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    Quarta-feira, 20 de junho de 2012, atualizada às 12h10

    Médicos interrompem negociações com PJF e mantêm indicativo de greve

    Nathália Carvalho
    *Colaboração
    Sindicato dos Médicos

    Os médicos municipais decidiram por interromper as negociações com a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) durante assembleia realizada na noite da última terça-feira, 19 de junho, na Sociedade de Medicina. A possibilidade de greve não está descartada e o indicativo será mantido pela categoria.

    "A falta de vontade política da Prefeitura em negociar com os médicos nos levou a interromper essa ação. Vamos publicar uma justificativa oficial para que a população entenda os motivos da nossa decisão", explica o presidente do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora, Gilson Salomão. Outra atitude decidida em assembleia, e que será tomada nos próximos dias, é a realização de uma campanha de denúncias a respeito das condições de atendimento à população e de trabalho. "A atual situação está precária e vamos denunciar para alguns órgãos de medicina que possam atuar junto à nossa causa."

    As discussões a respeito do reajuste salarial têm sido realizadas há cerca de três meses e, conforme publicação do Sindicato, a falta de propostas da administração municipal retrata "um descaso com o serviço público de saúde na cidade". A pauta de reivindicações da categoria fundamenta-se sobre três pontos: reestruturação da carreira; elevação do vencimento básico, que hoje é R$ 1.471; melhoria nas condições de atendimento ao público e fim da precarização dos serviços de saúde por meio de abertura de concursos públicos. Os médicos rejeitaram a proposta de reajuste da PJF de 5,94% em assembleia realizada no dia 29 de maio e a esperança era avançar nas negociações até a reunião desta terça.

    Além disso, outro ponto debatido na ocasião refere-se ao concurso público do Programa Saúde da Família, aprovada pelos médicos na assembleia anterior. "Vamos discutir com o Conselho Municipal de Saúde a respeito do Edital que foi publicado para o concurso, pois consideramos que existem diversas irregularidades para serem ajustadas." Salomão reitera, ainda, que o indicativo de greve será mantido até o dia 3 de julho, quando haverá nova assembleia dos médicos.

    *Nathália Carvalho é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Mariana Benicá

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