaboração

Para marcar ao Dia Internacional de Conscientização sobre Linfomas, que ocorreu nesta quinta-feira, 15 de setembro, o Hospital Universitário (HU) e a Fundação Ricardo Moyses Júnior realizaram uma campanha de conscientização sobre a doença. O evento, no campus da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tinha como objetivo orientar a população sobre os cuidados necessários para se evitar ou diagnosticar precocemente a doença que pode apresentar 90% de chances de cura e é considerada pouco conhecida pela população.

O índice de cura é apontado pelo hematologista Abrahão Elias Hallack Neto como a principal informação para que a doença torne-se ainda mais conhecida. "Mostrar que com o tratamento pode-se encontrar sucesso, é uma forma de a população se interessar em saber mais e aumentar os índices de cura." De acordo com a Fundação Ricardo Moysés Júnior, das 112 crianças que passaram pela instituição com linfoma, quatro ainda estão em tratamento e 71 alcançaram a cura, o que representa um índice de 64%.

Segundo o hematologista, a campanha serve para chamar a atenção da população para essas informações. "O que precisamos é divulgar o linfoma que é um dos principais tipos de câncer do Brasil e ter um índice de cura muito alto. Mas, para isso, é preciso que a população saiba o que é a doença."

Neto explica que o linfoma é um câncer no sangue, que tem como principal sintoma as adenomalias, popularmente conhecidas como ínguas. Essas ínguas podem ser acompanhadas de febre, emagrecimento e sudorese nas axilas, pescoço e outras partes do corpo. Segundo Neto, existem o linfoma hodgkin e o não hodgkin. "O primeiro, se constatado no início, é o que apresenta até mais de 90% de chances de cura. O outro é subdividido em vários tipos e também pode ser curado."

O hematologista afirma que o tratamento da doença é à base de quimioterapia. Em alguns casos, pode ser usada a radioterapia e, até mesmo, o transplante de medula, quando o diagnóstico é feito tardiamente e os riscos para o paciente são maiores.

*Victor Machado é estudante do 8º período de Comunicação Social da Faculdade Estácio de Sá

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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