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    Portadores de HIV de JF contam com tratamento da lipodistrofia

    Técnica consiste, por exemplo, no preenchimento da face por meio de cirurgia plástica oferecida pelo Hospital Universitário

    Andréa Moreira
    Repórter
    19/1/2013
    Paciente com lipodistrofia

    Há cerca de quatro meses, o Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) firmou um convênio com o Ministério da Saúde para a realização de cirurgias plásticas para o tratamento da lipodistrofia. A informação é do cirurgião plástico Marilho Tadeu Dornellas, que faz parte do Serviço de Cirurgia Plástica do HU, além de ser membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). "Foram mais de cinco anos tentando conseguir este credenciamento. São inúmeras as exigências. Mas conseguimos e, atualmente, podemos acolher pacientes de Juiz de Fora atendidos pelo Sistema Único de Saúde [SUS]," afirma.

    A lipodistrofia é caracterizada pela concentração excessiva de gordura no abdômen, tórax e nuca, além da perda de gordura na face, braços e pernas de pessoas soropositivas que estão utilizando a Terapia Anti-retroviral Altamente Ativa (HAART), também conhecida como terapia de combinação ou coquetel para o tratamento anti-HIV. De acordo com o Ministério da Saúde, o tratamento foi normatizado em dezembro de 2004.

    Cirurgias

    Até o momento, na cidade, foram realizadas intervenções em mais de 40 pacientes, como explica Dornellas. "Com base nesses procedimentos, conseguimos desenvolver um estudo com 41 pacientes que apresentam lipoatrofia facial. Eles foram submetidos ao preenchimento com polimetilmetacrilato (PMMA) no HU e também na clínica Plastic Center, entre janeiro de 2010 e fevereiro de 2012."

    Entre as intervenções cobertas pelo Ministério da Saúde está o preenchimento facial com polimetilmetacrilato, preenchimento facial com tecido gorduroso, reconstrução glútea, lipoaspiração de giba, lipoaspiração de parede abdominal, redução mamária, tratamento de ginecomastia, lipoenxertia de glúteo e reconstrução glútea. Todos esses procedimentos auxiliam muito na autoestima dos pacientes, explica Dornellas.

    "O aumento da longevidade e a qualidade de vida dos portadores de HIV está cada vez maior, graças aos medicamentos. Porém, um dos efeitos colaterais dessas drogas é a perda ou o ganho de gordura em certas partes do corpo, fazendo com que os pacientes soropositivos tenham uma aparência peculiar. Muitos destes pacientes, com medo de sofrerem preconceito, acabavam abandonando o tratamento, então, as cirurgias plásticas destacam-se com um ponto importante no tratamento contra a Aids."

    Dornellas explica, ainda, que a técnica utilizada para a cirurgia consiste na aplicação de anestésico local, perfuração da pele com agulha 40 x 12 cm, introdução de microcânula 5 x 10 cm e, por fim, aplicação da injeção de PMMA de forma retrógrada, ou seja, o produto é injetado à medida em que a microcânula é retirada. "Cada seringa custa de R$ 100 a R$ 200. Têm pacientes que chegam a necessitar de 40. Ou seja,  pode ser uma cirurgia bastante cara. E poder fazer esse procedimento pelo SUS é uma vitória para a população de Juiz de Fora."

    Requisitos

    A assessoria do Ministério da Saúde ressalta que para a realização das cirurgias, os pacientes devem ter indicação médica encaminhada por uma unidade do Serviço de Assistência Especializada. Além disso, o cirurgião plástico ressalta outros critérios de inclusão. "A contagem de células T CD4+ não pode ser inferior a 200 células/ml. O paciente também não pode ter a presença de sinais de infecções bacterianas ou virais
    em qualquer sítio anatômico."

    Apesar de o credenciamento permitir apenas o tratamento de pessoas de Juiz de Fora, o cirurgião plástico revela que existe um pedido para o atendimento ser ampliado para outras cidades. "Como o HU está credenciado para realizar cirurgias de alta complexidade, acredito que conseguiremos atender muito mais pessoas," avalia.

    Os textos são revisados por Juliana França

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