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    Moradores reclamam de risco de dengue em restaurante no Centro de Juiz de Fora

    Costureira que já teve dengue hemorrágica fez solicitação em vários órgãos da PJF. Coordenador da dengue afirma que denúncias aumentaram nos últimos dias

    Angeliza Lopes
    Repórter
    25/03/2015
    dengue

    Moradores da rua Santa Rita, em Juiz de Fora, denunciam criadouros de mosquito na região central, com medo dos riscos de infestação da dengue na cidade. O problema é alarmante, principalmente, depois da divulgação na semana passada do índice de 6,8% do Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (Liraa), que determina o município como um possível local de surto da doença. A vizinhança de um prédio na via reclama de água empossada nas tampas da caixa d'água de um restaurante embaixo dos apartamentos. Outro incômodo seria causado pela fumaça e barulho do exaustor. Já foram protocoladas reclamações na Vigilância Sanitária, Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) e na fiscalização da dengue, mas problema persiste.

    Moradora há cinco anos no local, a costureira Denise Santos de Souza tem uma preocupação a mais. Em 2012 ela teve dengue hemorrágica e ficou 15 dias internada em estado grave. "Hoje tenho pânico em pensar em dengue de novo. Por isso minha preocupação é enorme. Outro problema muito sério é a fumaça do exaustor e chaminé instalados em frente a minha janela. O barulho é ensurdecedor, me obrigando a ficar com o apartamento todo fechado até o final do expediente deles", reclama.

    Denise também questiona a falta de higiene do local, que causa o aparecimento de ratos e baratas. A recepcionista Silvana de Paula, também residente do prédio, diz que em período de chuva, as janelas precisam ficar fechadas devido a quantidade de mosquito. "Já tive dengue quando morava no bairro Granbery e quando mudei para cá e vi a situação, fiquei desesperada. Também me causa muito incômodo os problemas com barulho e fumaça", destaca.

    Denise explica que já conversou várias vezes com os funcionários do restaurante, mas nunca atendiam suas solicitações. Chegou a jogar água sanitária em cima da tampa cheia de água, para evitar problemas. "Agora com as reclamações que fizemos, eles desamassaram a tampa e tiraram a água, mas quando voltar a chover, a tampa por ser de plástico, acaba afundando novamente."

    O proprietário do restaurante Kleverson Inácio Carneiro explica que foram feitos os reparos nas tampas da caixa d'água e agentes da dengue chegaram a fazer coleta da água, mas não foi confirmado a existência de foco do mosquito. "Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quando me solicitaram diretamente sobre a altura da chaminé, subi com o tubo, e faria novamente, caso os moradores me procurem, diretamente, para reclamar. Já fizemos também o reparo no equipamento, que estava com uma peça solta, para que o barulho volte aos padrões autorizados pela Prefeitura. O tubo adicional instalado na parede de frente para janela do apartamento será retirado, pois não está sendo usado", defende Carneiro. Ele ainda completa que está com todos os documentos em dia e tem autorização para trabalhar com carvão, "as dedetizações são feitas mensalmente e o documento de vistoria atual da Vigilância Sanitária está pago. Um único animal encontrado estava morto e em cima da laje, pois sempre jogamos veneno nesta área, devido animais que vem de outros lugarres."

    A assessoria da SAU informou que o local já recebeu vistoria sendo autuado duas vezes por não apresentar alvará de funcionamento atualizado e pela falta de solução quanto os problemas de acúmulo de água, que podem se tornar criadouros dos mosquito da dengue. Receberam multas no valor de R$ 580,99 para os dois casos. Eles ainda explicam que como os processos administrativos estão em aberto, a secretaria precisa aguardar que sejam encerrados, para novas providências. A assessoria da Saúde informa que equipes da zoonose vão ao local para nova vistoria, para averiguar reclamações de ratos e baratas.

    Cresce denúncias da dengue

    Conforme o coordenador geral do programa de Combate a Dengue e a Chikungunya, Juvenal Franco, com o resultados do segundo levantamento, que apontou risco de surto da dengue, as denúncias diárias aumentaram consideravelmente. Quando moradores reclamam de água parada e possível foco do mosquito Aedes aegypti em vizinhos, através do disque denúncia, equipes da endemia vão até o imóvel e dão orientações. Os agentes também fazem a eliminação do depósito, com a aplicação do larvicida. "Recebemos reclamações de todos os bairros. Mas podemos destacar um número alto no Centro, devido queixas de água parada nas marquises. Outros problemas são vistos em terrenos e casas abandonados, piscina mal cuidada, caixa d'água aberta e laje com água. Para os terrenos, só conseguimos entrar após autorização do proprietário, e caso haja foco, fazemos a aplicação do larvicida e coletamos amostra para teste em laboratório", explica Franco.

    O resultado do Liraa, divulgado no dia 17 de março, aponta que o Borboleta foi o bairro que apresentou mais registros de criadouros do mosquito Aedes aegypti, com 33 focos encontrados. Em seguida aparece o Monte Castelo, com 21 focos, o Distrito Industrial e o Alto Vila Ideal, ambos com 11.

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