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    Quarta-feira, 4 de janeiro de 2012, atualizada às 19h

    Moradores do bairro Benfica estão insatisfeitos com a situação da policlínica

    Jorge Júnior
    Repórter
    audiencia

    A situação da policlínica de Benfica, localizada na Zona Norte, há mais de 25 anos, bem como a falta de médicos, de infraestrutura e até o possível fim dos atendimentos, após a implantação do Hospital da Zona Norte, foram questões debatidas na tarde desta quarta-feira, dia 4 de janeiro, na Câmara Municipal de Juiz de Fora, a pedido do vereador Wanderson Castelar Gonçalves (PT). "Os serviços na clínica não podem parar."

    "Se a clínica fechar será um absurdo. A população atendida pela unidade será muito prejudicada, uma vez que uma boa parte dos cidadãos da região recebem assistência no local", afirma o presidente da Sociedade Independente de Amigos da Zona Norte e Distritos, Jáder Vanir. Segundo o presidente, ele já presenciou várias situações no ano passado referentes à precariedade do local. "Uma mulher foi medicada por enfermeiros porque não havia médicos no local. Outro momento constrangedor foi quando as fichas de atendimentos deixaram de ser entregues às 6h, passando para as 7h, aumentando o tempo do atendimento em uma hora.

    Para a moradora do bairro Irene Aparecida, o grande problema na região é a falta de funcionários, que não é suficiente para atender toda a população. "A policlínica recebe pessoas não só do bairro Benfica, mas de todo o entorno e também de cidades vizinhas." Com a falta de mão de obra, o representante do Conselho Regional de Saúde de Benfica, Carlos Alberto, acredita que aumenta o número de óbitos. "Falta médicos, falta saúde. Quantas pessoas já não morreram nas filas de espera dos hospitais na cidade?", questiona. "Precisamos de mais qualidade na saúde, porque a policlínica está morta", completa outra moradora, Vera Amaral.

    Segundo a ouvidora de saúde, Edna Aparecida, a clínica é o maior equipamento de saúde daquela região, que presta atendimento de atenção secundária, mas o ideal é que fosse criado o setor de atenção primária.

    Para resolver essas questões, o secretário-executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos, afirma que enquanto o departamento não tiver melhores equipamentos e o número de remédios não for suficiente para atender os doentes, nada será resolvido. "Se a linha de cobertura não for ampliada, os problemas vão continuar."

    Policlínica não vai fechar

    Mesmo com esses problemas levantados, a secretária de saúde, Maria Helena Leal Castro, afirmou que não há previsão da Policlínica fechar, e ressaltou que se a Policlínica não fosse boa a população não ia brigar para que ela continuasse em funcionamento.

    Segundo Maria Helena, o objetivo do órgão é ampliar o número de Unidade de Atenção Primária (Uaps) na cidade, que segundo ela atende a 80% da população. A secretária disse ainda que o número de médicos no setor não está completo, porque muito saíram de suas ocupações, mas a previsão é de que até o final de janeiro o quadro esteja completo.

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